Audiência sobre morte de corretora em Caldas Novas reúne testemunhas e pode levar síndico a júri popular
07 maio 2026 às 10h23

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A primeira fase da audiência de instrução do síndico Cléber Rosa de Oliveira, acusado de matar e ocultar o corpo da corretora Daiane Alves, aconteceu nesta quarta-feira, 6, em Caldas Novas.
A sessão, que teve mais de 5h de duração, começou por volta das 13h30 e seguiu até depois das 19h, ouviu 13 testemunhas, todas citadas pela acusação. Essa fase tem como objetivo o chamado “juízo de admissibilidade” que é quando a magistrada avalia se as provas apresentadas pelo Ministério Público são sólidas o suficiente para que ele seja ou não julgado pelo Tribunal do Júri.
A audiência terá continuidade em Julho, quando a magistrada deverá dar a sentença sobre o caso.
Relembre o caso
A corretora de imóveis Daiane Alves, de 43 anos, desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, depois de descer ao subsolo do condomínio onde vivia, em Caldas Novas, para religar a energia elétrica do apartamento. O corpo dela foi localizado apenas 42 dias depois, em uma área de mata às margens da GO-213, já em avançado estado de decomposição.
O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, confessou o crime. Segundo a investigação, ele e Daiane tinham desentendimentos frequentes relacionados à administração do condomínio. Dias antes do desaparecimento, a Justiça havia condenado o condomínio a indenizar a corretora por danos morais, e o Ministério Público já havia denunciado o síndico por perseguição contra a moradora.

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