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História
Abílio Wolney no contexto histórico de Goiás

por *Abílio Wolney Aires Neto

Abílio Wolney é protagonista de mais de uma dezena de livros de autores diversos, a exemplo das obras Abílio Wolney, Suas Glórias, Suas Dores, de Voltaire Wolney Aires (2 vezes adotada em vestibulares da UFT); Quinta-Feira Sangrenta, de Osvaldo Rodrigues Póvoa; Abílio Wolney, Um Coronel da Serra Geral, do carioca Nertan Macêdo; O Homem Abílio Wolney, do escritor e jornalista Antônio Oliveira, além da série de livros publicados por este autor, quais sejam: O Diário de Abílio Wolney (obra prefaciada por sua filha, a poetisa Irany Wolney Aires); No Tribunal da HistóriaO Barulho e os MártiresA Chacina Oficial; e O Duro e a Intervenção Federal, todos em 2ª edição pela Ed. Kelps, encontrados em pdf na rede mundial de computadores ou no site (www.dnoto.com.br.), tendo inédito: Abílio Wolney na Bahia, para 2018.

Dissertações de Mestrado, TCCs e Teses de Doutorado ocupam publicações na internet e em livros cuidando da vida pública do personagem e da sua resistência à oligarquia Caiado (1918-1930).

Uma placa de busto biografa, em síntese, o político goiano-tocantinense no contexto histórico de Goiás:

DEPUTADO ABÍLIO WOLNEY (22.08.1876 – 12.09.1965)

ABÍLIO WOLNEY FOI PESQUISADOR, ORADOR, CONFERENCISTA, ADMINISTRADOR, JORNALISTA, POLÍTICO, CARPINTEIRO, FILÓSOFO E AUTODIDATA NO CAMPO DA AGRONOMIA E CÁLCULOS MATEMÁTICOS; MÉDICO LICENCIADO, ADVOGADO, FARMACÊUTICO, JUIZ ADJUNTO, TENENTE CORONEL E CORONEL PATRIOTA DA GUARDA NACIONAL. SECRETÁRIO DO CONSELHO MUNICIPAL (VEREADOR), AGENTE DOS CORREIOS, DEPUTADO ESTADUAL EM 03 LEGISLATURAS (1894-1911), PRESIDENTE DO CONGRESSO ESTADUAL, PRÉ-CANDIDATO AO GOVERNO DE GOIÁS, DEPUTADO FEDERAL ELEITO (1900), PREFEITO DE BARREIRAS (BA) (1931-1937) E PREFEITO DE DIANÓPOLIS (1946). SUGERIU O NOME ANÁPOLIS – CIDADE DE ANA, EM 1904. SUGERIU O NOME DIANÓPOLIS, EM 1938. COM O PAI, CONSTRUIU UMA PONTE DE 43M SOBRE O RIO DE AREIA. FIZERAM A 1ª IGREJA DA CIDADE E A 1ª ESTRADA LIGANDO DIANÓPOLIS A BARREIRAS, DEPOIS FAZENDO UMA SEGUNDA, POR CONTA PRÓPRIA. FEZ E DOOU O SOBRADO AO MUNICÍPIO (CADEIA E DEPOIS MERCADO E ESCOLA); FOI O PRIMEIRO A DEFENDER A DIVISÃO DO ESTADO DE GOIÁS E SE FEZ O SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA À OLIGARQUIA CAIADO, DEFENDENDO E LIBERTANDO ESTA REGIÃO, ENTÃO ESQUECIDA, COMO RECONHECIDO EM RELATÓRIO DE INTERVENÇÃO FEDERAL. ELE CONTINUA AQUI, PLANTADO NA PRAÇA PÚBLICA COMO SEMENTE DE MULTIDÕES. BUSTO DOADO AO MUNICÍPIO POR: ABÍLIO WOLNEY AIRES NETO E DORALINA WOLNEY VALENTE.

Segundo o Procurador de Justiça e escritor Mário Ribeiro Martins, Abílio Wolney foi parlamentar, prefeito, advogado, revolucionário, militar, estrategista, intelectual, historiador, pensador, ativista, pesquisador, orador, conferencista, administrador, jornalista, cronista, educador, político, farmacêutico, memorialista, sapateiro, agricultor, carpinteiro, médico, farmacêutico e alfaiate.

Ele foi membro de diferentes agremiações sociais, culturais e de classe de seu tempo, entre as quais, Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Goiana de Imprensa e Maçonaria. Comunicava-se com o poeta Augusto dos Anjos.

Abílio Wolney faleceu aos 89 anos de idade, no dia 12 de setembro de 1965, sendo sepultado no Cemitério de sua terra, Dianópolis.

A praça principal de Dianópolis (TO), onde está o Centro Histórico da Cidade com três casarões de época, tem o seu nome, enquanto do outro lado do logradouro se conjuga outra praça com o nome do seu pai, Cel. Joaquim Aires Cavalcanti Wolney.

O nome Dianópolis, Cidade das Dianas, em homenagem às quatro Dianas do lugar, foi uma sugestão de Abílio Wolney, levada a efeito em 1938, em substituição ao nome São José do Duro.

Outros reconhecimentos

O Paço Municipal de Barreiras (BA) ostenta destacada a fotografia de Abílio Wolney na galeria dos ex-Prefeitos. De igual modo, na mesma Dianópolis, onde há também o Grupo Escolar Cel. Abílio Wolney e, do outro lado, a Rua Cel. Abílio Wolney.

A praça principal de Novo Jardim (TO) leva o seu nome.

Em Águas Lindas de Goiás, foi fundada a biblioteca Dep. Abílio Wolney, com destacada fotografia do seu patrono.

Abílio Wolney é o patrono da Academia de Letras de Águas Lindas de Goiás – ALETRAS, pela figura política que foi, pelo exercício da advocacia, tendo sido juiz municipal, pelo acervo de livros que doou para a fundação da primeira Biblioteca pública no antigo nordeste goiano (Dianópolis):

Em 22 de agosto de 1902, Abílio proporcionava ao povo durense uma surpresa: fundava uma modesta biblioteca, constituída de 200 livros, os mais variados, os quais doou em sessão registrada na Ata da solenidade […] [41

A Academia considerou, ainda, a biblioteca particular de Abílio, franqueada a qualquer pessoa que quisesse consultar, contendo

[…] mais ou menos 20 metros de armários e estantes de livros, com cerca de 3.000 títulos, em idiomas como inglês, francês e espanhol (Idem).

Também chamou a atenção da Academia de Letras o seu livro Razão e Lembrança, volume único, em caligrafia, que também serviu de base para a produção do livro O Diário de Abílio Wolney, onde os textos escritos foram reproduzidos literalmente.

Em Palmas (TO), o Museu Histórico do Estado do Tocantins, conhecido como O Palacinho, registra com grande destaque em uma de suas paredes internas a seguinte inscrição, ao lado da fotografia de Abílio Wolney e dos Nove mártires no tronco:

No abandonado nordeste goiano, hoje sudeste do Tocantins, mais precisamente em São José do Duro, surge no começo do século a liderança de Abílio Wolney, jovem Deputado que fez tremer o chão de Vila Boa com seus discursos em defesa do povo dessa região. Temendo o poder político dos nortenses, os velhos coronéis de Vila Boa apelaram para a violência, enviando a São José do Duro uma tropa fortemente armada para subjugar as famílias Aires, Póvoa, Rodrigues, Costa e Leal, culminando com uma chacina oficial de nove nortenses, filhos dessas ilustres famílias que apoiavam Abílio Wolney (A iniciativa da homenagem foi do Des. Marco Villas Boas).

Na entrada do Palácio Araguaia, em Palmas, estampam-se painéis cerâmicos feitos pelo escultor Maurício Bentes pelo projeto Frisa, o qual emoldura a laje do Edifício. No palácio do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, em Palmas, estampam-se, num grande painel cerâmico executado pelo painelista DJ Oliveira, o drama vivido pelos nove reféns na Chacina Oficial de 1919. Nele se veem os pés dos mártires na presilha de madeira do tronco e a cavalaria da milícia goiana. A construção dos painéis seguiu um roteiro e memorial feito pelo então Presidente do Tribunal de Justiça, Des. Marco Villas Boas (veja fotografias no livro O Duro e a Intervenção Federal, Kelps, 2006).

*Abilio Wolney Aires Neto

  • Juiz de Direito titular da 9ª Vara Civel de Goiania.
  • Delegado Adjunto da ABRAME-GO
  • Expositor espírita, ex- Presidente do Núcleo Espirita Casa de Jesus em Anápolis-GO, onde é co-mantenedor com Delnil Batista, o presidente.
  • Co-fundador/mantenedor do Lar de Maria em Dianópolis-TO.
  • Titular da Cadeira 9 da Academia Goiana de Letras, Cadeira 23 do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás -IHGG, Membro da União Brasileira de Escritores-GO e de outras Instituições literárias.
  • Graduando em Jornalismo.
  • Acadêmico de Filosofia e de História.
  • Autor de 15 livros de história regional, poemas, crônicas, 3 de Direito. Em ebook inédito: Cristianismo Espírita.
Abílio Wolney Aires Neto | Foto: Acervo Pessoal

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Ex-presidente do Banco Central: serial killer, assassino de 21 pessoas, foi motorista de sua família

O engenheiro Henrique de Campos Meirelles, às portas de fazer 80 anos (completará no dia 31 de agosto de 2025), decidiu lançar um livro para contar sua história: “Calma Sob Pressão — O Que Aprendi Comandando o Banco de Boston, o Banco Central e o Ministério da Fazenda” (Planeta, 192 páginas). Trata-se de um longo depoimento transformado em livro pelos jornalistas Thomas Traumann (coordenador do projeto), Leandro Loyola e Karla Correia.

Diva, mãe de Meirelles, “filha de um grande comerciante e pecuarista de Anápolis”, era diretora de uma escola. O pai, Hegesipo, nascido em Luziânia, era professor. Os dois se encontraram, se apaixonaram e se casaram.

Em seguida, Diva e Hegesipo Meirelles decidiram mudar para a Cidade de Goiás, então capital do Estado. Ele se formou em Direito no município.

Henrique Meirelles: o engenheiro, que se tornou um craque em economia e foi presidente do Banco Central e ministro da Fazenda, tentou ser presidente da República | Foto: Reprodução

Em busca de melhores condições de vida, Diva e Hegesipo Meirelles optaram por morar em Goiânia, a nova capital do Estado. Corria o ano de 1937.

Dada a formação em Direito, Hegesipo Meirelles foi nomeado para os cargos de diretor da Penitenciária Pública de Goiânia e, depois, secretário de Segurança Pública.

Deposto Getúlio Vargas, em 1945, Hegesipo Meirelles foi nomeado governador interino, “por algumas semanas, até a eleição do novo governador”.

“Goiânia existia, mas minha mãe era de Anápolis e decidiu que eu era deveria nascer lá”, relata Meirelles.

História do serial killer Zé Lourenço

Uma das histórias mais chamativas do livro se contará a seguir. O serial killer José Lourenço “havia sido condenado pelo assassinato de 21 pessoas, mas nos anos 1940 já havia cumprido a maior parte de sua pena”.

Então, o pai de Meirelles decidiu assumir a responsabilidade pela liberdade condicional de Zé Lourenço — a lei facultava que uma autoridade o fizesse. Ao sair da prisão, o serial killer “foi ser o motorista” da família Meirelles.

Dado o racionamento de combustível, faltava gasolina, o que dificultava até mesmo uma viagem curta, entre Goiânia e Anápolis. Porém, como Diva queria dar à luz em Anápolis e, como ela mandava, era preciso achar uma saída.

Então, Zé Lourenço, o serial killer regenerado, “contou que havia estocado gasolina em latas de querosene e as enterrado no quintal”. O combustível foi suficiente e Henrique Meirelles nasceu em Anápolis, em 1945, há 79 anos, logo depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

“Zé Lourenço continuou como motorista de minha família por algum tempo, e depois o meu pai o ajudou a comprar um automóvel para ser taxista. Quando eu era jovem, ainda sem idade para dirigir, era o Zé Lourenço que me levava em seu táxi para os lugares”, conta Meirelles.

Um dia, depois que se tornaram amigos, Meirelles perguntou: “É verdade que você matou 21 pessoas?” O serial killer admitiu: “Sim, senhor”.

Meirelles insistiu: “Mas por quê?” Zé Lourenço redarguiu: “O senhor sabe como é que é, às vezes eu estava em paz, sem problema nenhum, e as pessoas… o sujeito começava a me provocar e eu ficava nervoso… Aí me dava um branco. Quando eu acordava e me dava por mim, tinha um morto deitado no meu pé”.

Henrique Meirelles, o líder estudantil em Goiânia

Que Meirelles é primo do ex-deputado federal Aldo Arantes (também de Anápolis), do Partido Comunista do Brasil, todos sabem. Mas poucos sabem da história do líder estudantil aguerrido e corajoso.

No início da década de 1960, na época de fazer o ensino médio, a família, muito católica, quis enviar o menino Meirelles para o Ateneu Dom Bosco, mas ele preferiu estudar no Lyceu de Goiânia (o livro menciona Lyceu de Goiás).

“O Brasil estava em ebulição e o Lyceu era o centro da agitação política em Goiânia. O movimento estudantil se concentrava no Ensino Médio e não nos diretórios acadêmicos dos cursos universitários, ainda restritos a poucos estudantes. O Lyceu tinha um centro estudantil muito ativo, o Grêmio Literário Félix de Bulhões”, relata Meirelles.

Interessado por política, Meirelles acabou por se tornar subsecretário de Esportes do grêmio, secretário-geral e presidente (eleito com 91% dos votos).

Em 1963, Meirelles foi eleito, pela oposição, presidente da diretoria da União Goiana dos Estudantes Secundaristas. Mas o grupo derrotado, que estava no poder, se recusou a deixar a sede da Uges, nas proximidades do Lago das Rosas, na Avenida Anhanguera, em Goiânia. “Ganhamos mas não levamos”, diz Meirelles.

Os vencedores organizaram uma passeata, na Avenida Anhanguera, cobrando a saída do grupo derrotado da sede da Uges. “Eles ergueram uma barricada de resistência. Eram umas trinta ou quarenta pessoas entrincheiras na sede, cercada de arame farpado, e estavam armados”, anota Meirelles.

Na porta da sede, Meirelles deixou os companheiros para trás e, possivelmente numa tentativa de conciliação, apresentou-se sozinho. “Um estudante que estava na trincheira se levantou e ficou em pé com o revólver na mão, tremendo: ‘Henrique, volta, senão eu te mato’. Com a impetuosidade típica da juventude [tinha 17 ou 18 anos], eu não voltei. Ele deu seis tiros. Felizmente, errou os seis.”

Devido à coragem de Meirelles, um de seus colegas avançou. Levou uma tijolada na cabeça e, mesmo ensanguentado, gritou para os colegas: “Vamos!” Os aliados de Meirelles invadiram a sede da Uges e expulsaram os adversários.

Os perdedores recorreram à Justiça, ganharam a causa e reassumiram a Uges. Para se contrapor ao grupo rival, Meirelles criou a Confederação Goiana dos Estudantes. Uma falha do livro é não esclarecer quais eram as correntes ideológicas que disputavam o comando da liderança estudantil. Tudo indica que, mais à direita, Meirelles enfrentava uma facção de esquerda (do qual fazia parte, por exemplo, o mais tarde sociólogo e prefeito de Goiânia Pedro Wilson Guimarães).

Empolgado com a liderança estudantil, Meirelles viajava pelo interior e chegou a liderar “um movimento pela redução do preço da passagem de ônibus em Goiânia”.

O engenheiro que se tornou banqueiro

A história posterior de Meirelles é mais conhecida. Sob a ditadura civil-militar, .em 1965, Meirelles trocou Goiânia por São Paulo. Ele se formou em Engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, uma das melhores do país.

 Engenheiro que se especializou em mercado financeiro, Meirelles se tornou presidente do Banco de Boston, foi eleito deputado federal por Goiás (era filiado ao PSDB), assumiu a presidência do Banco Central nos dois primeiros governos de Lula da Silva (entre 2003 e 2010) e foi ministro da Fazenda do governo do ex-presidente Michel Temer. Chegou a ser candidato a presidente da República em 2018 pelo MDB (ficou em sexto lugar).