Goiás tem 2,6 milhões de inadimplentes e restituição do IR vira esperança para limpar o nome
28 maio 2026 às 11h10

COMPARTILHAR
Um levantamento recente feito pela Serasa mostra que, em Goiás, mais de 2,6 milhões de goianos estão inadimplentes. O número representa uma parcela significativa da população economicamente ativa do Estado e ajuda a explicar por que tantos brasileiros têm enxergado na restituição do Imposto de Renda uma oportunidade para reorganizar a vida financeira.
Ao Jornal Opção, a especialista financeira da Serasa, Jeniffer Chagas, Goiás soma, hoje, cerca de 3 milhões de dívidas ativas. Na prática, isso significa que muitos consumidores acumulam mais de uma pendência financeira no nome. “A dívida média do goiano gira em torno de R$7 mil. Muitas vezes esse valor ultrapassa até mesmo a renda das famílias”, explica.

O perfil predominante dos inadimplentes em Goiás é formado por pessoas entre 26 e 60 anos, faixa considerada economicamente ativa. Entre os principais tipos de dívida estão débitos com bancos e cartões de crédito, além de contas básicas do dia a dia, como água, energia e internet, segundo explica Jeniffer. “O principal erro da população muitas vezes é não priorizar o pagamento das contas básicas. As pessoas acabam assumindo financiamentos, empréstimos e compromissos de longo prazo sem conseguir se planejar para arcar com esses valores”, afirma.
Cenário nacional
O cenário estadual acompanha uma tendência nacional. Hoje, no Brasil, há mais de 83 milhões de inadimplentes, número que equivale a cerca da metade da população adulta do país. De acordo com a pesquisa realizada pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, 36% dos brasileiros pretendem usar a restituição do Imposto de Renda deste ano para quitar dívidas.
Para Jeniffer, o comportamento mostra uma mudança gradual na relação dos consumidores com o dinheiro. “A pesquisa vem mostrando justamente esse amadurecimento financeiro da população. A gente percebe que as pessoas vêm tomando decisões mais conscientes e buscando a quitação das dívidas”, destaca.
A especialista avalia que a restituição acaba funcionando como uma oportunidade para quem deseja sair do vermelho e recuperar a estabilidade financeira, principalmente em um cenário de orçamento apertado e alta no custo de vida. “A restituição é um primeiro passo para voltar a ter uma vida financeira mais equilibrada”, pontua.
Além de quitar dívidas, parte dos consumidores também pretende guardar ou investir o valor recebido. Ainda assim, Jeniffer orienta que a prioridade deve ser a organização financeira. “O importante é usar primeiro a restituição para organizar contas atrasadas e depois criar uma reserva de emergência. Só então a pessoa deve pensar em novos compromissos financeiros”, aconselha.
Para estimular a renegociação das dívidas, a Serasa lançou uma campanha com descontos especiais neste período de restituição do Imposto de Renda. Segundo a empresa, consumidores podem conseguir abatimentos extras de até R$ 500 em acordos realizados à vista por Pix ou boleto, diretamente pelo site ou aplicativo da plataforma.
A ação reúne ainda ofertas vinculadas ao programa Desenrola Brasil e disponibiliza mais de 34 milhões de possibilidades de negociação em todo o país.
Leia também: Quase 90% dos goianos já enviaram Imposto de Renda; prazo termina nesta sexta-feira, 29



