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Zé Eliton e Daniel Vilela se encontram em evento | Foto: Divulgação[/caption]
Políticos experimentados sugerem que há uma operação em curso para esvaziar a candidatura do senador Ronaldo Caiado (DEM) a governador de Goiás. Para tanto, políticos estariam articulando frentes políticas, com o objetivo de fortalecer, por exemplo, a candidatura de Daniel Vilela (MDB). O deputado federal enfrenta um problema grave: seu partido está politicamente dividido e parte prefere apoiar a postulação de Caiado, alegando que é mais consistente eleitoralmente. Entretanto, se o emedebista conquistar o apoio de alguns políticos da base governista, como o ex-deputado Vilmar Rocha (PSD), o deputado Célio Silveira (PSDB, mas a caminho do PP) e o senador Wilder Morais, pode crescer internamente.
Com a candidatura encorpada, Daniel Vilela poderia trabalhar para reaglutinar o MDB, atraindo políticos recalcitrantes como os prefeitos Iris Rezende, Paulo do Vale, Ernesto Roller e Adib Elias e o deputado estadual José Nelto, todos recém-caiadistas.
O que se espera é que, sem ampla estrutura política, Ronaldo Caiado chegue aos momentos finais da campanha desidratado e a disputa se daria entre José Eliton, do PSDB, e Daniel Vilela, do MDB.
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Deputado Fábio Sousa | Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara[/caption]
O deputado federal Fábio Sousa tomou o controle do PSL — agora, Livres — e seu objetivo é disputar a Prefeitura de Goiânia em 2020. A negociação se deu com a cúpula nacional da legenda, que alega que precisa de políticos com votos para se manter forte no Congresso. Com as novas regras políticas, partidos com poucos votos nos Estados tendem a ter menos recursos e, com o tempo, a desaparecer.
Fábio Sousa ainda está filiado ao PSDB, mas ele tem dito, com frequência, que não é prestigiado pelo tucanato. Quando quis disputar a Prefeitura de Goiânia, em 2014, teria sido vetado e o partido acabou nem lançando candidato. Lançou o vice do candidato a prefeito pelo PSB, Vanderlan Cardoso.
O PSL era controlado pelo deputado estadual Lucas Calil e por seu pai, Benitez Calil. Lucas Calil recebeu convites do PSD, do PP e do PSDB. É provável que se filie ao PP do senador Wilder Morais e do deputado federal Roberto Balestra (com o qual mantém ligações políticas em Inhumas).
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Fotos: reprodução/ TJ-GO[/caption]
O Tribunal de Justiça de Goiás será presidido pelo desembargador Gilberto Marques Filho até o fim de 2018, quando serão convocadas eleições. No momento, dois nomes aparecem como os mais consistentes para a disputa (o critério de antiguidade é utilizado, mas já foi quebrado ao menos uma vez): João Waldeck Félix de Sousa e Carlos Escher. São desembargadores experimentados.
O Jornal Opção conversou com dois desembargadores. Um afirma que João Waldeck saiu na frente e é o mais cotado. Outro frisa que prefere Carlos Escher, mas admite que os dois são preparados e que o TJ estará em mãos com qualquer um deles. “São varões de Plutarco”, afirma o desembargador. E acrescenta: “Se não ficou démodé dizer isto”.
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Hildo do Candango, Francisco Jr. e Heuler Cruvinel | Fotos: Agência Brasília, Jornal Opção e reprodução[/caption]
Há a possibilidade de um vice surpresa para o candidato do PSDB a governador, José Eliton? Há. Sobretudo porque, além da vice, a discussão sobre uma vaga para candidato a senador ainda não está concluída. Um dos postulantes a senador pode acabar aceitando a vice? É possível, mas a definição dos candidatos a senador não sai agora. E, enquanto não sair, não se define o nome do vice.
No momento, há três postulantes a vice — há mais (por exemplo Célio Silveira), porém eles são os mais citados. São Hildo do Candango (PTB), prefeito de Águas Lindas (uma das maiores cidades do Entorno de Brasília), Francisco Júnior (PSD), deputado estadual, e Heuler Cruvinel (PSD), deputado federal.
Hildo do Candango representa uma das regiões — o Entorno de Brasília — com maior número de eleitores e, sobretudo, onde a base política dirigida pelo governador Marconi Perillo sempre teve mais votos. Ao valorizá-la, com a indicação de um vice, a base governista poderia ampliar seus votos nos seus municípios, como Luziânia, Formosa, Valparaíso, Novo Gama e Águas Lindas.
Francisco Júnior (Thiago Peixoto, também do PSD, é cotado para vice) foi candidato a prefeito de Goiânia e, mesmo com escassa estrutura, cresceu no momentos finais da campanha e seu discurso moderno agradou o eleitorado da cidade. É ligado à Igreja Católica e tem forte presença nos setores organizados da capital. Goiânia tem sido controlada pelo emedebismo nos últimos anos, o que fortalece tanto o pré-candidato a governador pelo MDB, deputado Daniel Vilela, quanto o pré-candidato pelo DEM, senador Ronaldo Caiado (ligado ao prefeito Iris Rezende).
Heuler Cruvinel é de Rio Verde, o município mais rico e com mais eleitores do Sudoeste de Goiás. Na região, Ronaldo Caiado (o prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, é do PMDB, mas o apoia) e Daniel Vilela (forte em Jataí) estão consolidados. Uma candidatura de Heuler Cruvinel pode desequilibrar o jogo e favorecer José Eliton.
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Antônio Almeida, da Editora Kelps | Foto: reprodução[/caption]
Pré-candidato a presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, o empresário Antônio Almeida diz que está no páreo. “O processo sucessório vai ser deflagrado a partir de 15 de janeiro, mas não antes.”
Aos 66 anos, Antônio Almeida diz que está maduro e preparado para dirigir a Fieg. “Há quatro pré-candidatos: eu, Wilson de Oliveira, André Rocha e Sandro Mabel. Pode se falar em favoritos e cartas marcadas? Na Fieg, não é assim, não. Nós, empresários, temos consciência de que a instituição não pode se transformar em veículo da política partidária. Ao representar os sindicatos dos empresários, tem de ser isenta, não partidária. A Fieg tem de defender a indústria, não tem de fazer política. Hoje, representamos 75 segmentos industriais, que podem ser ampliados.”
Antônio Almeida sublinha que os quatro candidatos “são bons, qualitativos”. “André Rocha, por exemplo, é muito querido no meio empresarial, é presente e não tem desgaste.”
O presidente da Fieg, Pedro Alves de Oliveira, ainda não tomou uma posição sobre quem vai apoiar, diz Antônio Almeida. “Ele deve assumir uma posição no mês de janeiro. Pedro faz um excelente trabalho na Fieg, com uma transparência fora do comum.”
Como se ganha uma eleição na Fieg? “Não há uma receita, uma fórmula pronta e acabada. O que posso dizer é que, segundo a tradição, não se ganha lá com discurso de oposição. Ganha-se apresentando um projeto consistente de defesa da indústria.”
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Presidente do Detran-GO[/caption]
O presidente Manoel Xavier Ferreira Filho conseguiu em pouquíssimo tempo implantar uma nova mentalidade dentro do Detran-GO, que hoje atua com maior foco em ações educativas do que repressivas no Estado de Goiás.
Com base na premissa de gestão pautada na Educação para o Trânsito, Xavier está priorizando neste fim de ano as atividades do programa Balada Responsável Educativa, que irá intensificar as ações de conscientização voltadas aos condutores, entre dezembro e fevereiro, após o Carnaval.
O objetivo é alertar o viajante para a necessidade de uma postura defensiva no trânsito, prevenindo acidentes e contribuindo para a fluidez. Só neste ano, o programa já abordou cerca de 200 mil motoristas, distribuindo informações e material educativo sobre segurança viária.
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Vicentinho Alves, Donizeti Nogueira, Cesar Halum, Gaguim, e os Siqueira: querem as duas vagas ao Senado | Fotos: Agência Câmara e Agência Senado/ Asleto[/caption]
A corrida pelos dois cargos de senadores, até o momento, é mais acirrada do que a disputa para o cargo de governador do Estado do Tocantins. Para a disputa do governo, já estão definidos como pré-candidatos o atual detentor do cargo, Marcelo Miranda (PMDB), a senadora Kátia Abreu (sem partido) e o franco atirador Marlon Reis (Rede). Também declarados pré-candidatos, é necessário ressaltar que o senador Ataídes Oliveira (PSDB), o deputado estadual Paulo Mourão (PT), além dos prefeitos Ronaldo Dimas (PR) e Carlos Amastha (PSB) ainda precisam passar por convenções partidárias e renunciarem a seus cargos, o que, talvez, não se confirme.
Detalhes à parte, o certo é que para o cargo de senador vários são os postulantes, já declarados pré-candidatos: o senador Vicentinho Alves (PR), que quer a reeleição, o suplente de senador Donizeti Nogueira (PT), os deputados federais César Halum (PRB) e Carlos Gaguim (Podemos), o ex-deputado federal Eduardo Gomes (SD) e até mesmo o decano Siqueira Campos (DEM).
O encaixe desses nomes nas chapas majoritárias é mais complicado, principalmente se for considerado o jogo de interesses e o acerto político com cada um dos postulantes ao cargo de presidente da República. Em todo caso, resta claro que são muitos candidatos para poucas vagas. Em que pese em 2018 o eleitor poder votar em dois nomes para o Senado Federal, um fator que deve ser levado em consideração é que a reeleição de Vicentinho Alves é muito provável, face ao grande número de emendas parlamentares destinadas ao longo de oito anos aos 139 municípios tocantinenses. Evidentemente que esse fato é preponderante e tem peso decisivo.
Neste caso, sobraria apenas uma vaga para cinco pretendentes. Nogueira tem força suficiente dentro do PT para forçar Paulo Mourão desistir da candidatura ao governo e se tornar o vice na chapa encabeçada por Kátia Abreu. Neste caso, não seria muito difícil para ele emplacar seu nome como senador nesta chapa, não apenas pela estreita ligação com Kátia, como também pelos laços com o “companheiro” Lula e demais petistas.
Halum encontrou um nicho perfeito: o norte do Estado – tantas vezes representado no Senado por João Ribeiro – no momento encontra-se carente de tal representatividade. Estrategicamente, Halum assumiu a postura de defensor do Bico do Papagaio, Norte, Nordeste e Noroeste do Tocantins e praticamente já foi aclamado como o candidato daquele eleitorado.
Em que pese o deputado Gaguim ser polêmico e acelerado em demasia, além de sérios enfrentamentos judiciais, sua candidatura ao Senado, considerando suas últimas votações, não pode ser taxada como aventura eleitoral. O parlamentar já retirou vários coelhos de uma cartola que parecia totalmente vazia e, também, demonstrou uma incrível capacidade política de sair de situações difíceis.
Já o nome de Eduardo Gomes possui referencial histórico no território tocantínio. Participou ativamente da criação do Estado e da capital, Palmas. Foi vereador e deputado federal atuante. Uma das cabeças pensantes da antiga União do Tocantins (UT), Gomes se destacou ao obter mais 276 mil votos na última eleição para senador em 2014, tendo sido derrotado por Kátia Abreu, por uma diferença ínfima (0,87%), correspondente a pouco mais de 5,9 mil votos.
Por fim, há ainda a possibilidade do até então aposentado Siqueira Campos concorrer ao cargo de senador. Seu passado, sua história e suas conquistas lhe habilitam a disputar o cargo. Apenas dois problemas teriam que ser contornados ou pelo menos explicados para a grande maioria dos eleitores. O primeiro reflui da própria carta de renúncia ao cargo de governador, em abril 2014, quando disse: “Deixo o Governo na certeza de que o entrego em mãos comprometidas com o desenvolvimento do Estado e com o bem-estar de nosso povo, na confiança de que junto com seus nobres pares, haverá de tomar as melhores decisões com a responsabilidade de quem tem compromisso com Deus para construir o futuro, com os grandes projetos que estão encaminhados, como as regiões metropolitanas de Palmas, Araguaína e Gurupi e o metrô elevado de Palmas, que integrará no futuro toda a região através de rodovias duplicadas a partir de Porto Nacional, Paraíso, Miracema/Miranorte e Aparecida do Rio Negro.”
A verdade nua e crua é que nenhuma destas premissas aconteceram, uma vez que nem os “grandes projetos” se tornaram realidade nem tampouco seu sucessor, Sandoval Cardoso, demonstrou ser comprometido com o desenvolvimento ou com o bem-estar da população. Aliás, nem mesmo a quitação da folha de pagamento dos servidores públicos Sandoval foi capaz de honrar.
Além disso, Siqueira terá que convencer os eleitores que sua idade avançada não o obrigará a empreender nova renúncia, deixando o cobiçado cargo nas mãos de um desconhecido suplente, que nem sequer teria sido submetido ao julgamento das urnas.


