Justiça do Rio reabre análise de habeas corpus de ex-deputado goiano investigado por estupro de vulnerável
28 maio 2026 às 13h10

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A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) retomou, nesta quinta-feira, 28, a análise do pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-deputado estadual goiano Iram de Almeida Saraiva Júnior, investigado por estupro de vulnerável contra as próprias filhas. Uma das crianças teria apenas dois anos à época das denúncias.
A defesa sustenta que o processo seria resultado de suposta alienação parental praticada pela mãe das crianças. Caso o habeas corpus seja concedido, o procedimento poderá ser trancado pela Justiça fluminense.
O caso teve início em março de 2025, após a mãe das meninas e profissionais de saúde identificarem lesões nas partes íntimas das crianças, além de sinais de medo e comportamentos considerados compatíveis com situação de violência.
A investigação passou a ser conduzida pelas autoridades do Rio de Janeiro, que apuram as circunstâncias das denúncias e os elementos reunidos ao longo do inquérito. O relatório foi conduzido pelo Núcleo de Atendimento à Criança e Adolescente (NACA) e foi acatado pelo MPRJ e pela juíza de direito Bruna Hayar Fuscella, que autorizou a prisão do acusado em 1º de outubro.
Atualmente, Iram responde em liberdade pela decisão da desembargadora Gizelda Leitão Teixeira, que concedeu uma liminar. O MPRJ e as autoridades policiais manifestaram-se contra a decisão pela gravidade dos fatos. A mesma magistrada analisa o pedido de HC no TJRJ.
O julgamento do habeas corpus ocorre em meio à discussão sobre a validade das provas e dos laudos produzidos durante a investigação. Até o momento, não houve decisão definitiva da Corte sobre o pedido da defesa.
O Jornal Opção tentou contato com a defesa do acusado, contudo, não responderam às ligações. O espaço segue aberto.
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