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Crédito dos valores será realizado por meio de conta poupança social digital, Caixa Tem, no dia 20 de abril para os nascidos em janeiro

Aplicativo permite consulta ao valor do saque extraordinário| Foto: Reprodução/ Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Nesta semana começa o saque extraordinário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O depósito será feito a partir de quarta-feira, 20, quando trabalhadores com carteira de trabalho assinada via Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nascidos em janeiro poderão sacar até mil reais. Crédito dos valores será realizado por meio de conta poupança social digital Caixa Tem.
A consulta do valor do saque e a data poderá ser feita pelo aplicativo do FGTS para smartphones Android ou iOS, no site da Caixa Econômica Federal ou em agências bancárias do banco. Desde 8 de abril deste ano, trabalhadores podem consultar a disponibilidade do benefício.
O dinheiro das contas do fundo – um direito do trabalhador com carteira assinada – só pode ser sacado, em geral, em situações específicas, como na demissão sem justa causa, na compra da casa própria ou na aposentadoria. Mas, no último mês, o governo publicou Medida Provisória liberando o saque extraordinário.
O pagamento vai até 15 de junho (com data limite para saque até 15 de dezembro), a depender do mês de nascimento do trabalhador. O Governo Federal estima que cerca de R$ 30 bilhões sejam disponibilizados para 42 milhões de pessoas no período de abril a junho deste ano.
Vale destacar que o saque é facultativo. Para não ter o valor creditado e a conta do FGTS debitada, é necessário acessar o aplicativo FGTS para ir a uma das agências Caixa e informar que não quer receber o valor.
Veja o calendário:
Nascidos em janeiro: 20/4
Nascidos em fevereiro: 30/4
Nascidos em março: 4/5
Nascidos em abril: 11/5
Nascidos em maio: 14/5
Nascidos em junho: 18/5
Nascidos em julho: 21/5
Nascidos em agosto: 25/5
Nascidos em setembro: 28/5
Nascidos em outubro: 1º/6
Nascidos em novembro: 8/6
Nascidos em dezembro: 15/6
Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações diz que informações falsas dificultam imunização

Quase 19% dos que receberam a primeira injeção não voltaram para tomar a segunda e completar o esquema vacinal| Foto: Reprodução/ Tânia Rêgo/ Agência Brasil
Desde janeiro de 2021, quando a primeira dose da vacina contra a Covid-19 foi aplicada no Brasil, 409.151.616 doses do imunizante foram aplicadas em território nacional. Hoje, a injeção está disponível para maiores de 5 anos, em duas doses, mais reforço. Porém, apesar de o imunizante já estar amplamente disponível, cerca de 12% da população vacinável ainda não tomou sequer a primeira dose, de acordo com informações do consórcio de veículos de imprensa. Quase 19% dos que receberam a primeira injeção não voltaram para tomar a segunda e completar o esquema vacinal.
O presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, explicou ao Metrópoles que a população brasileira aderiu em massa à campanha de vacinação, e 88% das pessoas que podem tomar a vacina já terem recebido o imunizante já representa um sucesso — a porcentagem é maior do que a de coberturas de vacinas da infância, por exemplo.
“A gente imaginava que teríamos em torno de 5% de não-adesão, que representa o público historicamente conhecido como antivax, negacionista, que já existia antes da pandemia e persistiram. O que surpreende é ter mais do que esperávamos”, diz. Ele lembra que a quantidade de pessoas sem a primeira dose pode mudar por falhas no sistema de alimentação de dados. Muitas vezes, os dados podem ser inseridos com atraso.
Apesar disso, Cunha afirma que a principal explicação para os 12% não é que os antivax se multiplicaram, mas que a desinformação e as fake news em circulação desde o início da campanha de vacinação acabaram contribuindo para que as pessoas que tinham dúvida não sentissem confiança em receber o imunizante e, por isso, não tenham procurado um posto de saúde até hoje.
Ele lamenta que o Ministério da Saúde não tenha divulgado amplamente dados que confirmem a eficácia e segurança dos imunizantes, mostrando quantas vidas foram salvas, ou o número de hospitalizações evitadas. Como parte dos que hesitam em receber o imunizante o fazem por ideologia política, a informação vinda de uma fonte confiável, diretamente do governo, poderia ser o que falta para convencer essa população a tomar a injeção.
Segurança e eficácia comprovadas
Atualmente, o Brasil vive um momento de calmaria na pandemia: com casos em baixa e média menor que 200 há cerca de duas semanas, o país já volta à rotina normal. “Se não utilizarmos essa ferramenta fundamental, continuamos em risco. Ninguém consegue fazer uma previsão do que vai acontecer no futuro, mas é fundamental que a gente esteja preparado para novas ondas“, alerta o infectologista.
Ele explica que mesmo com uma porcentagem alta de vacinados, a famosa imunidade de rebanho parece não funcionar contra a Covid-19. O vírus vai se mutando, reaparecendo com maior força em outras variantes e, infelizmente, a proteção oferecida pelos imunizantes cai frente a novas versões da doença. “Apesar disso, quanto mais pessoas imunizadas, menor é a chance do vírus circular e indivíduos terem doença grave”, reforça.
Além de a vacina proteger individualmente contra o vírus, Cunha defende que é importante convencer os 12% que ainda não tomaram o imunizante pelo bem da sociedade. “Cada um que não toma a vacina impacta a proteção coletiva”, afirma.
Com informações do Metrópoles
Essa perda de poder aquisitivo só se recupera se renda média avançar mais rápido que inflação, mas economistas duvidam disso

Principal motivo foi a alta dos alimentos, mais relevantes na cesta de consumo dos mais pobres| Foto: Reprodução
O brasileiro está saindo do período de dois anos de pandemia mais pobre. A inflação das famílias de menor poder aquisitivo cresceu em março, mais uma vez, em ritmo mais acentuado do que para as famílias de maior rendimento, mostram os últimos cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O principal motivo foi a alta dos alimentos, mais relevantes na cesta de consumo dos mais pobres. Os preços altos vão deixar a população mais pobre, preveem especialistas.
Em março, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostrou aceleração de preços das famílias de renda muito baixa (1,74%) e de renda baixa (1,72%). Com o resultado, a inflação dessas faixas de renda passou a acumular alta de 12% e 11,6%, respectivamente, nos últimos 12 meses. A inflação das famílias de renda alta, por sua vez, apresentou aumento de 1,24% em março. Neste caso, a inflação acumulada em 12 meses é de 10%.
A cesta básica hoje custa quase 50% mais que em 2020. Bens de consumo duráveis subiram tanto que hoje o carro usado vale mais que quando foi lançado, zero km, há dois anos. O brasileiro está mais pobre porque a renda das famílias não está acompanhando essa carestia. O salário mínimo subiu menos que a inflação. Além disso, os produtos estão subindo muito mais que os índices de preços. Mesmo que o salário acompanhasse a inflação, não seria suficiente para repor o poder da compra.
Economistas entrevistados pelo UOL apontam que a inflação alta vai deixar os brasileiros mais pobres por anos. Isso porque os itens que mais estão subindo são justamente os essenciais, como alimentos, gás de cozinha e energia, que mais pesam na cesta das famílias de menor renda. “A inflação que temos hoje empobrece o brasileiro, que tem seu poder de compra reduzido, pois alimentos, tarifas públicas, gás de cozinha, combustíveis, energia, tudo tem subido muito acima da inflação, e a renda não vem crescendo”, diz Antonio Corrêa de Lacerda, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e presidente do Conselho Federal de Economia.
Para Fausto Augusto Júnior, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a desregulamentação do mercado de trabalho pela reforma trabalhista, o fim dos estoques reguladores dos alimentos e a descontinuidade das políticas de fortalecimento da agricultura familiar colocaram a economia brasileira em um círculo vicioso, difícil de ser revertido no curto prazo. De acordo com Corrêa de Lacerda, da PUC-SP, a recuperação do poder aquisitivo do brasileiro passa pelo crescimento da economia. E, para isso, o governo precisa adotar políticas de competitividade para gerar mais empregos em setores de maior valor agregado, como na indústria, que pagam salários maiores.
No entanto, a inflação afeta também as famílias de classe mais elevadas, mas elas conseguem de alguma forma ajustar o orçamento. “Além disso, essas classes que têm algum tipo de investimento financeiro conseguem se aproveitar da alta dos juros para melhorar o rendimento das aplicações. As classes de menor renda não têm essas ferramentas para enfrentar esses aumentos de preços”, aponta Guilherme Moreira, coordenador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da Universidade de São Paulo (Fipe).


