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O ARA San Juan desapareceu em 2017 durante uma viagem de Ushuaia, no extremo sul do país, ao balneário de Mar del Plata, a 300 quilômetros da capital, Buenos Aires
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Foto: Divulgação/Marinha da Argentina[/caption]
Os restos da embarcação foram achados por uma empresa privada norte-americana na sexta-feira (16/11), mas o Ministério da Defesa da Argentina só confirmou a notícia na madrugada deste sábado (17), depois de informar os parentes dos tripulantes.
Na quinta-feira (15), as famílias dos 44 desaparecidos realizaram um ato para marcar o primeiro aniversario do naufrágio e cobrar respostas das autoridades. “Quanto lamento que nada que se diga possa acalmar a dor dos familiares e amigos aqui presentes”, afirmou o presidente da Argentina, Mauricio Macri, ao prometer continuar as buscas.
No dia seguinte, a empresa norte-americana Ocean Infinity encontrou os restos a 800 metros de profundidade e a 600 metros da cidade de Comodoro Rivadavia, na Patagônia argentina.
O ARA San Juan desapareceu durante uma viagem de Ushuaia, no extremo sul do país, ao balneário de Mar del Plata, a 300 quilômetros da capital, Buenos Aires. O último contato da tripulação foi feito no dia 15 de novembro do ano passado.
Uma megaoperação internacional, que contou também com a participação do Brasil, foi montada para procurar o submarino. Duas semanas depois, a Marinha anunciou que já não havia esperanças de encontrar sobreviventes.
O governo argentino contratou a Ocean Infinity para continuar as buscas, que começaram em setembro. Durante dois meses, 40 tripulantes, a bordo do navio Seabed Constructor, rastrearam o fundo do mar. O submarino foi encontrado horas antes da empresa suspender a operação.
Muitos parentes dos tripulantes do ARA San Juan receberam a notícia em Mar del Plata, onde tinham participado do ato que marcou o primeiro ano para lembrar o primeiro ano do desaparecimento do submarino.
Agora o governo argentino terá que decidir se vai resgatar o casco do ARA San Juan, uma operação cara. A Ocean Infinity cobrou US$ 7,5 milhões somente para encontrar o submarino.
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Foto: reprodução[/caption]
O presidente do Tribunal Regional Federal da 4° região, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores aceitou, nesta sexta-feira (16/11), o pedido de exoneração protocolado pelo juiz Federal Sergio Moro. O magistrado ficou popularmente conhecido após conduzir os processos da Operação Lava Jato em 1° grau e desbancar um dos maiores escândalos de corrupção protagonizados políticos e empresários.
Moro solicitou a exoneração do cargo após ser convidado para compor a equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele assumirá o ministério da Justiça em 2019. A solicitação feita pelo Federal terá vigência a partir de segunda-feira (19/11).
Protocolada a solicitação, o juiz se manifestou para destacar seu orgulho de ter exercido, durante 22 anos, o cargo de juiz Federal, bem como ter integrado os quadros da Justiça Federal brasileira, “verdadeira instituição republicana”, considerou.
“Venho, mais uma vez registrando meu pesar por deixar a magistratura, requerer a minha exoneração do honroso cargo de juiz federal da Justiça Federal da 4ª Região, com efeitos a partir de 19/11/2018, para que eu possa então assumir de imediato um cargo executivo na equipe de transição da Presidência da República e sucessivamente ao cargo de Ministro da Justiça e da Segurança Pública”, destacou o federal em seu pedido de exoneração.
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