“Soldadinho de chumbo”, “vagabundo” e “cala boca desgraça”: a crise interna do PL exposta
07 maio 2026 às 13h07

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O bate-boca e as trocas de ofensas protagonizadas pelos deputados estaduais Amauri Ribeiro e Major Araújo, ambos do PL, expõe a crise interna da legenda para a disputa eleitoral de outubro e o caráter destemperado dos parlamentares. As frases ditas na Tribuna, no púlpito do parlamento goiano, durante a discussão incluem ameaças de mortes, xingamentos e uma baixaria que não é vista nem em botecos.
Veja vídeos da discussão após o encerramento da sessão
O entrevero tem origem na ausência do voto do senador e pré-candidato ao governo de Goiás pelo PL, Wilder Morais, na indicação de Jorge Messias à vaga do Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana. Atrasado e ausente na votação, Morais justificou que a “estratégia” seria para “provar” que não ungiu o indicado de Lula (PT) à Suprema Corte.
Ribeiro critica, desde a semana passa, a postura de Wilder em relação ao “não voto” do senador na indicação ao STF. A sessão, que durou apenas 30 minutos devido aos xingamentos, foi uma continuação das brigas com Araújo.
Da tribuna, Ribeiro chamou Araújo de “soldadinho de brinquedo”, “soldadinho de chumbo” e disse não acreditar que o colega “é tão burro para falar algo com a sua boca”. Ele rebateu um comentário feito pelo colega de partido, que afirmou que Ribeiro mantinha R$ 200 mil em cargos no governo estadual mesmo após deixar a base e se filiar ao PL. “Se informe-se, busque informação para não falar tanta merda que nem você falou aqui ontem”.
Ao subir na Tribuna para o pronunciamento, Major Araújo diz que “burro e canalha é o senhor”, referindo-se à Amauri. “E mentiroso, porque está gravado aqui”, complementou. “Falou que o Wilder não foi votar, a ausência é voto contra. Ou é burro que não sabe que precisava de 41 votos. O que o senhor fez aqui foi uma canalhice, por que eu sei para quem o senhor serve”.
Araújo declarou ainda que Ribeiro “é um personagem” que ele chama de direita trans e logo em seguida mandou o colega calar a boca. “Moleque, cala boca desgraça”, seguiu.
Neste momento, o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Bruno Peixoto (UB) encerrou a sessão. A discussão e os xingamentos seguiram enquanto policiais legislativos tentavam conter ambos os deputados.
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