Foragido desde 2021, pai acusado de estupro da filha em Luziânia é preso na Bahia
07 maio 2026 às 15h33

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Um homem investigado por estuprar a própria filha, em Luziânia, foi preso na zona rural da Bahia. Em entrevista ao Jornal Opção, a delegada Lídia Castro, responsável pelo caso, contou, nesta quinta-feira, 7, detalhes da investigação. “Esse inquérito já está aqui desde 2021, porque o investigado tinha fugido para a Bahia e teve início com os familiares da vítima mesmo vindo até a delegacia procurar ajuda”, explicou.
A ação foi realizada pela Polícia Civil de Goiás (PC-GO), por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), em atuação integrada com a Polícia Civil da Bahia (PC-BA).
Segundo a delegada, na época foram tomadas todas as providências necessárias. “O delegado à época fez a oitiva especializada da criança, de outras testemunhas…O inquérito ficou fechado, realmente todo pronto, foi remetido ao judiciário com esse pedido de prisão. A prisão ela foi deferida, sendo que quando continuaram as diligências tentando localizar, todas infrutíferas”, explicou.
A localização do investigado só foi possível recentemente, após trabalho de inteligência. “Nesta semana, os agentes souberam que ele estava na Bahia, na zona rural. E foi então que nós conseguimos fazer contatos e, em operação conjunta com a Polícia da Bahia, efetuamos a prisão dele na zona rural. Até uma zona de difícil acesso”, relatou.
Durante a ação, o investigado foi encontrado com três armas de fogo. “Estava demonstrando ainda a periculosidade, porque foram encontradas três armas de fogo lá com ele, num local assim que ele acreditava que não seria localizado. Foi um trabalho muito bom da nossa delegacia. Foi assim uma sacada de um agente aqui que eu não posso te dizer qual é, mas a mulher arrasou, tá? Sério, foi muito bom, muito bom mesmo”, destacou.
Questionada se o investigado demonstrou arrependimento, a delegada afirmou que não. “Não, nenhum arrependimento. Demonstrou muita surpresa da polícia ter chegado lá. O delegado falou que acompanhou a situação na hora, disse que ele até fez uma cara assim de espanto, ‘Mas como assim?’”, explicou.
Sobre a duração dos abusos, Lídia Castro disse que foram reiterados ao longo de anos. “Foram situações assim, reiteradas mesmo, durante várias, várias vezes. Não tenho o tempo exato, mas são anos e inclusive, é como se tivesse um relacionamento afetivo entre pai e filha”, afirmou.
A mãe da vítima, segundo a delegada, não sabia dos fatos. “Descobriu exatamente nessa situação e já veio denunciar. Não nesse caso aqui específico não. Inclusive ela cobra e sempre cobrou muito a responsabilização do autor”, disse.
A delegada informou ainda que não há indícios de outros crimes semelhantes cometidos pelo investigado. “Não temos ciência. Não temos ciência. Não”, afirmou. Também não há registros de outros delitos além do caso em apuração. “Aqui com a gente só tem este”, completou.
Sobre os próximos passos, Lídia Castro explicou que agora é com o judiciário. “Agora, daqui para frente, até ele chegar aqui em Goiânia, no estado de Goiás, nós vamos ter o desenrolar. De lá, nesse momento não tem, nós não sabemos. Aí é o judiciário. O judiciário daqui de Goiânia vai tratar com o judiciário da Bahia e vai ser feito esse encaminhamento para cá. O trabalho policial se encerrou com o cumprimento do mandado”, finalizou.
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