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Leia trecho de romance de Olga Tokarczuk, que ganhou o Nobel de Literatura

A escritora é formada em Psicologia e é romancista, poeta e ensaísta. Ela tem 57 anos

CNN Brasil contrata jornalista da Record e confirma acordo com primeira TV por assinatura

Canal ainda não divulgou data de estreia, mas estará disponível para assinantes da Claro e também poderá ser assistido em tablets, celulares e computadores

… e o Prêmio Nobel de Literatura “não” vai para Cormac McCarthy e Margaret Atwood

Será a vez de um africano ou de um asiático? Será a vez de um latino-americano? Pode celebrar Lobo Antunes ou Joyce Carol Oates? Só a Academia Sueca sabe

Rádios do grupo Bandeirantes adotam microfone rosa em alerta sobre câncer de mama

Além da troca de cor, grupo traz desde a última semana boletins informativos sobre a doença

Programa Roda de Entrevista, da TBC, será reformulado com assessoria da TV Cultura

A reformulação parte da proposta da atual gestão da Agência Brasil Central, que busca inovar e integrar ainda mais a programação local com a da TV Cultura [caption id="attachment_213990" align="alignnone" width="620"] Programa está no ar há 16 anos puxando para debate assuntos de interesse público e do público goiano, de forma geral | Foto: Reprodução[/caption] O Programa Roda de Entrevista, da TV Brasil Central, será reformulado pela direção da emissora, e com assessoria da TV Cultura na construção do novo cenário, concepção de roteiro e alinhamento com Roda Viva nacional. Para isso, o programa ficará fora do ar por algum tempo. A reformulação parte da proposta da atual gestão da Agência Brasil Central (ABC), que busca inovar e integrar ainda mais a programação local com a da TV Cultura. Ele é considerado um dos mais importantes programas da grade da TBC e carrega a força e a amplitude de estar há 16 anos no ar. O programa aborda assuntos pertinentes e vigorosos da pauta política, ambiental, comportamental, econômica e até mesmo factual, gerando um considerável retorno à TBC na repercussão desses assuntos, que trazem ampliam também as discussões de interesse público e do público goiano. A atual direção da ABC informa que "o programa que substituirá o Roda de Entrevista deverá revigorar a grade da programação, com muito conteúdo e buscando ampliar o espectro de qualidade que caracteriza o trabalho da TBC".

Jô Sampaio lança livro de crônicas e poesias

A poeta e prosadora consegue escrever tanto poesia quanto prosa com rara contenção e delicadeza

Tempestade do Supremo contra Janot é mais terrível do que a “ação” do quase-assassino

Jornais levaram Janot e Mendes para as páginas policiais, mas não vão demorar a perceber que são personagens mais de comédia do que de tragédia. Resta rir

Libério Neves, o poeta goiano que os mineiros “sequestraram”

Nascido em Buriti Alegre, o bardo consagrou-se em Minas Gerais. Inspirado pelos concretistas, acabou por seguir mais a poesia de Drummond e João Cabral

Livro sugere que Stálin pode ter sido assassinado por seus aliados

A bibliografia sobre o ditador soviético é extensa. Chega o livro de Michal Kerrigan. Já temos os de Oleg Khlevniuk e Simon Montefiore

O cachorro Jack sumiu por 4 anos e o dono o encontrou a quase mil quilômetros de sua cidade

Jack desapareceu em Ontario, no Canadá, e Mike o achou em Winnipeg, a 846 quilômetros. É belo o encontro entre os dois

Patrícia Poeta vai para o Domingo Espetacular, da Record, diz Leo Dias

O colunista do UOL relata que a apresentadora vai esperar o término de seu contrato com a TV Globo

Demi Moore diz que a mãe vendeu sua virgindade por 500 dólares

A atriz lança autobiografia e relata que foi viciada em cocaína e álcool. E fala de sua obsessão com o peso

Esquerda intelectual patrocina mito da “boa direita” porque ela não ganha eleição

Bolsonaro representa a “má direita”, não exatamente por ser conservador, e sim porque é capaz de derrotar a esquerda e o centro

Ex-espião Snowden sugere que conversar pelo celular é compartilhar segredos com quem não conhecemos

O ex-agente da CIA lança livro no Brasil, garante que não se tornou espião para a Rússia de Vladimir Putin e diz que potências continuam espionando

Demissão coletiva de editores da Época abre discussão sobre limites do jornalismo

Reportagem sobre a mulher de Eduardo Bolsonaro derruba Daniela Pinheiro, Plínio Fraga e Marcelo Fraga. A equipe foi repreendida, publicamente, pelo Grupo Globo Há uma frase famosa da jornalista Janet Malcolm, da revista “New Yorker”: “Qualquer jornalista que não seja demasiado obtuso ou cheio de si para perceber o que está acontecendo sabe que o que ele faz é moralmente indefensável”. Está no livro “O Jornalista e o Assassino” (Companhia das Letras, 176 páginas, tradução de Tomás Rosa Bueno). O que é o jornalismo? Talvez possa ser resumido assim: um recorte da realidade que, em geral, é apresentado como a realidade toda pelos jornalistas. Deslocado para cobrir um fato, o repórter aparece, de repente — um corpo estranho —, observa e ouve as pessoas, envolvidas ou não. Em seguida, volta à redação e escreve sua reportagem, como se estivesse apresentando à sociedade a verdade, quer dizer, os fatos. Algumas vezes, os fatos, quando a investigação é mais extensa e precisa, desmentem reportagens que resultam em manchetes espetaculares e geram audiência fenomenais. A Escola Base é o exemplo brasileiro mais conhecido. Fiados em investigações policiais mal alinhavadas e em depoimentos emocionais, jornalistas, alguns deles sérios, “sentenciaram” que, sim, proprietários do colégio haviam cometido abuso contra crianças. Você leu certo: “Sentenciaram”. O jornalismo, de alguma forma, consegue fundir, em determinados textos, a figura do policial, do promotor, do juiz e, claro, do repórter. A história da Escola Base era outra, mas, quando esclarecida, a vida de seus proprietários havia sido destruída. No caso da Escola Base, resta culpar a polícia e uma fonte, digamos, exaltada. Na verdade, a imprensa não pode eximir-se de sua responsabilidade. Há jornais que fizeram mea culpa por terem apoiado a ditadura civil-militar, depois de seu fim, mas nunca assumiram, editorialmente, o erro grave sobre os donos do colégio. O jornalista Emílio Coutinho relata a história do massacre no livro “Escola Base — Onde e Como Estão os Protagonistas do Maior Crime da Imprensa Brasileira” (Editora Flutuante, 136 páginas). Observe que, no lugar de “erro”, o autor escreve “crime”. E crime é, não resta a menor dúvida. Há outro aspecto do jornalismo que é seu caráter invasivo — daí a frase de Janet Malcolm. O repórter é uma figura sedutora, mesmerizante. Ouve os indivíduos, às vezes de maneira detida, e depois publica uma síntese, nem sempre precisa, do que colheu. Há a ressalva de que depoimentos devem ser confrontados, na necessária busca do contraditório, e daí, por vezes, o resultado, a reportagem, não agrada um lado ou os dois lados. Códigos de ética internos são feitos para “regular” os limites do jornalismo. Mas nem sempre são cumpridos. A grande reportagem às vezes surge exatamente do atropelamento das regras de boa conduta. No momento, discute-se a demissão dos editores da revista “Época” — Daniela Pinheiro (diretora de redação), Plínio Fraga (autor de excelente biografia de Tancredo Neves) e Marcelo Coppola. A “Época” nasceu inspirada na “Veja”, seria sua principal concorrente, com a estrutura do Grupo Globo. Mas, mesmo contratando jornalistas consagrados, como Augusto Nunes e Paulo Nogueira, ambos egressos da revista do Grupo Abril, “Época” nunca conseguiu competir de igual para igual com a “Veja”. Tornou-se o SBT (ou TV Record) do impresso: a eterna vice-campeã, superando tão-somente a “IstoÉ”, esta, sempre carente de recursos financeiros e, portanto, de estrutura. Com a chegada de Daniela Pinheiro, a publicação, de cara, “desvejou-se” e “piauizou-se”. Quer dizer, se tornou uma espécie de segunda “Piauí”, com reportagens mais bem elaboradas. Trata-se de uma boa revista, mas perdeu espaço em termos de cobertura semanal. Heloísa Bolsonaro Recentemente, a “Época” publicou a reportagem “O coaching online de Heloísa Bolsonaro: as lições que podem ajudar Eduardo a ser embaixador”, assinada pelo repórter João Paulo Saconi. Deixando de se identificar como repórter, Saconi participou de cinco sessões com a coach e psicóloga Heloísa Wolf Bolsonaro — via webcam. Seu marido, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, ficou irritado e informou que iria processar o repórter e os editores. A revista alegou que não extrapolou os limites éticos do jornalismo. Mas o Conselho Editorial do Grupo Globo manifestou-se contrário à posição da equipe de Daniela Pinheiro. O Grupo Globo admitiu que a revista havia cometido um “erro”. Na sua opinião, Heloísa Bolsonaro não deveria ter sido percebida como “pessoa pública”. Por levar uma vida discreta, sem envolvimento com a atuação do marido, a coach não deveria ter sido exposta, concluiu a cúpula global. O código de ética do Grupo Globo enfatiza: “A privacidade das pessoas será respeitada, especialmente em seu lar e em seu lugar de trabalho. A menos que esteja agindo contra a lei, ninguém será obrigado a participar de reportagens”. Adiante, acrescenta: “Pessoas públicas — celebridades, artistas, políticos, autoridades religiosas, servidores públicos em cargos de direção, atletas e líderes empresariais, entre outros — por definição abdicam em larga medida de seu direito à privacidade. Além disso, aspectos de suas vidas privadas podem ser relevantes para o julgamento de suas vidas públicas e para a definição de suas personalidades e estilos de vida e, por isso, merecem atenção. Cada caso é um caso, e a decisão a respeito, como sempre, deve ser tomada após reflexão, de preferência que envolva o maior número possível de pessoas”. Em si, a reportagem é leve, não é sensacionalista nem tem como objetivo destruir a imagem de Heloísa Bolsonaro; pelo contrário, tornou-a mais conhecida e, certamente, será ainda mais procurada por “alunos”. Mas, a se aceitar as regras do Grupo Globo, foi exposta, sem autorização, desnecessariamente. A decisão do Grupo Globo, ao desautorizar os editores da “Época”, de maneira pública, também expôs os jornalistas. Se pediram demissão, porque não se sentiram amparados, estão corretos. Entretanto, se foram demitidos, pode-se falar em tempestade em copo d’água. O fato poderia até ser motivo para advertência, porém, dado o histórico de seriedade de Daniela Pinheiro, Plínio Fraga e Marcelo Coppola, não para demissão. É provável que, se Heloísa Bolsonaro não fosse a nora do presidente Jair Bolsonaro, o Grupo Globo nem teria se manifestado, aceitando a explicação plausível de seus editores.