Audiência ouve familiares e delegado, e Justiça mantém prisão de síndico no caso da corretora morta
07 maio 2026 às 16h39

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A 1ª Vara Criminal de Caldas Novas realizou, na quarta-feira, 6, audiência de instrução e julgamento do caso que apura a morte de Daiane Alves Sousa. O síndico Cléber Rosa de Oliveira segue preso preventivamente e responde ao processo no Tribunal do Júri.
Durante a audiência, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, incluindo familiares da vítima, uma amiga íntima de Daiane, além do delegado André Luiz Barbosa Santos, responsável pelas investigações.
A mãe e a amiga da vítima prestaram depoimento sem a presença do acusado. A medida foi determinada pela juíza Vaneska da Silva Baruki, com base no artigo 217 do Código de Processo Penal, sob o entendimento de que a presença de Cléber poderia causar constrangimento às testemunhas e comprometer os relatos.
Após os depoimentos, o acusado retornou à videoconferência para continuidade da audiência. Também foram ouvidos a esposa e o filho do réu, arrolados pela defesa.
Devido ao número de testemunhas ainda pendentes, a audiência foi remarcada para o dia 9 de julho de 2026, às 13h30. Na próxima etapa, devem ser ouvidas testemunhas da defesa e realizado o interrogatório do acusado.
A magistrada ainda determinou o envio de ofício ao Instituto Médico Legal (IML) para complementação do exame cadavérico. O objetivo é esclarecer se os disparos de arma de fogo ocorreram antes ou depois da morte de Daiane. O prazo para resposta é de 30 dias.
Prisão mantida
Antes da audiência, a juíza já havia reavaliado a prisão preventiva de Cléber Rosa de Oliveira, em decisão proferida no último dia 11 de março. Na ocasião, a magistrada entendeu que permanecem os fundamentos para a manutenção da custódia cautelar.
A revisão periódica da prisão preventiva é prevista pela legislação processual penal e deve ocorrer a cada 90 dias. O próximo prazo de reavaliação vence em 9 de junho de 2026.
Relembre o caso
A corretora de imóveis Daiane Alves, de 43 anos, desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, depois de descer ao subsolo do condomínio onde vivia, em Caldas Novas, para religar a energia elétrica do apartamento. O corpo dela foi localizado apenas 42 dias depois, em uma área de mata às margens da GO-213, já em avançado estado de decomposição.
O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, confessou o crime. Segundo a investigação, ele e Daiane tinham desentendimentos frequentes relacionados à administração do condomínio. Dias antes do desaparecimento, a Justiça havia condenado o condomínio a indenizar a corretora por danos morais, e o Ministério Público já havia denunciado o síndico por perseguição contra a moradora.
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