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Crítica de jornalista da “Folha de S. Paulo” revela ressentimento devido ao furo de “O Globo”. Mas tese de que a Globo não tem “lados” reflete certa “ingenuidade” de um editor realista
Especialistas esclarecem mitos e verdades a respeito do uso de adoçante e seus eventuais malefícios ao organismo humano
Mino Carta reclama que o governo e o mercado não estão anunciando na “CartaCapital” e diz que só voltará a escrever artigos se a eleição direta para presidente for aprovada
Líder da Semana de Arte Moderna, o autor de Serafim Ponte Grande pediu à jovem Daisy que fizesse o aborto e, quando ela faleceu, sentiu-se culpado
O presidente republicano é durão, mas as leis são rigorosas na terra do juiz John Sirica. Numa democracia, ninguém está acima da lei, nem o presidente da República
As teses do intelectual fluminense sobre nossas liberdades civis e políticas podem nos ensinar a “ler” melhor a situação crítica pela qual passamos, sobretudo porque subsiste em nosso “DNA civilizacional” um abismo entre as elites políticas e os cidadãos
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Capa do livro | Foto: reprodução[/caption]
A polonesa Marie Sklodowska Curie (1867-1934) ganhou o Prêmio Nobel de Física e o Prêmio Nobel de Química e se tornou a primeira mulher a dar aulas na Sorbonne. Em 1926, aos 59 anos, a cientista, que se naturalizou francesa, visitou o Brasil. A história, pouco conhecida, é resgatada no livro “A Visita de Marie Curie ao Brasil” (Livraria da Física, 116 páginas), de Cássius Klay Nascimento e João Pedro Braga. Marie Curie esteve no Rio de Janeiro, então capital do país, São Paulo e Minas Gerais e dialogou com cientistas, jornalistas e políticos.
Os dois senadores da base governista estão em plena pré-campanha para a reeleição e centram fogo no municipalismo para se cacifarem
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Ataídes Oliveira e a confusão no Senado | Foto: Marcos Oliveira[/caption]
O senador Ataídes Oliveira (PSDB) por muitos anos foi conhecido por sua postura mansa e pacata. Entretanto, ele tem revelado, nos últimos tempos, que o intenso convívio nos meandros da política pode ter comprometido e alterado esse comportamento, outrora típico de um gentleman.
O parlamentar começou a demonstrar que não é tão pacífico, desde o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Ocorre que, naquele tempo, seus arroubos passaram quase despercebidos, visto que a maioria ampla dos políticos e dos brasileiros tinha o mesmo objetivo que ele e ansiava por extirpar o PT do poder.
Recentemente, Ataídes atacou membros do próprio partido, uma vez que o presidente e também senador, ora afastado do cargo e da sigla, Aécio Neves, foi um dos denunciados pelos delatores da Odebrecht. Os caciques do partido ficaram insatisfeitos após o senador tocantinense ter dito em discurso na tribuna, que os envolvidos na lista de delatados deveriam ser punidos e até mesmo presos, logo após a divulgação dos nomes. Enfim, um mal-estar sem precedentes que o afastou da cúpula da sigla e colocou em risco, até mesmo, o exercício da presidência regional do PSDB.
Na semana que passou, eis que o senador peessedebista se envolveu em uma nova confusão, novamente por ausência do dispositivo “trava língua”. Na reunião dos parlamentares que compõem a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que estava marcada para dar andamento à reforma Trabalhista, os ânimos se exaltaram. Ataídes Oliveira e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) começaram um intenso bate-boca e quase partiram para agressão física. Tudo começou quando o relatório da reforma começaria a ser lido e o senador Randolfe apresentou questão de ordem pedindo o adiamento da leitura. O requerimento foi colocado em votação, mas vencido por 13 votos a 11.
Em seguida, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentou nova questão de ordem solicitando que a matéria retornasse à Mesa do Senado para ser apensada a outras de assunto semelhante. Novamente, a questão foi rejeitada pela presidência da comissão. Os oposicionistas ficaram de pé, em frente à mesa diretora, iniciando um interminável bate-boca, impedindo a continuidade da reunião.
No meio da confusão, Ataídes disparou para o senador Lindbergh: “Vocês são uns agitadores, Lindbergh”. O senador Randolfe, que estava próximo, rebateu: “Agitadores são vocês, que apoiam um governo corrupto”. O tucano devolveu: “Você também, moleque”. Irritado e aos gritos Randolfe retruca: “Moleque é você, moleque é você”. Nesse momento, Ataídes também se exaltou e chamou o oposicionista para briga: “Vem cá, deixa eu meter a mão na sua boca... que moleque atrevido”. O certo é que os dois precisaram ser contidos por outros parlamentares para não se agredirem fisicamente, todavia os xingamentos e ameaças continuaram.
A bem da verdade, o exemplo dos que exercem o poder é fundamental, para que o povo continue a acreditar na democracia, bem assim, nos próprios políticos. Aqueles que foram eleitos para representar a população têm por dever exercer constantemente a humildade, cumprir a missão de prestar serviços à comunidade, além de se portar com a urbanidade e cerimônia e protocolos que os cargos lhe impõem.
Exatamente neste ponto está o problema do senador tocantinense. Ele não foi eleito pelo voto popular, uma vez que era suplente do senador João Ribeiro, falecido em dezembro de 2013. Ataídes precisa de mídia, de cenas espetaculosas, enfim, dos holofotes. É nítido que suas atitudes têm a intenção de demonstrar ao povo tocantíneo que ele está trabalhando — brigando e provocando — incessantemente.
Em 2018 encerra-se o precioso mandato que lhe caiu no colo e se quiser se manter no poder terá que submeter seu nome às urnas. Ele sabe que precisa desse “barulho”. Sua última experiência, nas eleições de 2014, quando foi candidato ao governo do Estado do Tocantins, foi desastrosa: 24.874 votos, o que representou 3,54%. Um pífio desempenho, se considerarmos que o vencedor obteve mais de 360 mil votos, 51,30%.
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Senadora Kátia Abreu| Foto:Marcos Oliveira/Agência Senado[/caption]
A senadora Kátia Abreu (PMDB) afirmou na quarta-feira, 24, que Legislativo, Judiciário e Executivo precisam dialogar a fim de encontrar uma “saída urgente” para a atual crise política brasileira. Segundo a parlamentar, o atual governo não tem legitimidade para continuar na condução do país nem das reformas trabalhista e previdenciária. “Temos que encontrar uma saída. Deveríamos propor imediatamente um diálogo entre Executivo, Legislativo e Judiciário para encontrarmos uma saída urgente. Não é hora mais de pensar na honra do presidente Temer nem de qualquer outra pessoa. O futuro dele, ele construiu, ele escreveu. E nós temos que construir, desenhar o futuro do país e dos 14 milhões de desempregados do país”, afirmou Kátia Abreu durante pronunciamento na tribuna do Senado.
A parlamentar ainda disse que o atual momento de instabilidade política pede diálogo e reflexão, porém sem perder a consonância com as ruas e com os clamores da sociedade. “Esta Casa é a Casa do debate, do diálogo, mas nada é mais importante do que os 14 milhões de desempregados que levantam pela manhã e não têm para onde ir, aqueles que estão com medo de perder seu emprego, com medo da reforma trabalhista e previdenciária”, enfatizou.
Para a senadora, o atual governo do presidente Michel Temer é legal, porém não conquistou legitimidade. Ela criticou a proposta das reformas trabalhista e previdenciária no momento em que o país precisa de pacificação. “O Planalto não poderia enfrentar agora reformas que mexem no coração das pessoas, no futuro das suas vidas. Por que não acudiu primeiramente o SUS, que está falido e matando as pessoas nas filas dos hospitais?”, questionou.
Sobre a delação dos executivos da empresa JBS, no âmbito da Operação Lava Jato, a senadora também criticou as condições do acordo, que permitiu que Joesley Batista, sua família e outros delatores deixassem o país. “O Brasil não vai aceitar, não vai se conformar. As pessoas estão desempregadas pedindo socorro e esse malandro está em Nova York, no Central Park?”, questionou.
Kátia Abreu ainda esclareceu que, ao contrário do que o delator Ricardo Saud afirmou durante delação, não recebeu dinheiro de propina da JBS. “Recebi financiamento legal de campanha de todos os frigoríficos, mas nem um centavo da JBS, porque não acho digno receber dinheiro de um homem predador como esse. Mas, como ele não pode provar que me deu um real, deixou a dúvida no ar para me prejudicar”, explicou.
O prejuízo enfrentado por centenas de palmenses com a falta de infraestrutura em loteamentos comercializados por empresas do ramo imobiliário foi o tema central dos debates parlamentares durante a sessão na Câmara de Vereadores de Palmas, na quarta-feira, 24. A Casa de Leis instituiu uma comissão especial para acompanhar as demandas dos moradores de diversos bairros nessa situação. De acordo com o presidente da Casa, José do Lago Folha Filho (PSD), a comissão irá apurar as responsabilidades dessas empresas. “Todos os vereadores têm recebido muitas reclamações de pessoas que compraram os lotes e que sofrem com a falta de infraestrutura. As empresas colocam a culpa na prefeitura. Queremos detectar onde está a falha para que possamos corrigir isso e dar uma reposta ao cidadão”, frisou. O presidente ainda destacou que eles recebem muitas reclamações, principalmente de loteamentos na região Sul de Palmas. “As pessoas compram os lotes que deveriam ser entregues com infraestrutura e isso não tem acontecido.” Um desses loteamentos foi tema de requerimento do vereador Etinho Nordeste (PTB), que solicitou a recuperação de vias do setor Santa Helena, região Sul de Palmas. “É um desses loteamentos que não possui infraestrutura. Solicitamos o serviço, pois os moradores necessitam dessa melhoria”, afirmou. O vereador Jucelino Rodrigues (PTC) ressaltou que o parlamento deve convocar os responsáveis por lotear e comercializas essas áreas para cobrar uma solução para o problema. “Vamos convocar esses empresários para virem aqui esclarecer, pois a população paga e não recebe o benefício”, enfatizou.
Cientistas políticos analisam a frágil situação de Michel Temer no cargo de presidente da República, a discussão das reformas trabalhista e da Previdência no Congresso e quais as saídas possíveis para a crise política e institucional
Prefeito de Porto Nacional detalha medidas que possibilitaram a racionalização da gestão e reafirma priorização com o distrito de Luzimangues
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Foto: reprodução[/caption]
Na terça-feira, 23, o governador Marcelo Miranda (PMDB) recebeu no Palácio Araguaia, a diretoria da União dos Vereadores do Estado do Tocantins (Uvet), que é presidida pelo vereador Terciliano Gomes Araújo (SD). A visita foi uma oportunidade para apresentação de toda a diretoria ao governador e dos projetos a serem desenvolvidos pela entidade.
Além da diretoria da Uvet, também participaram da audiência vereadores e presidentes de Câmaras de Vereadores do Estado. O governador ressaltou o desprendimento da diretoria da entidade em desenvolver uma gestão voltada para a qualificação da categoria. “Fico muito satisfeito com essa visão de propor projetos alternativos, e também voltados para a qualificação dos vereadores. Essa representatividade vai ao encontro dos interesses coletivos da população”, enfatizou o governador.
Terciliano fez uma avaliação positiva do encontro. “Foi importante o governador abrir as portas do Palácio Araguaia para nos receber e mostrarmos a força da categoria nas causas municipalistas, com propostas para as nossas regiões e para os municípios. Isso representa um ganho substancial para a população”, pontuou, destacando o caráter municipalista do governador em ouvir os representantes da entidade e das sete regionais: Norte, Centro-Norte, Vale do Araguaia, Jalapão, Sudeste, Sul e Bico do Papagaio. As principais demandas discutidas foram nos setores rodoviário, da segurança pública e saúde.
Para alguns, a dúvida é anterior: não é se o acordo com Joesley Batista e seus diretores “valeu a pena”, mas se “valeu”


