Euler de França Belém
Euler de França Belém

Cantora Elza Soares promete contar tudo em biografia que Zeca Camargo está escrevendo

A Billie Holiday dos Trópicos merece 100 biografias, tal sua história complexa, que contempla várias versões

Reprodução

Quase tudo de Elza Soares está em duas biografias: “Estrela Solitária — Um Brasileiro Chamado Garrincha” (Companhia das Letras, 536 páginas), do jornalista Ruy Castro, e “Elza Soares — Cantando Para Não Enlouquecer” (Planeta, 383 páginas), do escritor José Louzeiro. Mas a vida continua, depois dos dois livros e mesmo antes certamente há o que contar sobre a notável cantora. O jornalista Zeca Camargo, apresentador da TV Globo, está preparando uma biografia autorizada da artista, que deve ser publicada no segundo trimestre de 2018. “Quero contar tudo, até o que ninguém ouviu ainda. Tá cheio de coisas inéditas ali”, garante a Billie Holiday dos trópicos. “Preparem-se!”, convoca. Trata-se de uma biografia autorizada.

Elza Soares nasceu em 23 de junho de 1987 — há 80 anos. Mas há quem aposte que tem mais de 80 anos. Pode ser. Não importa. Poderia ter 150 anos e continuaria a ser uma artista brilhante. O CD “A Mulher do Fim do Mundo” indica que sua voz não tem a mesma potência — fraqueja aqui e ali (há um certo tremor) —, mas o charme e a interpretação inconfundível permanecem incontornáveis. O repertório é bom, mesmo o feminismo verboso de uma das músicas tem o quê de irônico e travesso (há uma referência a Garrincha, o Mané).

Há algum tempo, resenhei o livro de José Louzeiro e estou entre os admiradores da cantora (que, se fosse americana, seria um fenômeno musical e cultural universal).

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