Irregularidades sanitárias, risco de dengue e falta de licenças levaram à interdição de uma empresa no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), durante operação de fiscalização realizada na manhã desta quinta-feira, 7. A ação reuniu equipes da Vigilância Sanitária, Postura, Endemias, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros por meio do programa Linha de Frente.

Três empresas de grande porte foram alvo da fiscalização. Uma delas acabou interditada e outra recebeu notificações para regularizar pendências junto aos órgãos responsáveis.

A primeira vistoria ocorreu em uma empresa do setor logístico que mantém cerca de 3,5 mil veículos armazenados no pátio, entre carros e motocicletas. Segundo a fiscalização, o local não possuía documentação municipal obrigatória, como inscrição municipal e alvará de funcionamento, o que levou à interdição do estabelecimento. O responsável terá até 30 dias para apresentar a documentação necessária, sob risco de multa.

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Pátio de empresa do setor logístico que mantém cerca de 3,5 mil veículos | Foto: Paulo Tarso

Além disso, a Vigilância Sanitária notificou a empresa para apresentar documentos como alvará sanitário e comprovantes de controle de pragas. De acordo com o diretor da Vigilância Sanitária de Anápolis, Daniel Soares, o espaço representa risco para empresas vizinhas, especialmente dos setores alimentício e farmacêutico.

“É um risco de saúde pública. Aqui traz risco para empresas próximas, como de alimentos e medicamentos, que são criteriosas com esse tipo de trabalho”, afirmou. Segundo ele, equipes de combate às endemias já haviam passado pelo local recentemente para ações de controle do mosquito da dengue.

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Produtos armazenados de forma irregular | Foto: Foto: Paulo Tarso

Outro problema identificado foi a ausência de certificação do Corpo de Bombeiros. A presença de combustível nos veículos armazenados aumenta o risco de incêndio no local.

A segunda empresa fiscalizada atua no comércio atacadista de sucatas metálicas. O proprietário foi intimado a apresentar documentos como licença ambiental, Certificado de Conformidade do Corpo de Bombeiros (Cercon) e alvará de funcionamento.

Durante a vistoria, fiscais também encontraram grande quantidade de pneus e sucatas. Larvas recolhidas no local serão analisadas e, caso seja confirmada a presença do mosquito Aedes aegypti, a empresa poderá ser multada.

Para o diretor de Postura, Marcos Vinícius, o trabalho conjunto entre os órgãos tem fortalecido as ações de fiscalização no município.

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