O deputado estadual Major Araújo afirmou ao Jornal Opção que também pretende apresentar uma representação no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) contra o deputado Amauri Ribeiro caso seja oficialmente acionado pelo colega parlamentar.

“Se ele entrar [com a representação], também entro. Chumbo trocado. Se não, aí fica por isso mesmo. Vamos ver se ele estará mais calmo na próxima sessão”, declarou Major Araújo.

A declaração ocorre após o intenso bate-boca entre os dois deputados do PL durante sessão no plenário da Alego, na quinta-feira, 7. A discussão teve troca de ofensas, acusações pessoais e ameaças, elevando a tensão entre os parlamentares.

A equipe de Amauri Ribeiro já havia confirmado que pretende representar contra Major Araújo por quebra de decoro parlamentar. A peça, segundo assessores, ainda está sendo elaborada e deve ser protocolada nos próximos dias.

Troca de ataques no plenário

O conflito entre os deputados começou após Amauri Ribeiro questionar a ausência do presidente estadual do PL, senador Wilder Morais, em uma votação relacionada à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em resposta, Major Araújo saiu em defesa do senador e acusou Amauri de manter cargos no governo estadual mesmo após romper politicamente com a base governista.

“Essa prática de adesão do deputado Amauri por emprego, por vantagens sempre esteve aqui”, afirmou Araújo durante discurso anterior.

Amauri rebateu chamando o colega para um “debate olho no olho”. A tensão aumentou nos dias seguintes e culminou na discussão acalorada no plenário.

Durante o embate, Amauri chamou Major Araújo de “soldadinho de chumbo” e afirmou não acreditar que o parlamentar seria “tão burro para falar algo com a sua boca”.

Major Araújo respondeu chamando Amauri de “mercenário” e afirmou que o deputado manteria cerca de R$ 200 mil em cargos ligados ao governo estadual.

O momento mais tenso ocorreu quando Araújo afirmou que, caso Amauri encostasse nele, “amanheceria morto”. A fala ocorreu após Amauri dizer: “Não deixa eu pôr a mão em você não”.

Apesar do clima hostil, os parlamentares não chegaram às vias de fato. O caso, no entanto, ampliou a crise interna no PL goiano e pode agora se transformar em uma disputa formal dentro do Conselho de Ética da Alego.

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