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É desanimador como o jornalismo feito pelas TVs está, direta ou indiretamente, cada vez mais carregado de tom policialesco. Não é pequena a fatia do tempo gasto com bombas, tiroteios e prisões em telejornais. Se for incluída, ainda, a parte do noticiário político que abrange a Operação Lava Jato e outros fatos do tipo, ver o “Jornal Nacional”, por exemplo, se tornou quase como assistir a uma minissérie como “Swat”, para os mais antigos, ou “CSI”, para os que não são tão velhos. É importante cobrir os fatos policiais que têm de ser noticiados. Mas a dosagem dessa cobertura, sua colocação na escalada e a escolha do bloco em que será inserida, tudo isso diz muito sobre o efeito que se quer realmente produzir por meio daquela informação. Se não tudo, pelo menos muita coisa gira em torno da audiência, dos pontos no Ibope. Violência e escândalos, juntos ou separados, são sempre catalisadores desse objetivo. Que, por sua vez, atrai anunciantes. Resta saber se vale a pena submeter a saúde mental dos que assistem a uma exposição redundante. Não é à toa que uma parcela da população tem revisto seus hábitos em relação à TV, especialmente os canais abertos. Esse tipo de voyeurismo cobra seu preço e muita gente, especialmente de olho nos filhos, não quer pagar para ver. Por isso mesmo, o que é audiência atraída pela exposição de imagens e temáticas escandalosas hoje pode desaparecer no futuro, por não conseguir “reagir” mais. A não ser instigado por cenas ainda mais escandalosas.
Biografia escrita por Hélio Rocha narra a história do maior político de Goiás: Pedro Ludovico Teixeira
Hospital de Urgência de Goiânia (Hugo) foi orientado a não dar detalhes sobre caso
De Madri, diretor da Cía Daniel Abreu conversou com o Opção Cultural sobre as apresentações que fará nos palcos goianos
Filme dirigido por Amy Berg apresenta um lado nunca visto da primeira grande estrela feminina do rock
Inspirado em uma história real, o filme conta a história de um autêntico herói, aquele forjado na rotina diária, na falta de grana, e que tem problemas com o chefe, como eu e você
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Banda carioca é headline do festival que acontece no Passeio das Águas | Foto: Divulgação[/caption]
No domingo, 24 de julho, o Passeio das Águas vira palco de mais uma edição do Goiânia Rock Fest. No line up, diversos artistas consagrados da cena nacional e local embalam seus grandes hits. Na lista, os cariocas do Paralamas do Sucesso, a paulista NX Zero, os brasilienses Raimundos e ainda: Glória (SP), U2 Cover (SP), K-Libre (Brasília), Dillinger, com participação de Gabriel Thomaz e Érika Martins do Autoramas (Uberlândia), e as goianas Girllie Hell, Belas Infiéis, Vértize, Toten e Augustieners.
Os portões serão abertos às 14 horas e o primeiro show deve começar por volta das 15 horas. O valor dos ingressos vai de R$ 40 a R$ 180, e estes podem ser comprados pelo site da Bilheteria Digital. Os portões abrem às 14h e as apresentações estão marcadas para às 15h.
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Divulgação[/caption]
Sua tarde de domingo fica muito mais animada no Coreto da Praça Cívica. Numa parceira entre a Tilt Produções e a Casa de Música, a festa Coreto leva muita música no esquema “back to back”, que propõe reunir uma galera em meio à art déco da praça para curtir o melhor da capital goiana, no dia 24.
No line up, os DJs Daniel de Mello, Mário Pires, Lauã, Bruno Caveira, Alan Honorato, Rodrigo Lagoa, Igor Zargov e Angelo Martorel. E, como o centro é seu, o centro é nosso, você não paga nada para curtir o rolê. A festa Coreto tem início às 15h, aproveita o cair da tarde e finda às 22h, para semana começar bem.
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Divulgação[/caption]
“The Scientist”, “Yellow”, “Fix You” e “Viva La Vida” são só algumas dentre tantas canções do Coldplay que conquistaram inúmeros corações pelo mundo. A banda de indie rock ganha um tributo à altura no sábado, 23, nos palcos do Bolshoi Pub. Conhecido por seu projeto U2 One, o cantor Rubinho Gabba apresenta o melhor do grupo britânico, ao lado de Pablo Vilela, Nando Vieira e Caco Gonçalves. O Bolshoi abre às 18h e o show começa à meia-noite. A entrada custa R$ 40, antecipadamente.
Decano desiste — será mesmo? — e o partido fica entre lançar um nome pouco competitivo ou coligar-se com Vanderlan Cardoso ou a Waldir Soares
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- Na segunda-feira, 18, a festa Palafita começa mais uma vez no Glória Bar e continua no El Club. Os DJs da vez são Lauã (Tilt), Lipe Trancoso e Victor Basílio. A dobradinha continua valendo e a entrada é o mesmo valor, 10 mangos.
- O artista visual Marlan Cotrim borda de muito amor o Evoé Café Com Livros com sua exposição de desenho com costura que segue até o dia 15 de agosto. É de se apreciar de perto, com a xícara cheia até a borda.
- Na noite do sábado, 23, o Planetário UFG realiza observação com telescópios e sessões no planetário móvel. Apresentam-se ainda as bandas Senores, Expirados, Skullzy. A entrada custa R$ 5.
A população pobre — de retirantes de outros lugares ou de “retirados” daqui mesmo — se espalha nas“franjas” da cidade e se submete a escolhas que, invariavemente, resultam no submundo
Rodrigo Maia será um aliado para aprovar agenda do ajuste, sem que o Palácio do Planalto tenha de ceder anéis, dedos, mãos e braços aos “xepeiros” do centrão
Alisson Azevedo Desde que o homem deixou de ser nômade, quase sempre que se muda é para fugir da falta de água, de víveres, de paz e, bem mais recentemente, pra fugir do tédio. Vim para Brasília para fugir do tédio; saio de Brasília para fugir do caos. Brasília não tem esquina. Essa é uma daquelas verdades triviais que dão em boa metáfora. Para quem veio de Goiânia, com suas quadrinhas sob medida pra pedestre preguiçoso, essa verdade dói nos calcanhares – agora sem metáfora. Mas a metáfora, para quem veio de Goiânia, com seu “à vontade”, seu “bem ali”, seu “deix’eu te falar”, dói mais ainda. Brasília não tem esquina, mas tem céu. “Céu de Brasília / Traço do arquiteto / Gosto tanto dela...” Podendo ela ser a própria Brasília, a mulher para quem Niemeyer desenhou suas curvas, ou ainda uma daquelas deliciosas elipses de Djavan, de quem roubo os versos. Mas Brasília anda cada vez mais prosa e menos poesia. E prosa ruim. A narrativa da política oscila entre o caos e o tédio, e parece não haver sinal de equilíbrio no horizonte. Aliás, estes são tempos duros: estão pouco ligando para as sutilezas do olhar — e menos ainda do horizonte. Minha formação política foi nos anos 90 e naquela época eu não poderia imaginar que sentiria saudade da polarização PT versus PSDB. O PSDB perdeu o sotaque da USP, o PT perdeu o sotaque da Teologia da Libertação, e ambos deram o PMDB de presente ao Brasil. Pobre presente, triste Brasília. Mas gosto tanto dela! Brasília não tem esquina. E a distância — ou melhor, o distanciamento que disso resulta — tem seu quê de cortesia, de civilidade, de cosmopolitismo. Em Brasília, aprendo, se trabalha muito (apesar de uns poucos...). Dia a dia, governo a governo, a capital do poder aprende a respeitar o espaço público e a preservar a esfera privada. Anfitriã dos três Poderes de uma frágil República, Brasília está mais suscetível à pressão e à vigilância. Talvez por isso alguns bons frutos da Constituinte dos já distantes 1987/88 sejam mais maduros por aqui. Concursos públicos para valorizar o mérito, cotas para equiparar as oportunidades, carros oficiais menos notívagos. Esses são alguns dos sintomas republicanos já comuns em Brasília, mas ainda pouco notados e sentidos pelo Brasil grande — e profundo. Brasília não tem esquina. Mas tem entorno. E seu entorno é onde o povo mora — e ninguém vai a passeio. Não há República no entorno de Brasília. Fora do Plano — e sem plano de voo —, a capital da República dá lugar à miséria, à violência, à barbárie. E há muito de Goiás no entorno de Brasília. Um Goiás miserável, violento, bárbaro. Mas talvez esse seja o calcanhar de Aquiles da nossa ufanista goianidade.
Alisson Azevedo é servidor do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO)
“Falcão merece estar no panteão dos craques”
Talmon Pinheiro Lima Palavras de Maradona sobre Falcão: “Um líder. Você o via fora de campo e ele parecia um médico, mas quando colocava o calção sabia muito bem o que fazer com a bola. Foi campeão com a Roma, o que não é pouca coisa.” Não tem como discordar desse gênio da bola. Adoro falar sobre o Falcão, afinal é meu ídolo no futebol. Situá-lo como um mero volante é reduzir o tamanho e a importância do seu futebol. Falcão e Cerezo foram os primeiros meio-campistas brasileiros que assimilaram a revolução trazida pela Holanda de 74. Jogavam um futebol total: defendiam, atacavam, lideravam, faziam gols, utilizando-se de um estilo e classe jamais vistos no futebol brasileiro. A elegância de Falcão em campo era imperial. Parecia um kaiser, a exemplo de Beckenbauer, outro “finesse” da bola. Eu o vi jogando duas vezes no Estádio Serra Dourada, naquele time mítico do Inter de 75/76 que foi bicampeão brasileiro. Na seleção de 82, foi o expoente em um time de craques como Zico, Sócrates, Cerezo, Junior e Luizinho. Ele, sim, foi um cracaço. Merece um panteão ao lado de outros dois grandes da “zona de inteligência”, como diziam os experts de antanho: Didi e Gérson. [“O volante que parou e provocou expulsão de Pelé”, Jornal Opção 2035]Talmon Pinheiro Lima é advogado.
“A morte anunciada do PM e a ausência do Estado”
Jeblin Abraão A morte do sargento PM Uires Alves da Silva em Itacaiu, distrito de Britânia, é aquilo que se pode dizer ser uma “morte anunciada”. A única coisa desta tragédia é que não se conhecia qual seria a vítima da vez e que seria filmada pelo celular — grande invenção deste início de século — de uma pessoa comum, daí todos tomarem conhecimento do que ocorreu. No caso dessa tragédia, os ingredientes estavam todos juntos: álcool, som alto, ausência de elementos essenciais do Estado (esfera estadual e esfera municipal), legislação pífia sobre os direitos da comunidade, Judiciário totalmente ausente das demandas da comunidade e mais outros itens. A única presença do Estado nestes casos tem sido a da Polícia Militar. Aqui, em nossa região — entorno do Campus Samambaia, da Universidade Federal de Goiás —, quem tentou ligar para a Amma para reclamar de som, suposta responsável pela qualidade do meio ambiente, conseguiu falar com alguém? Quem conseguiu teve algum resultado? Há uma Delegacia Estadual do Meio Ambiente, mas parece ser apenas uma para todo o Estado. Poucos sabem da sua existência; você já viu alguma ação desta delegacia? Ela tem pessoal para isso? Relata um funcionário da Amma que, quando um fiscal vai autuar um estabelecimento comercial, aí podem autuar e entrar no ambiente, por som alto. Só que, antes de chegar ao local, recebe ligação de vereador, do presidente da Amma [Agência Municipal do Meio Ambiente], de seu chefe imediato, com a contraordem. Aliás, quem financia as campanhas eleitorais de quase todos nossos políticos eleitos? Tem um abaixo assinado circulando em nossa região solicitando às “autoridades” providência contra o abuso do uso de som muito alto. Quantos assinaram? “Quem tem que fazer alguma coisa é sempre o outro eu não me envolvo com isto...”.Jeblin Abraão é professor aposentado da Universidade Federal de Goiás.
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Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem Ciesp/Fiesp[/caption]
Boa parte dos casos arbitrados trata de direito societário, fornecimento de bens e serviços, aluguel, direito empresarial e construção civil e energia. As informações vêm de julgamentos feitos pelas seguintes câmaras: Câmara Americana de Comércio Brasil–Estados Unidos (Amcham); Câmara de Arbitragem Empresarial – Brasil (Camarb); Câmara de Comércio Brasil–Canadá (CCBC); Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem Ciesp/Fiesp; Câmara da FGV; e Centro de Arbitragem e Mediação (CAM).
Dos R$ 38 bilhões apurados, 52% passaram pela Câmara Americana de Comércio Brasil-Canadá. Na CCBC, entre 2010 e 2015, a maioria dos casos analisados tratou de direito societário e empresarial. No período, somando todas as arbitragens, a entidade foi responsável por 472 procedimentos extrajudiciais.
Esse montante representa 45% dos 1.043 processos computados nas pesquisas — que envolvem todas as câmaras. Em seguida, temos a Ciesp, com 230 arbitragens, que totalizaram R$ 4,8 bilhões; a FGV, que fez 114 procedimentos (R$ 4,2 bilhões); e a Câmara de Arbitragem Empresarial – Brasil, com 110 atuações (R$ 3,7 bilhões). Uma exceção é o Centro de Arbitragem e Mediação, que, apesar de estar em penúltimo no número de arbitragens (65), movimentou a terceira maior quantia entre as entidades analisadas (R$ 4,6 bilhões).

