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Sérgio Abranches diz que as ruas e o Judiciário não têm como superar a crise política do Brasil

Os políticos criaram a crise e agora têm a obrigação de resolvê-la. Mas, para superá-la, é preciso despolarizar. Lula da Silva está polarizando e impede qualquer entendimento

Os tempos são sombrios mas a democracia pede tolerância e respeito à divergência

Ao final, Lula vai se arrepender de ter caído nas mãos de Teori Zavascki, que é um magistrado correto, duro e infenso a controle político

Veja, Época e IstoÉ dão um verdadeiro “banho” nos jornais Folha de S. Paulo, Estadão e O Globo

capasPor que as revistas “Veja”, “Época” e “IstoÉ” dão um banho nos jornais “Folha de S. Paulo”, “Estadão” e “O Globo”, que estão mais repercutindo do que publicando fatos novos sobre a Operação Lava Jato? Porque investem em repórteres investigativos de qualidade. Porque publicam reportagens mais bem elaboradas. Porque, com a internet, os jornais estão se perdendo no mundo do factual. Na luta para conquistar as mentes dos leitores, cada vez mais dispersivos — dado o volume de informações na internet —, os jornais estão priorizando a cobertura factual e, ao mesmo tempo, publicando matérias de comportamento (que dão acesso, é fato), mas esquecendo as “notícias quentes”. Pode-se acrescentar um quarto fator: porque têm mais coragem. Parte da imprensa nacional, por causa do volume de processos que são movidos por políticos e empresários, está cada vez mais cautelosa e amedrontada.

Revistas Veja e Época ignoram que Aécio Neves pode se tornar o “Lula do PSDB”

Cobertura das revistas dos grupos Abril e Globo amacia quando o assunto são denúncias contra o senador Aécio Neves, de Minas Gerais

Fernando Molica lança romance sobre o Brasil contemporâneo

46134298O jornalista e escritor Fernando Molica, prosador de alta voltagem, lança o romance “Uma Selfie Com Lênin” (Record, 112 páginas). Release da editora afirma que “ele cria personagem que reflete sobre os dilemas éticos, políticos e amorosos no Brasil contemporâneo”.

Câncer mata Cruyff, o maior jogador de futebol da história da Holanda

Johan Cruyff não deu o título aos holandeses, mas foi o principal jogador da Copa do Mundo de 1974

Susana Vieira, de 73 anos, mostra foto de biquíni e exibe corpão que provoca inveja em muita mulher

A atriz da TV Globo é dessas mulheres que fazem o que pregam, e não, como certas feministas, das que pregam o que não fazem

Tribunal de Justiça manda Paulo Henrique Amorim pagar 50 mil reais a Merval Pereira

O TJ do Rio de Janeiro manteve a condenação do editor do blog Conversa Afiada, que chamou o profissional da Globo de “jornalista bandido”

O Popular divulga que será publicado no formato berliner mas continua um jornal sem opinião própria

O “Pop” vai publicar artigos de medalhões que saem em vários jornais do país. Pode ficar com a cara de “depósito” do material das agências de notícias e de outras publicações e perder sua identidade

Cobertura das revistas Veja e Época amacia quando o assunto são denúncias contra Aécio Neves

Mas Época é um pouco mais incisiva e reveladora sobre a conta de Aécio Neves e de sua mãe no paraíso fiscal de Liechtenstein

Despertar das classes médias, fortalecendo as instituições, é o grande fato das manifestações de rua

Os indivíduos que foram e estão indo às ruas não estão defendendo partidos e políticos, e sim a necessidade de se salvaguardar as instituições

Primeira edição de Mein Kampf saiu no Brasil em 1934 e se tornou best seller

[caption id="attachment_61552" align="alignright" width="288"]livro_main kunpf Em português, este é o livro que mais explica Mein Kampf[/caption] Enquanto o país perde tempo discutindo se deve publicar ou não a obra “Mein Kampf” (“Minha Luta”), de Adolf Hitler, a Nova Fronteira relança a segunda edição do excelente “Mein Kampf: A História do Livro” (227 páginas, tradução de Clóvis Marques), do jornalista francês Antoine Vitkine. A maioria dos historiadores trata a “Bíblia Názi” de maneira episódica, apesar de realçar que se trata de um documento histórico fundamental. Vitkine, pelo contrário, examina-a detalhadamente Vitkine mostra que a maioria dos políticos do período em que foi lançado “Mein Kampf”, em 1925, e mesmo depois da ascensão de Hitler ao poder, em 1933, não soube avaliar o livro com exatidão, não teve a percepção necessária para entender que se tratava de um guia para a ação política e governamental. Winston Churchill, pelo contrário, entendeu muito bem o projeto de poder que o trabalho do nazista delineava, mas não era um homem ainda tão poderoso. É provável que, se os estadistas do período tivessem lido o livro com a devida atenção, sem subestimá-lo, Hitler poderia ter sido contido. Várias pessoas alertaram, mas os homens de Estado avaliaram mal ou de maneira equivocada o projeto que havia sido delineado em “Mein Kampf”. Vitkine revela que Hitler chegou a proibir a publicação de “Minha Luta” na França, porque a obra contava o que, uma vez no poder, pretendia fazer com o país. Proibir “Mein Kampf”, alegando que é um livro que prega o mal, é subestimar os leitores e, sobretudo, esconder ideias de um documento histórico fundamental para se entender aquilo que se rejeita. Vitkine conta que o próprio Hitler, admitindo que “Mein Kampf” era um livro revelador do que pensava pôr em prática, chegou a censurar edições populares. Os magistrados brasileiros deveriam ler a obra do jornalista. A primeira tradução de “Minha Luta” saiu no Brasil em 1934, nove anos depois de ter sido publicado na Alemanha. “Imediatamente”, escreve Vitkine, “obtém grande sucesso, alcançando nada menos que três edições” na “década de 1930”. Oitenta e dois anos depois, um juiz do Rio de Janeiro decidiu proibir a publicação do livro no Brasil. Parece brincadeira de criança, ou melhor, o magistrado quer tratar o leitor como se fosse criança, como se as ideias de “Mein Kampf fossem, tantos livros publicados depois do fim da Segunda Guerra Mundial — de Ian Kershaw, Antony Beevor, Richard Evans, Richard Overy, Max Hastings —, uma coisa secreta e proibida. É preciso publicar e discutir aquilo que se quer e se precisa combater. Ideias “escondidas” servem apenas a seitas perigosas. Ideias “públicas”, por mais perigosas que sejam, são mais “inofensivas”.

Versátil lança em DVD três documentários sobre Simone de Beauvoir

[caption id="attachment_61553" align="alignleft" width="214"]livro_simone Simone de Beauvoir, escritora francesa, foi a grande feminista do século 20[/caption] Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre não se interessavam muito por caráter. Eram “heróis” complexos, que mudavam de posição de acordo seus próprios interesses e novas ideias. Os dois, notadamente Sartre, foram apaixonados pelo stalinismo, mas, em 1968, conseguiram se apresentar como libertários. Mas o casal, pelas ideias, livros e comportamento, mais este, é sempre interessável. Simone de Beauvoir, comparada a Sartre, é subestimada, embora seja uma prosadora de mais qualidade do que o filósofo (Paulo Francis gostava de contar que Sartre tentou visitar Heidegger, mas foi dissuadido pelo secretário do alemão: “Ele não recebe jornalistas”). No momento em que Lula da Silva ataca as mulheres e feministas, notadamente as do PT, vale a pena ver “Simone de Beauvoir e o Feminismo”, lançado pela Versátil. São três documentários com entrevistas da escritora: “Uma Mulher Atual”, de Dominique Gross; “Por que Sou Feminista”, de Jean-Louis Servan-Schreiber; e “Simone de Beauvoir Fala”, de Wilfrid Lemoine.

Objetiva lança livro de ensaios do historiador britânico Tony Judt

46134197Tony Judt era um historiador-filósofo, por assim dizer. Seus livros são de história, mas contém uma reflexão de filósofo. Nos ensaios, a combinação do historiador com formação filosófica aparece com mais força. A Editora Objetiva manda para as livrarias “Quando os Fatos Mudam — Ensaios: 1995-2010”. O scholar britânico morreu em decorrência de esclerose lateral amiotrófica.

O ex-presidente Lula da Silva sugere que é o chefe de reportagem da revista CartaCapital

O ex-presidente ligou para Jaques Wagner e disse que havia dito a Mino Carta para escrever artigo atacando Sergio Moro. Pouco depois, a revista publicou dois artigos criticando o juiz e a Polícia Federal