“Queremos fazer algo que seja praticável”, diz Tejota sobre incentivos fiscais em 2019

De olho na manutenção dos benefícios concedidos à indústrias e empresas, deputado e vice-governador eleito afirmou que o importante é “não lesar o Estado”

Foto: Mayara Carvalho/Jornal Opção

O projeto de reinstituição dos incentivos fiscais dados à indústrias e empresas de Goiás chegou a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) nesta semana, enviado pelo governador José Eliton. Com isso, a matéria que, segundo o deputado e vice-governador eleito, Licoln Tejota (Pros), seria trabalhada “a quatro mãos” entre os governos atual e próximo, terá que ser viabilizada pela casa dos parlamentares.

“Já sabemos que há recomendação do do Tribunal de Contas determinando a redução desses incentivos fiscais, pois alguns já estão exauridos e saturados dessas empresas e grupos que estão chegando”, disse o parlamentar.

Apesar disso ele reforçou que os deputados e nem o governo não querem atrapalhar ninguém. “Sabemos que os incentivos fiscais levou Goiás a estar onde esta hoje, ser um Estado competitivo, mas queremos fazer algo que seja praticável, algo que não venha a lesar o Estado”, completou.

Outro deputado que comentou sobre a medida proposta pela matéria foi Dr Antonio (DEM). Segundo o parlamentar, esse processo dos incentivos fiscais é necessário porque “atrai investimento de empresas pro Estado, empresas que geram emprego e renda, mas é preciso analisar a conjuntura do Estado”.

O deputado afirmou que é “visível” as dificuldade no caixa de Goiás, mas que também há uma discordância entre o que os grupos de transição afirmam.

Por isso, Dr Antônio considerou difícil avaliar como irá tramitar o projeto. “Como depende do orçamento do Estado e a equipe de Ronaldo Caiado diz que o Goiás deve mais de 3 bilhões e José Eliton diz que deve 200 milhões, fica difícil saber a real situação”, apontou.

“Vamos discutir o projeto e conversar com Caiado para que haja um consenso sobre o que puder ser concedido de incentivo e o que deverá ser cortado, dividindo ônus e bônus”, concluiu.

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