Tocantins
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Walter Ohofugi: estará ele usando a seccional da OAB com fins políticos?[/caption]
Um grupo de advogados, que se autodenomina “OAB Forte”, protocolou na quinta-feira, 17, ofício dirigido ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Tocantins (OAB-TO) cobrando “isenção” e “imparcialidade” política dos dirigentes da entidade. Um dos membros do movimento, Taumaturgo José Rufino Neto, afirmou que o presidente da entidade, Walter Ohofugi, está “usando a OAB para fins políticos”, por isso, foi solicitado que ele veicule nota pública negando a suposta candidatura a cargo público eletivo no pleito de 2018.
No documento, fica evidente o desconforto da advocacia com o envolvimento político de Ohofugi, que se filiou ao PSD nos últimos dias do prazo previsto pela legislação para as eleições de outubro, levantando a hipótese de que pode ser candidato na eleição deste ano. A preocupação do referido movimento é de preservar a imagem da Ordem nesse processo eleitoral, reforçando a imparcialidade e a isenção da instituição.
“A OAB é maior que qualquer presidente, conselheiro ou advogado e, exatamente por isso, deve pairar soberana sobre todas as questões político-partidárias, assumindo sempre a postura de defensora intransigente do direito e das garantias individuais”, traz a nota.
O Movimento OAB Forte não “questiona a legitimidade e liberdade, mas a notícia da referida filiação circulou e ainda repercute, acompanhada de muitas especulações acerca de possível candidatura de Vossa Excelência (Walter Ohofugi) a cargo eletivo nas eleições próximas, por força das próprias declarações que lhes são atribuídas” em veículo de comunicação do Estado.
Em resposta, o secretário-geral da OAB-TO, Célio Henrique Magalhães Rocha, declarou que não há “cabimento” em uma manifestação nesse sentido. Segundo ele, a atual gestão está “revolucionando” a instituição.
“A nossa administração colocou as finanças em dia, está construindo subseções novas, dotou a Procuradoria de Prerrogativas de instrumento, profissionalismo e pessoal e resgatou a imagem pública da Ordem.”
Para o secretário, esse tipo de “suposta pressão” que alguns advogados estão fazendo “é mais um factóide ligado a um grupo que quer o poder na OAB e que foi derrotado em 2015, por mais de dez pontos porcentuais de diferença”.
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Vicentinho Neto: ganha apoio do PV para disputa ao mandato-tampão[/caption]
Os aliados de Marcelo Miranda (MDB) relutaram até o último minuto. Não queriam apoiar nenhum candidato nas eleições suplementares para o governo, sob pena de reconhecer que estaria perdida a causa junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele retornasse ao cargo.
Contudo, após a decisão do ministro Gilmar Mendes, na quarta-feira, 16, que negou o pedido liminar interposto por Miranda para reassumir o Palácio Araguaia, o Partido Verde (PV), aliado de primeira hora, decidiu declarar apoio ao candidato da coligação A Vez dos Tocantinenses, Vicentinho Alves (PR), a governador na eleição suplementar do dia 3 de junho.
Discussão
O anúncio ocorreu durante a reunião da diretoria executiva do PV, na sede do partido em Palmas. Após a divulgação das eleições suplementares pelo TRE, a sigla chegou a admitir discussão e tendência pró-Vicentinho, mas, posteriormente, negou a declaração de apoio. As articulações foram intensas nos últimos dias, já que a senadora Kátia Abreu (PDT) também era vista como uma possibilidade por segmentos pevistas.
Já o MDB, por seu presidente regional, Derval de Paiva, disse que o partido também se posicionaria, entretanto, queda-se inerte até a presente data. Inobstante a isso, sem esperar a decisão da executiva, alguns prefeitos do partido e os quatro deputados estaduais da legenda já estão na campanha de Vicentinho há, pelo menos, duas semanas.
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Kátia Abreu: prefeito Joaquim Maia, de Porto Nacional, está com ela[/caption]
A candidata a governadora da coligação Reconstruindo o Tocantins, Kátia Abreu (PDT), também vem arregimentando apoios às suas propostas. Na terça-feira, 15, em Porto Nacional, ela conquistou o apoio do prefeito Joaquim Maia, único pevisto a não acompanhar Claudia Lelis, em razão das rivalidades locais.
A pedetista se comprometeu a construir uma nova ponte no município e duplicar as estradas até Paraíso do Tocantins, passando por Palmas. O recapeamento e pavimentação de todas as ruas da cidade também foi tema do discurso da candidata a governadora.
“Joaquim Maia, tenha a certeza de que você não terminará seu mandato sem que esta cidade esteja inteiramente asfaltada e recapeada”, assegurou Kátia Abreu, que disse que, na condição de ministra da Agricultura, foi a responsável pelo decreto que vai garantir investimentos e mais desenvolvimento para o Matopiba.
Coisa séria
“Vocês terão a primeira governadora mulher do Tocantins. Governar o Tocantins é coisa muito séria e precisa de um projeto com começo, meio e fim. Estou há um ano construindo este projeto e vou realizar o sonho de desenvolver o Estado e construir uma vida melhor para a nossa gente”, acrescentou.
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Mauro Carlesse: apoio dos tucanos[/caption]
Já o governador interino e candidato ao cargo, Mauro Carlesse (PHS), conseguiu apoios de peso na região Sul do Estado, especialmente em Araguaçu, Figueirópolis, Alvorada e Formoso do Araguaia. Nesta última, ele participou da cavalgada e festa de abertura da exposição agropecuária, acompanhado de prefeitos da região, do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB), do ex-deputado federal Hudson Bandeira, líderes locais e populares.
Já em Figueirópolis, Carlesse recebeu o apoio de vereadores locais, além de outras lideranças de expressão da cidade. Nos pronunciamentos, a palavra foi esperança com a continuidade de Carlesse no governo e a chegada dos benefícios para o município. Depois, o candidato visitou Alvorada, onde, acompanhado do prefeito, prestigiou um evento privado e revelou: “Terminamos o dia com o apoio de mais três prefeitos do Sul [Paulo Antônio, de Alvorada; Kinca Nunes, de Araguaçu; e Zé Augusto, de Peixe, todos do PSDB]. Estou feliz e firme no propósito de devolver o Tocantins aos homens e mulheres de bem”, finalizou Carlesse.
Na região Norte, Carlesse se fortaleceu muito após receber o apoio do prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas. Ao lado dos maiores adversários políticos locais [deputados Valderez Castelo Branco (PP) e Olyntho Neto (PSDB), os deputados federais Lázaro Botelho (PP) e César Halum (PRB) e também o ex-prefeito e oponente na eleição de 2008, Valuar Barros], Dimas confirmou que vai trabalhar pela eleição do governador interino.
Em entrevista coletiva, Dimas justificou o apoio com o municipalismo de Carlesse. “Quando ele fala que vai fazer um governo municipalista demonstra sua boa vontade e há verdade em suas palavras”, diz acreditar Dimas.
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Márlon Reis: candidato da Rede contra a baixaria na campanha[/caption]
Candidato ao governo nas eleições suplementares, Márlon Reis (Rede) reuniu-se com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Marco Villas Boas, na quarta-feira, 16, quando entregou um ofício solicitando o máximo rigor no combate a quem cria e a quem dissemina fake news (notícias falsas) contra candidatos desta eleição. Ele propôs a criação de um comitê na corte para analisar crimes cometidos pela divulgação de notícias falsas contra candidatos.
“Essa é a prática de quem não quer avançar no processo democrático. De quem ainda joga usando dos artifícios mais baixos para ludibriar o eleitor. A mudança que propomos começa também no processo eleitoral, exigindo respeito aos candidatos e suas famílias. Exigindo que haja uma eleição limpa, sem ataques. A população está cansada dessa prática da velha política nas eleições e quer mudar”, afirmou.
Segundo o candidato da Rede, ele vem sendo vítima de inúmeros ataques de campanhas adversárias, que vêm divulgando reportagens mentirosas contra ele. “Definitivamente, isso tem que acabar. Usar de mentiras para atacar um adversário é um jogo sujo que a população não quer mais ver na eleição. Por isso estamos lançando a campanha limpa. Para cada ataque que fizerem contra nós, responderemos com uma proposta. É esse o novo jeito de fazer política. Não vamos entrar no jogo sujo, estamos fazendo uma campanha do bem, uma campanha limpa”, reforçou Márlon Reis.
Na quarta-feira, 16, o governador interino Mauro Carlesse (PHS) disse que vai analisar as demandas das comunidades residentes no setor Norte da capital, após participar de reunião da sede da Federação das Associações Comunitárias de Moradores do Tocantins. Os moradores reivindicam a continuidade das obras da Avenida NS-15 e a construção de infraestrutura na ALC-33, no entorno do condomínio Parque da Praia, já concluído, e que vai beneficiar centenas de famílias. A via pública facilitará o acesso da população à região central da cidade e às universidades. “Entendemos que se trata de uma via de extrema importância para a capital e merece a nossa atenção. Já acionamos nossos técnicos e também a empreiteira, para que possamos reiniciar a obra o mais rápido possível”, pontuou o governador.
Carlos Amastha e Kátia Abreu estavam na mesma situação quanto a prazo de desincompatibilização para a eleição suplementar, mas só a candidatura dele foi vetada
Em suma, é grande o “balaio de gatos” nesta eleição, curta por natureza e disputada como nunca. O PSDB do senador Ataídes Oliveira, inclusive ele, quer ficar com Vicentinho (PR), mas os deputados estaduais (Olyntho Neto e Luana Ribeiro) optaram por Carlesse (PHS) e têm arrastado prefeitos. O MDB de Marcelo Miranda também ensaiou ir para o lado de Vicentinho, mas o grupo – como sempre – não é coeso e algumas figuras de proa do partido, ainda relutam. O PV de Claudia Lelis quer Vicentinho, mas um líder exponencial da sigla, o prefeito de Porto Nacional, Joaquim Maia, não quer nem pensar na hipótese de se aliar ao inimigo histórico. Segundo pessoas próximas, Maia faz sinal da cruz quando o assunto é abordado e prefere apoiar a pedetista Kátia. Até mesmo o histórico aliado, quem diria(?), o DEM de Siqueira Campos e da deputada federal Professora Dorinha, não apostou suas fichas na candidatura do senador Vicentinho, optando pelo governador interino, Mauro Carlesse. O prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, que recentemente se desfiliou do PR, também rejeita declaradamente o candidato republicano e entende que Carlesse é a melhor opção nesse momento. Em suma, muitos outros apoios, antes considerados como certos pelo candidato Vicentinho, vão “pular fora do barco” até o dia da eleição. É que, corre à boca pequena, nos bastidores da política e, também, por intermédio de áudios em grupos do aplicativo WhatsApp –, que tanto após as eleições de 2010 (que o elegeu a senador e seu filho Vicentinho JR à Câmara Federal), quanto após o pleito de 2014 (que reelegeu Vicentinho JR), o republicano não cumpriu os compromissos de campanha que assumiu junto aos correligionários. Ao contrário, foge deles como o diabo da cruz. Desse modo, os apoios vão minguando a cada dia.
Vice na chapa do governador para a eleição suplementar, deputado afirma que a história do Tocantins passa pela continuação do ex-presidente da Assembleia Legislativa à frente do Palácio Araguaia
O Ministro do STF demorou 21 dias para analisar o pedido do emedebista
No mesmo dia, a Corte Eleitoral permitiu que Vicentinho Alves seja candidato
Com o discurso de combate à corrupção, procurador da República afirma que sua candidatura a governador na eleição suplementar nasce do desejo de tocantinenses que anseiam por mudanças
Na quarta-feira, 9, o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO) deferiu, por unanimidade, a requisição de forças federais ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir a segurança nas terras indígenas situadas na 23ª ZE de Pedro Afonso, 32ª ZE de Goiatins e 5ª ZE de Miracema. As solicitações partiram dos juízes eleitorais das referidas zonas eleitorais, considerando a realização das eleições suplementares, no dia 3 de junho. Em Pedro Afonso (23ª ZE), por exemplo, a equipe de segurança deverá atuar na aldeia indígena Lajeado, que é sede do local de votação Escola Indígena Wakrero Kâtopkuze, onde funcionará a seção eleitoral n.º 104, com um total de 52 eleitores. Na Aldeia Lajeado também votam os povos indígenas das aldeias Santo Antônio, Olho D'água e São José. O apoio das Forças Armadas para garantir a lei e a ordem durante as eleições está previsto no Código Eleitoral: “Compete, privativamente, ao Tribunal Superior requisitar a força federal necessária ao cumprimento da lei, de suas próprias decisões, ou das decisões que os Tribunais Regionais que o solicitarem, e para garantir a votação e a apuração”. Segundo Resolução TSE nº 21.843/2004, os Tribunais Regionais Eleitorais deverão encaminhar ao TSE as relações das localidades onde se faz necessária a presença de tropas federais. Esses pedidos, além de conterem a justificativa, deverão ser apresentados separadamente para cada zona eleitoral, com indicação do endereço e do nome do juiz eleitoral a quem o efetivo da Força Federal deverá se apresentar.
O presidente da Associação Tocantinense de Municípios, prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano (PDT), acompanhado de outros prefeitos tocantinenses que serão diretamente beneficiados com a construção das BRs 010 e 235, se reuniu na quinta-feira, 10, com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casemiro, durante solenidade de assinatura da autorização para a contratação de obras de pavimentação dessas rodovias federais em solo tocantinense. Com a autorização assinada, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) dará início ao processo licitatório das obras de pavimentação. No trecho da BR-010, entre os municípios de Aparecida do Rio Negro e Santa Maria do Tocantins, serão pavimentados 168,7 km de estradas, bem como a construção de ponte sobre o Rio Perdido, na divisa do Tocantins com Goiás. Além disso, serão pavimentados 69 km de estradas pertencentes a BR 235, entre a divisa Maranhão/Tocantins e as proximidades do município de Centenário. O ministro elencou os próximos passos a serem dados para que as obras sejam iniciadas. “Esse ato autorizou a nossa superintendência no Tocantins para fazer o processo licitatório de início das obras. O projeto já está pronto, e vamos colocar o edital na praça. Posteriormente, receberemos as propostas e assinaremos os contratos”, disse. Casimiro ordenou que a construção da ponte sobre o Rio Perdido seja a primeira obra ser iniciada. “Já trará benefícios imediatos à população”, disse, ao enfatizar que as eleições presidenciais de 2018 não afetarão o ritmo das obras. “Recursos de bancada, logo serão colocadas nas devidas rubricas”, antecipou.
Na sessão ordinária realizada na quinta-feira, 10, os vereadores da bancada de oposição apontaram problemas de diversos setores da capital e solicitaram a atenção do Executivo, em especial em demandas por serviços na área da infraestrutura. O vereador Milton Neris (PP) destacou dívidas deixadas pelo ex-gestor Carlos Amastha (PSB) e cobrou um posicionamento da prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB). “A cidade está um caos, mato está tomando conta da cidade inteira”, apontou. “Acho que essa Casa não tem sido ouvida pela prefeita, ela pode achar que o parlamento não tem serventia, mas estamos apenas alertando o que está acontecendo no município. Dívidas e mais dívidas herdadas e a prefeita não veio a público para se posicionar. Hoje estive na Secretaria de Infraestrutura e o maquinário está parado por falta de pagamento e a prefeita não se manifesta sobre o assunto”, contou Neris. O vereador Filipe Fernandes (PSDC) também destacou que já foram solicitadas informações a respeito de dívidas da gestão. “Já solicitamos que a Secretaria de Finanças repasse essas informações, inclusive pedimos o apoio ao Ministério Público de Contas que faça o pedido à gestão”, pontuou o parlamentar. A necessidade de posicionamento do Executivo também foi destacada pelo vereador Leo Barbosa (SD). “Que a prefeita venha a sentar na cadeira e trabalhar, mostrar a que veio", ressaltou. Neris relatou que os presidentes das quadras 403, 405, 407, 409, 605 e 607 Norte e o presidente do Sonho Meu, juntamente com os representantes do Conselho Municipal das Associações de Moradores e Entidades Comunitárias de Palmas (Comam), foram até a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos na tentativa de se reunirem com o secretário da Pasta, Rafael Marcolino de Souza, mas foram impedidos de entrar. O pepista não poupou críticas. "Eles são credenciados pelo povo, os presidentes de bairro não ganham nada pelo seu serviço, eles largam trabalho e suas famílias para ir lá na secretaria obter uma resposta e o secretário não dá, isso é vergonhoso", afirmou. Além disso, o oposicionista disse que o secretário é "laranja" de Luiz Teixeira, ex-secretário de Saúde e ligado ao grupo de Amastha, e representa o ex-prefeito dentro da atual administração. "Luiz Teixeira é um iluminado, ele ganha R$ 25 mil em um cargo que só paga R$ 9.600,00 para qualquer ser normal. Ele não assina nenhum documento por medo de sujar o CPF e perder o cargo e o hospital dele, daí colocaram um laranja (Rafael Marcolino de Souza) nomeado pela prefeita recentemente. A Cinthia deveria mandar o Luiz embora porque o mínimo que um secretário deve fazer é dar respostas ao povo, porque dar respostas é obrigação, até mesmo se disser que não vai fazer, mas tem que dizer algo", bateu duramente Milton Neris.

