Pix, PCC e Terras Raras: o que está em jogo no encontro entre Lula e Donald Trump
07 maio 2026 às 10h01

COMPARTILHAR
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula (PT) chega aos Estados Unidos da América (EUA) nesta quinta-feira, 7, para um encontro com o dirigente norte-americano Donald Trump sobre Pix, terras raras e a segurança pública. Na última sexta-feira, 1º, ambos teriam tido uma conversa “amistosa” por telefone.
O primeiro contato pessoal de ambos acontece na Casa Branca por volta das 11h (12h no horário de Brasília), com a previsão de uma declaração para a imprensa no Salão Oval com duração de 30 minutos. Em seguida, ambos devem almoçar juntos.
Segundo bastidores de ambos os governos, o principal assunto de Lula será sobre a defesa do Pix como método legítimo de pagamentos.
A razão advém de uma investigação comercial aberta pelo governo trumpista em julho de 2025 para apurar o impacto do Pix no mercado digital e desvantagem diante de empresas e bancos norte-americanos. Em um relatório divulgado em abril, o governo norte-americano afirmou que a forma de pagamento era prejudicial às empresas de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.
Além do Pix, o governo norte-americano deve pautar o assunto de terras-raras, minério crítico dos EUA para a produção de microchips e peças eletrônicas de ponta. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) havia queimado a largada nas negociações por intermediar a venda da empresa da Serra Verde a uma empresa do país americano.
A venda ainda depende de aprovação do governo federal para ser homologada, mas a conversa entre os dirigentes neste dia 7 pode desenhar uma forma de exportação que seja permeada pela União.
Por fim, a segurança pública deve ser pautada do ponto de vista do tráfico internacional de drogas e a participação de quadrilhas como o PCC e o CV. Ambos estão prestes a serem classificados como organizações terroristas pelo governo de Trump, o que pode ser um risco para o governo federal. A classificação seria uma legitimização do uso da força das Forças Armadas norte-americanas em solo brasileiro, aquém da invasão sobre a Venezuela.
Leia também: Extração de terras raras pode fortalecer produção de fertilizantes em Goiás; entenda

