Mundo
A mídia local informou que o governo iraniano pretende reagir de maneira proporcional
Kathleen Hennings celebrou seu aniversário com um copo de cerveja ao lado dos amigos
Grupo tenta vandalizar carro de emissora acreditando que jornalista era policial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso por videoconferência na cúpula dos Brics em Kazan, Rússia, nesta quarta-feira, 23, voltou a defender a criação de uma “moeda comum” para transações comerciais entre os países do bloco. Lula destacou que o objetivo não é substituir as moedas nacionais, mas criar meios de pagamento alternativos que reflitam uma nova ordem financeira multipolar. O presidente participaria presencialmente do evento, mas cancelou a viagem após sofrer um sofrer uma queda e bater a nuca, onde precisou levar cinco pontos.
Durante seu discurso, Lula sublinhou a necessidade de mudanças estruturais no sistema financeiro global, argumentando que é preciso avançar na construção de mecanismos que garantam maior independência econômica para os países emergentes. “Agora é chegada a hora de avançar na criação de meios de pagamento alternativos para transações entre nossos países”, afirmou. Para ele, essa mudança seria fundamental para fortalecer a multipolaridade que o Brics defende no cenário mundial.
O papel de Dilma Rousseff no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB)
Lula aproveitou seu discurso para elogiar a atuação de Dilma Rousseff à frente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como o Banco dos Brics. Ele destacou o papel da ex-presidente na expansão das linhas de crédito da instituição, que já financia quase 100 projetos, totalizando US$ 33 bilhões. Segundo Lula, o NDB é essencial para a infraestrutura necessária ao desenvolvimento das economias emergentes do grupo.
Dilma Rousseff também participou da cúpula e criticou o uso do dólar como moeda dominante no comércio internacional. Em seu discurso, ela acusou os Estados Unidos de utilizarem a moeda como uma ferramenta política, aplicando sanções que isolam empresas do Sul Global e favorecem a competitividade das companhias americanas. De acordo com Dilma, é urgente que o Brics desenvolva instrumentos financeiros que não dependam da moeda americana.
Segundo Dilma, a ordem mundial deve ser refletida também no sistema financeiro e não se pode deixar que a economia continue financiando o mundo desenvolvido de forma desequilibrada. Seu posicionamento reforçou o discurso de Lula, que apontou o fluxo financeiro desigual entre países ricos e emergentes, comparando-o a um "Plano Marshall às avessas".
O desafio da moeda comum
A proposta de uma moeda comum entre os países do Brics não é nova. Desde agosto do ano passado, os líderes do bloco discutem a possibilidade de criar um meio de pagamento unificado para facilitar o comércio entre seus membros e reduzir a dependência do dólar. Entretanto, até o momento, o debate não resultou em uma definição concreta. Lula, no entanto, reforçou que a discussão precisa avançar, especialmente diante das dificuldades econômicas que muitos dos países membros enfrentam no cenário global.
Expansão do Brics: novos membros reforçam o bloco
Outro ponto central da cúpula foi a aprovação do convite de 13 novos países ao Brics. Entre os possíveis novos integrantes estão Turquia, Indonésia, Argélia, Belarus, Cuba, Bolívia, Malásia, Uzbequistão, Cazaquistão, Tailândia, Vietnã, Nigéria e Uganda.
A presidência russa, que este ano tem a responsabilidade de coordenar o bloco, ficará responsável por convidar esses novos membros. Para Dilma Rousseff, essa expansão é uma das principais prioridades do NDB, que se posiciona como uma plataforma de cooperação entre os países do Sul Global. Ela afirma que a ampliação do grupo trará ainda mais relevância ao Brics no cenário internacional, fortalecendo sua capacidade de enfrentar desafios comuns, como a desigualdade financeira e o desenvolvimento sustentável.
Leia também:
Em discurso no Brics, Lula critica guerras e pede taxação de ‘super-ricos’
Os novos convidados serão consultados sobre desejo de integrar o bloco como Estados Parceiros
16ª reunião da cúpula acontece em Kazan, na Rússia
Gravação mostra Hamas preparando fuga enquanto Gaza enfrenta escassez de recursos
Votação foi marcada por acusações de interferência externa e compra de votos
Yahya Sinwar foi morto por Israel nesta quinta-feira, 17, e o conflito poderia chegar a um fim
Nova tecnologia capta e interpreta sonhos durante o sono profundo
Sinwar foi morto em um confronto terrestre em Gaza, onde três membros do Hamas também morreram
Prática perigosa pode levar a graves complicações cerebrais e até convulsões fatais, alertam especialistaS
Imagens circulam nas redes mostrando restos de álcool, alumínio, velas e pós brancos
Invasão ocorreu em maio, e, segundo a empresa, não há evidências de que as contas dos usuários tenham sido hackeadas por meio de falhas em seus sistemas
Ex-presidente da Bolívia teria engravidado vítima de 15 anos em 2015

