A dentista presa preventivamente pela Polícia Civil de Goiás na manhã desta quinta-feira, 28, foi identificada como Valéria Martins Ribeiro, conhecida nas redes sociais como “Dra. Valéria Ribeiro”. Ela atuava em uma clínica de estética localizada no Setor Bueno, área nobre de Goiânia, e ganhou notoriedade na internet por divulgar procedimentos de harmonização facial e lipo de papada.

Nas redes sociais, Valéria acumulava mais de 74 mil seguidores e se apresentava como “Nº 1 em Lipo de Papada”. Em publicações, também afirmava ter impactado mais de 2.500 pacientes ao longo da carreira.

Segundo as investigações da Polícia Civil, a odontóloga é suspeita de realizar procedimentos estéticos incompatíveis com sua habilitação profissional. Pacientes relataram à polícia terem sofrido deformidades faciais, complicações graves e sequelas permanentes após intervenções feitas pela dentista.

A operação foi realizada com apoio da Vigilância Sanitária, que interditou a clínica onde os atendimentos eram realizados para inspeção e continuidade das apurações. A profissional foi levada para a 4ª Delegacia Distrital de Goiânia, onde permanece à disposição da Justiça.

De acordo com registros empresariais públicos, a clínica funcionava sob o nome fantasia “Dra. Valeria Ribeiro”, vinculada à empresa Valeria Martins Ribeiro Ltda, registrada no endereço da Avenida T-4, no Setor Bueno, em Goiânia. A atividade principal cadastrada é “atividade odontológica”.

A investigação aponta ainda que Valéria estava registrada no Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO) como cirurgiã-dentista, mas não possuía habilitação para executar cirurgias plásticas ou determinados procedimentos de cirurgia bucomaxilofacial investigados pela polícia.

Além do inquérito criminal em andamento, o nome da dentista e da empresa aparecem em registros públicos de processos judiciais consultados em plataformas jurídicas. Até o momento, porém, não há divulgação oficial de condenação relacionada ao caso investigado nesta operação.

A defesa da dentista ainda não havia se pronunciado oficialmente até a última atualização divulgada pela imprensa. O espaço segue aberto para manifestação.

A defesa da cirurgiã-dentista Valéria Ribeiro, representada pela advogada Caroline Bittar, informou ao Jornal Opção, em nota, que ainda não teve acesso à íntegra dos documentos que embasaram a operação deflagrada pela Polícia Civil de Goiás nesta quinta-feira, 28.

Segundo a defesa, a ausência de acesso completo aos autos impede, neste momento, uma manifestação técnica e jurídica mais detalhada sobre os fatos investigados.

“A ausência de acesso integral aos autos impossibilita, por ora, uma resposta técnica e jurídica completa aos fatos noticiados”, afirmou a advogada.

A defesa também declarou que irá se posicionar de forma fundamentada assim que tiver acesso irrestrito à documentação do caso.