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Tribunal da internet: Contente em condenar pessoas públicas por questões privadas

Apontam os dedos para a Iza, por exemplo, sem considerar o quanto pode ser doloroso para uma criança crescer sem pai

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Novo presidente do BC enfrentará tarefa difícil para superar alguns desafios

Primeiramente, ele precisará passar por uma sabatina em um prazo relativamente curto

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Terras ancestrais em jogo. A incansável disputa epistêmica e ontológica

O interesse por trás da proposta de marco temporal reflete um modelo capitalista que prioriza o lucro imediato sobre a sustentabilidade e o respeito pelos direitos humanos

Opinião
Moralismo como ferramenta política: Vanderlan Cardoso é criticado por pautar regulamentação de cigarros eletrônicos

Candidato a prefeito de Goiânia vira alvo por dar seguimento aos ritos da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado

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Não podemos parar de repetir: situação das queimadas é crítica no Brasil

Incêndios florestais batem recorde no Brasil e neblinas de fumaça estão em todo o país

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BRT Norte-Sul é um grande projeto para a mobilidade de Goiânia, mas é mal pensado

O BRT Norte-Sul tem inauguração marcada para o dia 31 de agosto. Nesta semana, o governo de Goiás entregou 60 ônibus que serão usados no percurso, que vai do Terminal Recanto do Bosque, na região Noroeste da capital, até o terminal Isidória, na região Sul. Dez veículos são elétricos e os outros são convencionais a diesel, porém todos têm ar-condicionado.

O sistema de transporte de Goiânia é bem complexo, porque além da capital o sistema atende as cidades da região metropolitana o que amplia rotas e também passageiros. Eu como usuário do transporte coletivo digo com propriedade que o ônibus em Goiânia não é convidativo e não facilita a vida de quem precisa.

O tempo que levo para me deslocar do meu trabalho até a minha casa, às vezes, é o mesmo tempo de fazer o mesmo trajeto a pé. Goiânia caminha para um colapso no trânsito e não vai ser esse transporte que temo aí que vai tirar os carros da rua. A capital tem 1,4 milhão de habitantes e 1,2 milhão de veículos, a maior proporção do país.

O BRT Norte-Sul, apesar de alguns problemas no projeto, foi bem pensado. Existiriam soluções mais baratas e menos danosas ao patrimônio público. Um exemplo prático é a avenida Rebouças e Francisco Morato, em São Paulo. As duas avenidas formam um corredor que liga a Zona Oeste de São Paulo até o Centro. Os ônibus que circulam naquela via são de piso baixo com porta dos dois lados. Os veículos são de diversos tipos, grandes articulados e veículos convencionais. O piso em todo esse trecho é rígido e mais resistente do que o asfalto.

Esse é um modelo barato e não demoraria 10 anos para ficar pronto. Os ônibus que circulam nessa via poderiam atender outras localidades além do Eixo Norte-Sul aumentando a frota de veículos e alimentando outros bairros. Sim, agora o projeto do BRT parece meio burro.

Não existe "bala de prata" para resolver o problema do trânsito e do transporte. Muitas cidade tem um sistema, que pode até ser antigo, mas que funciona e a gestão de Goiânia, nos últimos dez anos não olhou para isso e insistiu em um erro com um projeto caro e que desfigurou a Praça Cívica e a Avenida Goiás.

O que é feito com boa vontade, honestidade e intelgiência já funciona para a população. 

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Gravidez não desejada: Tabu e hipocrisia bloqueiam todos os caminhos possíveis

Precisamos de uma mudança estrutural, onde a educação e a saúde reprodutiva sejam direitos fundamentais e não casos de exceção

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No pós-capitalismo, se você assistir um episódio de Mandalorian a Disney pode “matar” sua esposa

O capitalismo é um sistema que funciona perfeitamente para o que feito: empobrecer 99% da população e beneficiar o 1% que detêm os meios de produção

POLÍTICA
Em um país que elegeu Bolsonaro, a estratégia Marçal funciona? 

Ex-coaching tem adotado uma estratégia agressiva, atacando adversários, desrespeitando as regras dos programas e usando as discussões para gerar conteúdo para suas redes sociais

Kamala Harris: de filha de migrantes à candidata mais forte à Casa Branca

Forte candidata a ser a primeira mulher a comandar os EUA, Kamala disputa com o poderoso Donald Trump

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Silvio Santos se vai, e com ele o poder da TV aberta

Silvio era a cara de uma era da TV que não existe mais. O engajamento, a repercussão, a euforia, para o bem e para o mal, se foram

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Silvio Santos vem aí!

Não vou falar que ele era o maior “case” de sucesso e superação da TV brasileira, porque isso todo mundo já sabe. Quero falar das minhas tardes de domingo com minha família…

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Começa a campanha eleitoral; entenda como o jogo dos candidatos muda

Até aqui, candidatos tentaram criar aparências. Agora, entra em cena o corpo-a-corpo, o debate e os projetos

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Vaza-Jato 2.0: caso Moraes repete os erros de Moro e expõe fragilidade democrática

Revelações causaram alvoroço entre os apoiadores de Bolsonaro, que já esboçam novos pedidos de impeachment

Incêndios e tragédias que geram lucro ao mercado imobiliário

A frequência esporádica e preocupante de incêndios que vem acometendo áreas periféricas de grandes cidades é uma das várias questões brasileiras que não têm tanta luz jogada ou explicações alcançadas sobre essas situações. No final de junho deste ano, um incêndio considerado de grande proporções pelas forças de segurança, atingiu dezenas de residências na comunidade Olaria, no bairro Campo Limpo, em São Paulo. Foram cerca de 1.500 metros quadrados que viraram cinza. Felizmente ninguém ficou ferido. Cerca de 300 famílias foram prejudicadas e traumatizadas.

Em janeiro deste ano, cerca de 1.200 pessoas foram acometidas por um incêndio no bairro Real Parque, localizado no distrito do Morumbi. 320 casas pegaram fogo. A causa do incêndio foi dada como desconhecida. Baseado em informações dos Corpos de Bombeiros de São Paulo, em 2002, na favela próxima do Marginal do Pinheiro, 1.131 famílias também foram vítimas de incêndios. 

Também em janeiro a favela de Coelhos, na Ilha do Leite, localizada no centro de Recife, sofreu com a desgraça das chamas que começaram às sete e meia da manhã. As casas de palafitas carbonizaram rápido. 

O que se repete em casos como esses são a ausência de conclusões investigativas e contextos instáveis no que se refere à direito à moradia e documentação das residências presentes nesses locais. E claro, o interesse de todas áreas serem desocupadas por essas famílias para algum objetivo que não vai a favor dos interesses de empresários e políticos beneficiados por essas decisões. 

Não existe atenção e política pública por parte do Estado destinadas a essas periferias e, por conta da falta de prevenção e melhorias dos gestores, tragédias acabam sendo mais comuns do que deveriam. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), entre o período de 2001 e 2016, as favelas localizadas nas áreas mais valorizadas podem ter até duas vezes mais ser acometidas por incêndios do que bairros que o metro quadrado com valor na média ou abaixo. 

As comunidades se tornaram mais valorizadas após a operação urbana, o estudo revelou um aumento de 80% no risco dessas favelas sofrerem incêndios criminosos. O valor da localização e o aumento dos incêndios existe e não pode ser ignorada. É nítido e cruel a falta de investigação e conclusões em relação a esses casos que beneficiam um setor econômico. Se trata do despejo de famílias vulneráveis socialmente que, segundo o estudo, tem um aumento que não passa por coincidência. 

Em Goiânia, 2005, não houve incêndio, mas houve a remoção violenta e criminosa de 3.000 famílias que ocupavam o bairro Parque Oeste Industrial em Goiânia. A comunidade era chamada Sonho Real. 800 pessoas foram detidas, 16 feridos e três mortos. Só em janeiro de 2020 464 famílias receberam escrituras das casas que ocupam no Residencial Real Conquista, na região Sudoeste da Capital.

Hoje, a área no Parque Oeste Industrial que era ocupada pelos moradores tem prédios residenciais enormes, feitos pelas predadoras construtoras civis. Difícil escrever que a morte é usada como instrumento de mudança nos grandes capitais. Em alguns momentos nítidos como desocupações entre polícia e moradores em conflitam matam, e em outros momentos mais silenciosos, com a falta de investigações e a devida atenção a incêndios em zonas valorizadas pelo mercado imobiliário que coincidentemente assumiram frequência.