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Câmara de Palmas e Estado proíbem cortes de água e luz em véspera de finais de semana e feriados

O projeto do vereador Diogo Fernandes (PSD), que proíbe as concessionárias de serviço público de água e energia elétrica de interromperem, por falta de pagamento, o fornecimento de água e energia aos cidadãos nos dias que antecedam finais de semana e feriados, foi aprovado e transformado na Lei Municipal nº 2.336 de 19/07/2017. No mesmo diapasão, o Estado do Tocantins se estendeu os efeitos da norma a todos os municípios tocantinenses, ao promulgar a Lei 3.244/2017, que tem o mesmo objeto da lei municipal. “A medida é tão necessária e urgente, que o governo do Estado, seguindo nosso exemplo, aprovou uma lei com o mesmo caráter do nosso projeto de lei aprovado na Câmara”, comemorou Diogo Fernandes. Segundo ele, o corte só poderá ocorrer mediante prévia comunicação da empresa prestadora do serviço ao usuário. “O consumidor terá 15 dias após o aviso, que deve ser por escrito, da inadimplência para pagamento da tarifa”, explicou o vereador. Fernandes também é autor de requerimento que tramita na Câmara de Palmas, solicitando audiência pública com representantes da empresa Energisa, para explicar aumentos inaceitáveis nas faturas. “Recebemos reclamações de muitos consumidores sobre aumentos abusivos nas contas de energia”, justificou o parlamentar.

Governo retoma obras paralisadas em Palmas

Unidades habitacionais do Programa Pró-Moradia terão melhorias como pavimentação com sinalização e calçadas

Evaristo pega a contramão do fluxo e deixa a Globo para ser feliz

Entre ser o próximo William Bonner da Globo e seguir a vida com mais leveza, o agora ex-âncora do “Jornal Hoje” preferiu a segunda opção. O que não falta é quem o conteste

William Waack discute esquerda e direita, mas só chama um lado para o debate

[caption id="attachment_101109" align="alignright" width="620"] William Waack: “debate” sobre direita x esquerda apenas com a direita[/caption] Um dos principais canais da TV por assinatura, a Globonews tem consolidado uma fama de se mostrar com um perfil ideológico “à direita”. Não haveria nada de errado nisso se houvesse maior transparência, mas a Rede Globo nunca fez um debate aberto a respeito da própria posição ideológica. De qualquer forma, a empresa abriga, entre seus principais nomes no jornalismo, figuras de espectros totalmente opostos. De um lado, Alexandre Garcia, que foi porta-voz do general João Baptista Figueiredo e expõe claramente seu viés conservador (ironiza sindicatos e movimentos sociais e desconfia do aquecimento global); e Caco Barcellos, conhecido por sua militância nos direitos humanos e por ter um jornalismo ativista – é também um ótimo escritor, como ficou constatado em “Rota 66: a História da Polícia que Mata”, livro que venceu o Prêmio Jabuti em sua categoria em 1993. É no espaço da TV fechada, no entanto, que os jornalistas mostram um pouco mais do que realmente pensam. William Waack não precisa disso – seus editoriais no “Jornal da Globo” já dizem bastante de seu posicionamento ideológico –, mas cometeu uma gafe de procedimento no programa "Painel", da Globonews. O tema era “Direita e esquerda na política nacional”. Os debatedores? O filósofo Luiz Felipe Pondé, o jornalista Reinaldo Azevedo e o cientista político Bolívar Lamounier. Todos com posições consideradas do mesmo lado, no espectro político brasileiro atual, que coloca – ainda que isso possa ser considerado um erro em termos das definições clássicas de esquerda e direita – tucanos e seus aliados como direita, bem como petistas e outras siglas simpatizantes à esquerda. Lamounier tem filiação no PSDB, Azevedo é conhecido por seu ativismo anti-PT e Pondé é um dos maiores expoentes das ideias liberais no Brasil de hoje. Faltou o contraponto, algo que parece ser essencial para a proposta editorial do programa.

Estado apresenta proposta para 300 famílias em situação irregular na capital

Autoridades e representantes do Judiciário buscam solução de moradia para famílias em programas habitacionais

Polemizar na manchete é interessante, mas o “espírito” da notícia precisa estar em 1º lugar

[caption id="attachment_101106" align="alignright" width="620"] Arthur Magalhães, do Portal 730: notas “apimentadas” geraram polêmicas com Walter (Atlético) e Elyeser (Goiás)[/caption] Chamar a atenção no título é um dos segredos para a leitura de determinada reportagem. Mas o estilo do repórter Arthur Maga­lhães, do Portal 730 e da Rádio 730 AM, tem gerado controvérsia. Digamos que ele esteja “apimentando” um pouco além da conta as declarações dos entrevistados. Primeiramente foi com o atacante Walter. No início do mês, o jogador, que foi dispensado do Goiás e depois de muita polêmica, foi parar no Atlético Goianiense, concedeu uma entrevista em que se tratava de seu peso problemático e sua briga constante com a balança. Walter se defendeu dizendo que estava “somente um quilo acima (do ideal)” e que jamais queria voltar ao peso que estava. Na sequência, como que para dizer o que o motivaria a não engordar novamente, completou dizendo que não queria jogar no Atlético, mas “buscar algo grande” para si. O problema é que o título da matéria, no Portal 730 saiu com o seguinte título: “Com apenas um gol em 2017, atacante Walter dispara: ‘Não quero jogar no Atlético, quero algo grande para mim’”. A impressão de quem lê sem acessar o conteúdo por completo – alguns até mesmo depois de lê-lo – é de que o atacante está desprezando o time pelo qual joga. Como Walter é conhecido por tropeçar nas palavras, fica fácil identificar que ele tratava mais de mostrar que poderia voltar a atuar por um time do primeiro escalão do futebol brasileiro do que tinha o intuito de menosprezar a equipe goiana. Na semana passada, a confusão foi com um jogador do Goiás, o volante Elyeser. O título original dizia “ ‘Não tem tanta diferença’, declara Elyeser sobre partidas no Serra Dourada sem presença da torcida” – o clube foi punido com cinco jogos de portões fechados, sem público. Como a média de público nos jogos da equipe nos últimos anos não tem sido das melhores, a frase soou como desprezo ou provocação do atleta à torcida. Elyeser ficou muito irritado com a manchete e algumas mensagens furiosas dirigidas por ele ao repórter chegaram a vazar nas redes sociais. Ao contrário da entrevista com Walter, que foi exclusiva, Elyeser tinha concedido uma coletiva e a má repercussão se deu apenas com o “gancho” explorado pelo repórter da 730. Na própria matéria do portal da rádio, fica claro o que ele fala sobre a interferência do fator torcida no desempenho: “Contra o Ceará [jogo em Fortaleza] também não tivemos torcida, a que tinha lá era contra, mas soubemos superar. Do meu ponto de vista, não tem tanta diferença. Claro que é bom o torcedor perto, nos apoiando do começo ao fim, mas acho que o importante é somar os três pontos independente disso”. Ou seja, o todo da declaração não comporta algum sentido de desprezo ao torcedor, como o título da notícia insinuava. Mais tarde, com o constrangimento provocado com o jogador e também com os próprios torcedores, o título foi trocado para “Elyeser comenta partidas no Serra Dourada sem presença da torcida”. Mexer com as paixões do futebol é algo melindroso, e como o momento não é muito bom nem para o Atlético nem para o Goiás, não custa nada modalizar o discurso. Arthur Magalhães ou qualquer outro repórter precisa ter essa noção ao fazer a “dosagem” de um título, até mesmo por justiça com o que de fato ocorreu ou foi declarado.

Rodovia que liga Tocantinópolis a Aguiarnópolis é reconstruída

O governo do Tocantins iniciou o processo de microrrevestimento asfáltico no trecho da Rodovia TO-126, entre os municípios de Tocantinópolis e Aguiarnópolis. O processo é utilizado em projetos de reabilitação de superfície de pavimentos e garante o reforço estrutural. O trecho, de 25,73 km, está sendo totalmente reconstruído. Todo o serviço foi viabilizado por meio […]

Capa de “O Popular” contradiz matéria interna

As chamadas da primeira página servem para vender o conteúdo interno – seja uma reportagem, uma entrevista ou um artigo. Deve tentar, ao mesmo tempo, retratar de forma fidedigna o tema tratado e atrair o leitor para abrir a publicação – ou acessar o hiperlink, já que as manchetes dos portais dos jornais eletrônicos desempenham a mesma função. Nesse sentido, “O Popular” pisou na bola na edição da quarta-feira, 26. O texto da primeira página dizia “Recorde – Gaso­lina leva Temer a 94% de reprovação”. Da chamada depreende-se que o fato de autorizar o aumento de impostos contidos na composição do preço dos combustíveis teria elevado a rejeição (já bastante alta) do presidente da República. Interna­mente, porém, o olho da matéria intitulada “Reprovação a Temer atinge novo recorde” diz outra coisa: “Brasil em crise – Pesquisa mensal, feita ainda antes do aumento dos combustíveis, mostrou que 94% dos entrevistados reprovam o presidente”. Ou seja, infere-se que a rejeição a Michel Temer seja ainda maior do que os 94%, apurados, na realidade, antes da elevação do PIS/Cofins sobre gasolina e óleo diesel. Ao contrário do que possa parecer, fazer a capa de um jornal não é fácil e erros assim acontecem. Mas um procedimento de crivo da primeira página com mais sintonia fina teria evitado o erro.

Imprensa goianiense precisa pautar revisão do Plano Diretor

Talvez a pauta mais importante do segundo semestre em Goiânia seja a revisão do Plano Diretor da capital, dez anos após sua promulgação. No entanto, a discussão sobre planejamento urbano – talvez por ter um componente técnico que a torne “árida” ao meio jornalístico – se mostra pouco presente no noticiário. Quando isso ocorre, ainda assim não aparece com muita profundidade. Entre os poucos repórteres que vêm dando respaldo e peso necessários à temática está Vandré Abreu, de “O Popular”. Por sua relevância para Goiânia, é importante que a imprensa não caminhe a reboque das declarações de prefeito, vereadores, secretários e políticos em geral. Apesar de ter um encaminhamento inexoravelmente por meio das votações em plenário, será papel do bom jornalismo mostrar as discussões e polêmicas da forma mais transparente e clara possível à população. Quanto mais bem informado for, mais o cidadão tem condições de questionar. No caso, o objetivo é o futuro da cidade em que vive.

Jornalismo perde Artur Almeida

[caption id="attachment_101095" align="alignright" width="1600"] Divulgação[/caption] O telejornalismo perdeu um bom apresentador na semana passada. Artur Almei­da (foto), um dos principais nomes da TV Globo Minas, estava de férias com a família em Lisboa quando sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu, aos 57 anos, na segunda-feira, 24. Na emissora havia duas décadas, ele ocupava a bancada do MGTV – 1ª Edição, do qual era também o editor-chefe. O respeito ao jornalista se mostrou nos adjetivos que recebeu – era tido como ponderado, responsável e, ao mesmo tempo, combativo e generoso. l

Vereador propõe privatizar Mutirama, Zoológico e Clube do Povo

Segundo Lucas Kitão, Prefeitura de Goiânia não tem competência para gerir espaços

A maldição do Monte

Prevenir uma crise global e evitar que o que está acontecendo em Jerusalém se espalhe para outros países árabes e muçulmanos são o foco principal neste momento

12 vereadores devem disputar mandato de deputado em 2018

Jorge Kajuru e Dra. Cristina são hors-concours e devem deixar Câmara de Goiânia a partir de 2019

“A novidade não é a judicialização da política, mas a midiatização do Judiciário”

Marcelo Rizzo Parece-me que o termo da moda “judicialização da política” está absolutamente errado. A política não foi judicializada agora. Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Lula e outros presidentes anteriores sempre foram acusados e muitas vezes julgados por um tribunal. Sempre houve procuradores e delegados meio malucos. Lembram-se de um magrinho de óculos, que era considerado “petista” na época de FHC? Portanto, a Lava-Jato tem todo o direito de sair acusando – aliás, é o que acusadores fazem. Então, parece-me que a grande mudança foi, isso sim, a “midiatização do Judiciário”. Ou seja, o Judiciário acabou sendo deslocado para uma esfera em que a opinião pública torna-se a principal balizadora do processo. É esse o grande cerne da coisa: as acusações deixam de ficar "escondidas" no processo legal para serem discutidas por Merval Pereira e Cristiana Lôbo na Globonews. Toda entrevista com um político sobre isso agora sempre tem um momento em que o sujeito fala: “Eu enfrentei diversas acusações e blablablá...". Acusações essas que não foram debatidas em público em um momento anterior, seriam agora. Um terço dos deputados federais são acusados de algo. Essas acusações são de um paradigma anterior. Pergunto então: a política estava judicializada? Sempre esteve. O que ocorria era a acusação (ou a condenação) se “midiatizar”. Nesse sentido, tanto a Globo como Sérgio Moro e sua estratégia de destruir a reputação dos acusados – o que deixou impresso em texto – são pontos essenciais nisso. Temos, então, um segundo debate, o que diz respeito à ocupação de espaço. Observa-se que o Judiciário não ocupou espaço nenhum a mais. Pelo contrário, o espaço em que se movimentava sem escrutínio foi absolutamente diminuído. Tanto que hoje tem de se curvar à acusação. Isso se enxerga a olho nu: o Judiciário foi se encolhendo e não aumentando. Tinha a aparência de seu aumento enquanto concordava com a opinião pública. Mas, quando ele discorda, percebe. Marcelo Rizzo é historiador e doutorando em História da Economia pela UFG.

Demissão via WhatsApp gera danos morais

Justiça do Trabalho utilizou como provas comunicações feitas no grupo de conversação por telefone