Euler de França Belém
Euler de França Belém

Ademir Hamú lança livro de biografias de grandes figuras da Cidade de Goiás

O texto sobre Leolídio Caiado, um dos precursores do ambientalismo no Brasil, vale a obra, que contém biografias de 16 personalidades

O médico, escritor e pesquisador Ademir Hamú lança o livro “De Goyaz a Goiás — Biografias Vilaboenses: Volume 2” (AMS Gráfica e Editora, 566 páginas) na sexta-feira, 8, às 19 horas, no Sesc, na Rua 15, esquina com Rua 19, no Centro, em Goiânia.

O livro contém 16 biografias — Agnelo Arlington Fleury Curado, Armênia Pinto de Souza, Aymoré Netto de Vellasco, Célia Valadão, Joaquim Carvalho Ferreira, Joaquim Edison de Camargo, José Edilberto da Veiga, Josélio Gomes Maranhão, Leolídio Di Ramos Caiado, Maria Ludovico de Almeida e Silva, Maria Luíza Póvoa da Cruz, Neusa Moraes, Octo Marques, Mestra Nhola (Pacífica Josefina de Castro), Regina Célia Damasceno e Sebastião de Barros Abreu (que foi integrante do Partido Comunista Brasileiro — o que mostra a diversidade da pesquisa de Ademir Hamú).

Leão Caiado Filho e Ademir Hamú: responsáveis pela nova edição de livro de Leolídio Caiado | Foto: Divulgação

A edição do livro é caprichada. A obra conta com apresentação de Maria do Rosário Cassimiro, ex-reitora da Universidade Federal e integrante da Academia Goiana de Letras, Miguel Jorge, escritor, e Eurípedes Leôncio, professor de Literatura.

Li a biografia de Leolídio Di Ramos Caiado. De início, fiquei com a impressão de que se tratava de uma hagiografia. Mas não é bem assim. O texto tem qualidade e Ademir Hamú deveria ampliar o texto para uma biografia mais ampla. Leolídio Caiado, o Leco, é um dos primeiros ambientalistas de Goiás — não meramente teórico — e merece ser mais conhecido. O pesquisador lança as bases para uma biografia detalhada de um grande homem — que o Brasil precisa conhecer.

Livro de Leolídio Caiado

Na mesma sexta, no Sesc, será lançado o livro “Expedição Sertaneja Araguaia-Xingu”, de Leolídio Di Ramos Caiado. O livro, de 1952, ganha sua 2ª edição. Trata-se de um documento histórico. Imperdível, portanto.

Trecho do início do livro: “O ilustre civilizador dos sertões, sr. Gal. Cândido Mariano da Silva Rondon, diretor do Conselho Nacional de Proteção aos Índios, que tanto projetou nosso país fora dos limites brasileiros, quer construindo, estoicamente, obras estratégicas e linhas telegráficas, quer realizando demarcações da fronteira com os países confinantes, e ainda, estudando o solo do oeste, desbravando extensas áreas, descobrindo rios, fazendo estradas e pontes, assim como incontáveis conquistas geofísicas, e, no campo das ciências, resolveu, um dia, organizar uma expedição para estudar um rio que não consta do mapa e que seria de suma importância para a conclusão da Carta Geográfica de Mato Grosso”.

Ademir Hamú e Leão Caiado Filho, irmão de Leolídio, são os responsáveis pela reedição do livro. Salvo engano, conheci Leão Caiado na casa de Consuelo Nasser, no Setor Sul. Homem culto — leitor de Fiódor Dostoiévski —, era admirado pela jornalista.

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