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Marconi reúne Iris, Gustavo Mendanha e Roberto para discutir Região Metropolitana

Prefeitos das três maiores cidades do Estado se reuniram durante audiência no Palácio das Esmeraldas

Quadros Provincianos – Poemas urbanos de Wagner Schadeck

Inspirado nos “Quadros Parisienses”, de Charles Baudelaire, poeta curitibano traz à tona a experiência íntima do indivíduo marcado pela transitoriedade temporal e outros temas associados [caption id="attachment_91187" align="aligncenter" width="620"] "O pensa fazer, tão intrépido e indômito,/contra essa imensa grei? À turba, sem embargo,/ avança resoluto, estufa o ventre largo,/ lançando a todo mundo o nojo de seu vômito", versos do poema "Vingança", de Wagner Schadeck[/caption] Wagner Schadeck Especial para o Jornal Opção As ruínas de Roma foram obsessão poética. Poetas como Janus Vitalis, Du Bellay, Spencer, Quevedo, entre outros (Cf. RAMALHO, Américo da Costa. Um epigrama em Latim imitado por vários. Revista Humanitas, nº 4, 1952.), dedicaram versos para revelar uma Roma imortal soterrada pelas ruínas de outra, desbarata pelo Tempo, como diria Camões. Mas é com o “Ao contemplar o crânio de Schiller” (“Bei Betrachtung von Schillers Schädel”) que o motivo do transitório e da revelação do eterno consolida-se. Como na famosa cena de Hamlet, neste poema, Goethe eleva esse motivo ao universal, tendo como alegoria, não mais Roma, mas as ruínas da matéria morta. O seguinte ciclo Quadros provincianos (título inspirado no extraordinário “Quadros parisienses”, de Baudelaire) retoma essa tradição. Nele o leitor encontrará a experiência íntima do indivíduo marcado pela transitoriedade temporal, pela decrepitude de ideais de progresso e igualdade e por um país assolado.   O POMBO No recreio escolar, a malandragem Pega um pombo, esse pássaro boboca, Parceiro de trapaça e vadiagem, Que circunda os carrinhos de pipoca. Jogado ao tabuleiro de xadrez, É o príncipe de jogo, obeso e arisco. Bispos, peões, rainhas, torres, reis… Ele os derruba ao vasculhar um cisco. As suas fezes são causa de engulhos! Do bico às asas é peste e piolhos! Alguém quer seduzi-lo com arrulhos. Outro com um prego quer furar seus olhos. O poeta é semelhante a um gordo pombo: Fugindo aos pés, esquiva-se do azar; Ciscando na calçada, sofre um tombo: Os miolos impedem-no de voar. NUMA PRAÇA Nestas ruas há pedintes, pernetas, putas, velhacos vendendo alheios barracos, logrando os contribuintes. Nas esquinas, os seguintes são catadores de cacos, donas desfilam casacos, pastores com seus ouvintes. Aonde irá toda essa grei? Que sigam. Eu ficarei num busto brônzeo da História. E assim, no futuro, às vezes, pombas na festa das fezes irão batizar-me à glória. VINGANÇA Vai ébrio de ódio. Mas equilibra-se. Em ambas as mãos há um garrafão. No meio-fio tropeça e em trôpego bailado bate com a cabeça numa placa de trânsito. Ao pisar muambas espalhadas no chão, parece gingar sambas. Não há ninguém que o avise, ninguém que o impeça do próprio pé molhar, mijando-se sem pressa. Prossegue. O passo é duro, embora as pernas bambas. Opera uma manobra, oculto atrás dos postes. Marchando em plena rua, investe contra as hostes. O pensa fazer, tão intrépido e indômito, contra essa imensa grei? À turba, sem embargo, avança resoluto, estufa o ventre largo, lançando a todo mundo o nojo de seu vômito. CINDERELA Nas pálpebras pinta A noite. E se espelha A espetar na orelha A estrela distinta. Perucas, piolhos, Máscara de giz, Lábios de verniz, Lentes para os olhos. Enquanto recorta Pestanas compactas, Seus cílios são patas De uma aranha morta. Em peles de esquilos E asas de morcegos, Na fisga de pregos, Isca os dois mamilos. Flashes instantâneos Em poses de Kali, Em sua nuca vale um colar de crânios. Perfume de flores E frutos mortiços, Devem ser postiços Até seus rubores. Tendo faces glabras, Sem buço, no entanto, Traz na bolsa o encanto Dos abracadabras. Caixa de Pandora Guarda. Mas espera Por flerte e paquera Enquanto namora… Logra uma trapaça? Abre a caixa. E alcança Poeiras de esperança. Eis feita a desgraça! E a sorver sem água A hilariante droga, Com a qual se afoga, Ela olvida a mágoa? Tomando a cosmética Por cosmologia, Dietas de anemia Tornam-na esquelética Na língua a destreza: “Beldade balofa”. Cospe a unha e mofa Da madrasta obesa. E aguardando o ensejo Das damas de fama (não de honra), reclama De esperar cortejo. A trupe se apura. Eis Josefa em cuja Boca de coruja Dança a dentadura. A seguinte chega como salamandra, Chama-se Leandra, E é de um olho cega. A última consterna! Como rã, Gertrude A mancar amiúde Arrasta uma perna. Tricotam fofocas E poções malignas Nas caldeiras ígneas De suas torpes bocas. E o que o horror incita! É assim que essas Greias, Por serem tão feias, Tornam-na bonita. No festivo início, Ela entre os lacaios Simula desmaios A nutrir seu vício. De prantos fingidos Ao lamber os dentes, Pisca aos pretendentes Tramando tecidos. Nas pernas de garça, Quando alguém a encontra, Sorri como lontra, Enquanto disfarça Qualquer estultícia. À mostra, despacha Seios de borracha, Vendendo malícia. Acre e melancólica, De alta gradação, A quem dá a poção Passional e alcoólica? À meia noite, é hora De partir. Ao menos Entre outros venenos A vida evapora. A carruagem volta À abóbora. À estrada Foge desgrenhada. A bruxa está solta! O homem que por ela Procurar, mesquinho, Traz só um sapatinho À coleção dela. ÉDIPO Nesta cidade de almas enlameadas, Como dentes que saltam dos cavoucos, Os paralelepípedos aos poucos Podres deixam banguelas as estradas. Os seus sonhos são lâmpadas queimadas Num corredor de hospício cujos loucos, Com colchas no pescoço e gritos roucos, Em fuga se enforcaram nas sacadas. Em sua entrada, à luz de olhos alertas, Que piscam pela madrugada adentro, Por praças e avenidas mais desertas, Nos muros e edificações do Centro, Meu olhar nos hieróglifos constringe: Como decifro esta voraz esfinge? Wagner Schadeck nasceu em 1983, em Curitiba, onde vive. É tradutor, ensaísta, editor e poeta. Colabora com a Revista Brasileira (ABL), com a Revista Poesia Sempre (BN), entre outros. Em 2015, organizou a reedição de "A peregrinação de Childe Harold", de Lord Byron, pela Editora Anticítera. Pela mesma editora, em 2017, publicou a tradução de "Odes", de John Keats.

Prefeitura deu calote milionário em entidades filantrópicas, denuncia vereador

Para Delegado Eduardo Prado, o cancelamento de pagamento das dívidas é absurdo, uma vez que as entidades prestaram os serviços para a prefeitura

Vilmar Rocha evita discutir 2018 e prefere trabalhar para melhorar a qualidade de vida dos goianos

O secretário das Cidades e Meio Ambiente prefere pôr em prática o programa Goiás Solar e o Plano de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana

Em Goiás, índices de criminalidade registram queda no primeiro trimestre

Estado apresenta redução em 11 das 12 modalidades criminais consideradas de alta prioridade, diz SSPAP

Franquia de Goiás amplia negócio e prepara abertura de lojas na Europa e África

A Fast Açaí, rede goiana especializada em alimentação saudável, inicia novo processo de internacionalização e até o final do ano deve inaugurar mais nove unidades

Deputados dizem que Eliane Pinheiro, cobrindo falhas de Chiquinho, é a verdadeira líder do governo

Parlamentares da base governista afastam-se cada vez do tucano e procuram Eliane Pinheiro como interlocutora junto ao governador Marconi Perillo

Espetáculo para cegos é atração em Goiânia nesta semana

O objetivo, segundo os realizadores, é proporcionar para todos os espectadores, os que enxergam ou não, a mesma experiência [caption id="attachment_91170" align="aligncenter" width="620"] Foto: Cida Carneiro[/caption] Bruna Isac Especial para o Jornal Opção Nestas quinta e sexta-feira, dias 06 e 07 de Abril, o Centro Cultural UFG, no Setor Universitário, será palco de um espetáculo teatral desenvolvido especialmente para o público cego. A Peça Como Nascem os Heróis, da Cia Teatro Goya, invade o mundo dos sentidos para promover uma experiência teatral diferenciada. Nela, os cegos e os não-cegos são vendados e passam todo o tempo sem enxergar. Toda a história é representada através de música, toques, fala, cheiros e sabores que transportam a imaginação da plateia para um mundo mágico. O objetivo, segundo os realizadores, é proporcionar para todos os espectadores, os que enxergam ou não, a mesma experiência. “Nós não queríamos criar uma peça que falasse sobre a condição da cegueira, mas que os cegos pudessem se entreter e se divertir indo ao teatro e encontrando um espetáculo criado especialmente para eles”, disse Clégis de Assis, autor e diretor da peça. Enquanto a legenda e a audiodescrição se configuram atualmente como principais técnicas utilizadas para garantir a acessibilidade ao teatro e cinema, o espetáculo Como Nascem os Heróis vai além. Nele, o público é levado por uma viagem de sensações que afloram com a emoção de cada cena. O trabalho inclui, além dos músicos e atores, uma série de ajudantes responsáveis por provocar as sensações na plateia. Criada em 2013, a peça já foi representada para públicos específicos, como os associados do CEBRAV - Centro Brasileiro de Reabilitação e Apoio ao Dficiente Visual - e da ADVEG - Associação dos Deficientes Visuais do Estado de Goiás – e desde 2015 tem sido apresentado também para o público aberto. No ano passado, participou do Festival de Teatro Goiânia em Cena e passou pela programação do SESC Goiás. Clégis de Assis diz que considera essas turnês importantes por dar aos não-cegos a chance de aproveitar o espetáculo. “Uma das nossas maiores satisfações é promover um tipo de integração entre os que possuem e os que não possuem alguma deficiência visual. Quando uma mãe que enxerga leva o filho cego para assistir Como Nascem os Heróis, ao chegar em casa eles tiveram a mesma experiência, vão conversar sobre a mesma coisa, e para nós isso é muito gratificante”, esclarece o diretor. O enredo é divertido e envolvente. Ele conta a história de um terrível vilão, o Senhor Atrito, que apronta todas no fantástico Mundo da Magia e do Encantamento Onde Tudo Pode Acontecer. Porém, dois cientistas vão fazer de tudo para derrotar o Sr. Atrito e salvar o mundo da imaginação. O roteiro brinca com elementos naturais do cotidiano e discute ainda questões humanas e sensíveis ligadas ao relacionamento interpessoal e social. A peça ensina que todos nós somos heróis e que não é preciso ter super poderes para ajudar o próximo. O texto é original, o músico Reginaldo Mesquita assina a composição das melodias e a direção musical da peça, e a trilha sonora também foi montada exclusivamente para esse trabalho, tudo para atingir ao máximo os sentidos dos espectadores. Além disso, garantem os realizadores, há muitas surpresas esperando pelo público. “É como entrar em um imenso túnel de sensações e deixar o seu corpo aprender novamente a se relacionar com o som, o espaço, os cheiros e os sabores”, diz Marcus Pantaleão, um dos atores envolvidos. Como Nascem os Heróis será apresentado no Centro Cultural UFG, na Praça Universitária, em Goiânia, nos dias 06 e 07 de Abril, com ingressos a $20,00 a inteira e $10,00 a meia. Serão duas sessões por dia, às 19h e 20h30, cada uma delas com capacidade para até 100 pessoas. Pagam meia-entrada estudantes, professores, artistas cênicos, menores de 12 anos, idosos a partir de 60 anos e pessoas com deficiência visual, auditiva ou física. O grupo conta com o apoio da Universidade Federal de Goiás, da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura e do Centro Cultural UFG. Serviço Local: Centro Cultural UFG Datas: 06 e 07 de Abril Horários: 19h e 20h30 Ingressos: $20,00 / $10,00 - Venda no local. Classificação: Livre Pagam meia entrada: Estudantes; professores; artistas cênicos; crianças menores de 12 anos; idosos a partir de 60 anos; e pessoas com deficiência visual, auditiva ou física. Ficha Técnica: Dramaturgia e direção: Clégis de Assis Direção Musical: Reginaldo Mesquita Elenco: Clégis de Assis, Fernando Santana, Marcus Pantaleão e Reginaldo Mesquita Bruna Isac é diretora de teatro.

MP Eleitoral pede urgência em julgamento de Divino Lemes

Documento assinado pelo vice-procurador-geral, Nicolao Diano, considera que recurso "já se encontra apto para apreciação" por parte do Tribunal Superior Eleitoral

“Tempo a Fio”: a América Latina em voz e violão

Do frevo ao tango, Luciana Viana e Eddy Andrade mostram no Centro Cultural da UFG o cancioneiro dos povos latino-americanos [caption id="attachment_91166" align="aligncenter" width="620"] Foto: Divulgação[/caption] Ressignificar a tradição da música popular da América Latina por meio de uma fórmula bastante tradicional: violão e voz. Este é o propósito de “Tempo a Fio”, espetáculo de cerca de 1 hora e 15 minutos que traz ao palco do Centro Cultural UFG a cantora Luciana Viana e o violonista Eddy Andrade. Tempo suficiente para se deliciar com arranjos para canções latino-americanas com pitadas de diversos gêneros, como o frevo, o bolero, o tango, o baião, o samba e outros. A ideia é recuperar canções populares de protesto produzidas em diversos países da América Latina como: Chile, Argentina, Bolívia, Uruguai e, claro, Brasil. Na apresentação, o duo recria o canto popular dessas nações também com toques eruditos. Luciana é goianiense e faz graduação em Música Popular na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com um trabalho cancional com músicas autorais e da tradição da MPB em três formações de grupos de Câmara: o Trio do Vento, em duo com Eddy Andrade, e em trio vocal com Ana Lis Marum e Lucas Madi, ambos músicos paulistas. No Festival Anapolino de Música de 2014, recebeu o prêmio de melhor intérprete de canção inédita. Eddy Andrade é paulista e, além do violão, dedica-se também à guitarra elétrica e ao contrabaixo. Atualmente está concluindo graduação em Violão Popular na Unicamp. No momento, está ainda em fase de gravação de disco com o grupo Trem Doido, chamado “O Som de Minas”. Serviço Evento: “Tempo a Fio”, com Luciana Viana (cantora) e Eddy Andrade (violonista) Dia: 4 de abril (terça-feira) Horário: 20h Locais: Centro Cultural da UFG (acima da Praça Universitária) Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) Mais: Facebook – https://www.facebook.com/lucianavianaeeddyandrade/

José Mayer admite assédio sexual e pede desculpas. Confira carta

Ator reconheceu comportamento abusivo e disse ser "fruto de uma geração que aprendeu que atitudes machistas e invasivas podem ser disfarçadas de piadas"

Para incentivar carona, vereador propõe liberar carros nos corredores de ônibus

Líder da frente parlamentar pela melhoria do transporte público, vereador Lucas Kitão (PSL), apresenta série de requerimentos legislativos

Atestado médico em Goiânia deve ser digitalizado, decide Câmara

Veto encaminhado pelo prefeito Iris Rezende ao projeto da vereadora Dra. Cristina Lopes (PSDB) foi derrubado em plenário

TSE adia julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer

Pedido da defesa da ex-presidente foi acatado pelos ministros, que voltam a analisar processo no fim de abril

Acórdão que anulou todas as provas contra Demóstenes Torres é publicado

Diário da Justiça traz decisão da Segunda Turma do STF que considerou ilegal a investigação contra o ex-senador