Levantamento mostra petista com ampla vantagem no Nordeste, e presidente mais forte no Centro-Sul; 3 Estados e o DF estão na margem de erro

Uma projeção feita pelo Estadão Dados, com base em resultados de votações anteriores e pesquisas eleitorais, indica que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem vantagem sobre Jair Bolsonaro em 15 estados do país. O atual presidente, por outro lado, sai na frente em oito. Em outros quatro, a distância entre os dois não é grande o suficiente para permitir apontar alguma vantagem relevante.

Como padrão desde 2006, quando Lula se reelegeu, a vantagem é ampla nas regiões Norte e Nordeste. No Nordeste, por exemplo, Lula lidera em todos os nove Estados da região, onde habitam cerca de 27% dos eleitores do país. Em todos os Estados essa vantagem pode ser considerada significativa. Por algum tempo, hipóteses apostavam que a força de Lula – e, mais tarde, de Dilma Rousseff – estaria ligada aos programas sociais e repasses federais na região. No entanto, mesmo com a saída do PT do poder, o eleitorado ainda parece inclinado a manter os votos no partido.

No Norte, o total de eleitores representa apenas 8% do total, tendo Pará e Amazonas como os mais populosos. Em ambos os estados, Lula garante a liderança, com vantagem para Bolsonaro em Acre, Rondônia e Roraima. O fenômeno se repete no Centro-Oeste, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, especialmente pela força do agronegócio na área. No Distrito Federal, o presidente também leva vantagem. Em Goiás, porém, a distância ainda é pequena para apontar algum favoritismo para a disputa presidencial.

A medida que se caminha para o sul do Brasil, Bolsonaro ganha cada vez mais força. Em São Paulo e nos estados da região Sul, o PT não vence desde 2002. Agora, a situação segue a mesma em Santa Catarina e no Paraná, mas dá sinais de possíveis mudanças no Rio Grande do Sul. Em 2010 e 2014 Dilma chegou a vencer, mas 2018 viu maior força de Bolsonaro. Agora, a situação ainda não tem um líder claro. A dúvida também é percebida em São Paulo, onde Lula e PT tem se mostrado mais competitivo do que nas eleições anteriores, o que chama atenção para a possibilidade de mudança de cenário. São Paulo é o maior colégio eleitoral do país.

Para fechar a região sudeste, Minas Gerais (segundo maior eleitorado do Brasil) e Espírito Santo apontam vitória do ex-presidente petista. Já o Rio de Janeiro, é mais um dos que mostra disputa apertada e indefinição de vitória. Ao todo, os quatro estados do Sudeste representam o mesmo número de eleitores de Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com quase 43% dos votantes do país.