Fim da escala 6×1: entenda as mudanças previstas para a jornada de trabalho
28 maio 2026 às 15h53

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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 17, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho sem diminuição salarial. O texto, que agora segue para análise do Senado Federal, estabelece mudanças graduais na carga horária dos trabalhadores e promete alterar a rotina de milhões de brasileiros.
Atualmente, a legislação brasileira permite jornadas de até 44 horas semanais, normalmente distribuídas em seis dias de trabalho para um de descanso. Pela proposta aprovada, esse limite será reduzido de forma progressiva até chegar a 36 horas semanais, permitindo modelos com mais dias de folga e jornadas mais flexíveis.
Como será a transição
A transição deverá ocorrer em etapas para evitar impactos imediatos no funcionamento das empresas e na economia. De acordo com a proposta, a redução da carga horária será feita gradualmente ao longo dos próximos anos, com diminuição periódica das horas trabalhadas até atingir o novo limite previsto pela Constituição. Durante esse período, os salários deverão ser mantidos integralmente.
Na prática, empresas poderão reorganizar escalas de trabalho conforme a necessidade de cada setor. O modelo mais citado é o de quatro dias de trabalho e três de descanso, mas outros formatos poderão ser adotados, desde que respeitem o teto semanal definido pela PEC e os acordos coletivos entre patrões e trabalhadores.
Defensores da proposta afirmam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzir casos de esgotamento físico e mental e aumentar a produtividade. O argumento é de que jornadas menores contribuem para mais descanso, convivência familiar e melhor desempenho profissional.
Já representantes do setor empresarial demonstram preocupação com os custos da adaptação. Entidades ligadas ao comércio e à indústria avaliam que a redução gradual da jornada poderá exigir contratação de novos funcionários e elevar despesas operacionais, principalmente em pequenas e médias empresas.
Votação no Senado
Apesar da aprovação na Câmara, a PEC ainda precisa passar por votação no Senado Federal. Para entrar em vigor, o texto deve ser aprovado em dois turnos pelos senadores, com apoio mínimo de três quintos dos parlamentares. Caso seja confirmada, a proposta poderá representar uma das maiores mudanças nas relações trabalhistas do país nas últimas décadas.



