“Crédito impulsiona o desenvolvimento”, diz presidente da Acieg sobre programa federal que amplia acesso de empresas a financiamentos
08 junho 2026 às 18h00

COMPARTILHAR
O governo federal colocou em vigor nesta segunda-feira, 8, as novas regras do Programa Brasil Soberano, que ampliam o acesso ao crédito para empresas brasileiras. A principal mudança foi a redução do limite mínimo de impacto no faturamento exigido para adesão, que caiu de 5% para 1%. Com isso, mais companhias poderão solicitar linhas voltadas para capital de giro, exportação, aquisição de máquinas e equipamentos, inovação tecnológica e expansão da capacidade produtiva.
A medida atende especialmente exportadores goianos de bens industriais e fornecedores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos e pelos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio. Ao Jornal Opção, o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), Rubens Fileti, afirmou que a redução do limite mínimo amplia o alcance da política pública e permite que empresas que antes ficavam fora dos critérios possam acessar instrumentos de apoio em um momento delicado no comércio internacional.
“Em Goiás existem cadeias industriais relevantes ligadas aos setores metalúrgico, automotivo e de transformação, diretamente influenciadas por políticas tarifárias no mercado global”, disse.
Rubens explicou que embora o foco seja em bens industriais, há reflexos indiretos para o agronegócio goiano, que depende de máquinas e equipamentos. Ele disse que em Goiás indústria e agronegócio caminham juntos e que quando há estímulos para a produção industrial, especialmente na fabricação e aquisição de máquinas, equipamentos e tecnologias, os reflexos chegam rapidamente ao campo.
“O produtor rural busca cada vez mais eficiência, automação e inovação. Qualquer medida que fortaleça a indústria também contribui para a modernização do agronegócio e aumento da competitividade das cadeias produtivas do estado”, apontou.
Ele observou que o acesso facilitado ao crédito pode gerar novos investimentos e empregos em Goiás, fortalecendo polos industriais como Anápolis e Catalão. “O crédito é um dos motores de destaque no desenvolvimento econômico e que quando as empresas conseguem acesso a recursos em condições adequadas, elas têm mais segurança para investir, ampliar operações, adquirir tecnologia e gerar empregos”, explicou.
Rubens lembrou que Goiás possui polos industriais consolidados, além de regiões com grande potencial de expansão e que “medidas que ampliem o acesso ao financiamento contribuem para fortalecer esses ambientes de negócios e criar oportunidades para toda a economia goiana”.
O presidente considerou em sua análise que as tensões no Oriente Médio e o tarifaço dos Estados Unidos afetam diretamente empresas goianas ou indiretamente, via cadeias de suprimento e fornecedores nacionais. Ele disse que mesmo quando não existe uma relação comercial direta, os impactos acabam chegando às empresas goianas, já que vivemos em uma economia integrada globalmente.
“Alterações em tarifas, conflitos geopolíticos ou mudanças nas rotas de comércio afetam preços, logística, disponibilidade de insumos e decisões de investimento. Algumas empresas sentem esses efeitos de forma mais imediata, enquanto outras percebem os reflexos por meio dos fornecedores e clientes. O importante é que o setor produtivo esteja preparado para reagir com agilidade a essas mudanças e que também é importante as empresas diversificarem mercados para não sofrerem tão fortemente as medidas político-econômicas que afetem seus negócios”, explicou.
Rubens disse que Goiás pode ganhar vantagem competitiva frente a outros estados ao ampliar sua capacidade produtiva e tecnológica com apoio do programa. Ele disse que Goiás reúne características muito favoráveis para isso, como localização estratégica, forte vocação logística, ambiente empreendedor e setor produtivo forte e diversificado.
O presidente afirmou que se as empresas conseguirem transformar o acesso a crédito e incentivos em investimentos em inovação, produtividade e qualificação, o estado pode ampliar sua participação nos mercados nacional e internacional. “A competitividade hoje está diretamente ligada à tecnologia, à eficiência e à capacidade de adaptação e que Goiás tem condições de avançar muito nisso”, finalizou.
Leia também:
MEC disponibiliza plataforma gratuita para estudo de inglês e espanhol; veja como acessar
PRF registra 25 acidentes e uma morte no Corpus Christi; motociclista é flagrado a 233 km/h em Goiás
Homem é condenado a 43 anos de prisão por morte de ex-companheira em Caldas Novas



