Prefeitura de Goiânia avalia recorrer à Justiça caso greve dos trabalhadores da educação se concretize
07 maio 2026 às 17h57

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A prefeitura de Goiânia avalia recorrer à Justiça caso a greve dos trabalhadores da educação se concretize. Em coletiva de imprensa realizada, nesta quinta-feira, 7, no 6º andar do Paço Municipal, o secretário-executivo de Educação de Goiânia, Jaime Ricardo Ferreira, comentou sobre a greve deflagrada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego). A paralisação tem como principais reivindicações o plano de carreira para servidores administrativos, pagamento do piso salarial e progressões funcionais.
A reportagem entrou em contato com o Sintego para responder as questões apontadas pela prefeitura, mas, até fechamento da matéria, o sindicato que representa os profissionais da educação não respondeu. O espaço permanecerá aberto caso queira se pronunciar.
Segundo Jaime Ricardo, o município reconhece a legitimidade das demandas, mas reforça que o foco da gestão está voltado para a aprendizagem das crianças. Ele disse que o pagamento do piso nacional dos professores já foi garantido para maio, conforme anúncio do prefeito Sandro Mabel (UB), e que projetos de lei relacionados ao piso e à data-base serão encaminhados à Câmara Municipal. “Nesse momento, essa greve pode ser um pouco imprópria, porque os pontos já estão na mesa de negociação”, afirmou.
O secretário ressaltou que a prefeitura está aberta ao diálogo, mas enfrenta o desafio de compatibilizar investimentos em aprendizagem, manutenção das escolas e valorização dos servidores. Sobre o plano de carreira dos administrativos, disse que há expectativa de implantação, mas depende de estudos de viabilidade financeira e orçamentária. “Não é simplesmente fazer um plano de carreira, é verificar a legalidade e implementar isso, porque a prefeitura é coisa séria”, pontuou.
Questionado sobre os limites de gastos com pessoal, Jaime Ricardo explicou que a folha da Educação gira em torno de R$ 1,7 bilhão, dentro de um orçamento de R$ 2 bilhões, mas que o limite prudencial da administração pública é de aproximadamente 51% a 54%. Ele não soube informar o percentual atual da prefeitura, porque a porcentagem gira entorno de toda administração, e não somente do que diz respeito a educação.
Em relação à greve, o secretário disse que a prioridade é manter o diálogo, mas não descartou medidas judiciais para evitar a paralisação. “É muito importante que as pessoas tenham consciência que quando você não tem aula, você atrapalha a vida das crianças, dos pais, desorganiza uma rotina. Então a prefeitura vai olhar todos os caminhos, vai verificar todas as possibilidades exatamente para que a gente não tenha essa greve”, declarou.
Jaime Ricardo também informou que já houve reuniões com o sindicato, tanto com ele quanto com a secretária de Educação, professora Giselle Pereira. No entanto, reforçou que ainda não há comunicação oficial sobre quantas escolas ou servidores vão aderir ao movimento. “Precisamos ter uma situação real do que está acontecendo para definir como dar continuidade ao atendimento das escolas e não deixar as crianças sem aula”, concluiu.
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