O Estado de Goiás está entre os 16 estados onde o Partido dos Trabalhadores (PT) pode lançar uma candidatura para concorrer às eleições municipais. Em muitos estados a escolha do partido foi de apoiar nomes de outras legendas. 

Na cidade de São Paulo, temos o retorno de Marta Suplicy ao PT para concorrer como vice de Guilherme Boulos. É a primeira vez desde 1980 que o partido não está na disputa pela prefeitura da capital paulista. Em três entre os quatro maiores colégios eleitorais do país, o partido também abriu mão de encabeçar as chapas. Além de São Paulo, a mesma decisão foi tomada no Rio de Janeiro e em Salvador.

No ano de 2022, o presidente Luís Inácio Lula da Silva foi eleito no Brasil com um segundo turno surpreendentemente equilibrado. Os votos foram divididos quase meio a meio, sendo 50,9% favorável ao presidente eleito. Entretanto, no Estado de Goiás o cenário é diferente, pois a rejeição a Lula já chegou a quase 60% em Goiânia, de acordo com pesquisa de 2023 feita pelo Instituto Paraná.

Essa movimentação parece mais segura, levando em consideração as mobilizações antipetistas, que ainda tem alguma força. Muitos goianos ainda precisam aprender que existe oposição moderada, uma direita moderada, liberalismo moderado, conservadorismo moderado.

Entretanto, desde as manifestações de 2013, essa longa trajetória de “demonização” do partido se estendeu para argumentos reais e irreais, que ainda confundem parte da população, como a ideologia de gênero e a “mamadeira de piroca”. É preciso compreender que existem outras correntes que se opõem às principais diretrizes do governo Lula, sem precisarem serem pautadas em destruição, eliminação de oposição e ataques violentos.

Apesar do petista ter alcançado a vitória, entre as 27 unidades federativas, ele venceu na soma de votos em apenas 13. E Goiás foi um dos estados onde ele perdeu, o segundo turno finalizou com 41,29% dos votos do estado para o atual presidente e 58,71% para o ex-presidente Bolsonaro.

É provável que novamente a cidade de Goiânia prove a sua preferência pelo conservadorismo. Entretanto, ainda que seja cedo para deduzir ou adivinhar resultados tão distantes, é fato que a cidade de Goiânia já teve três prefeitos do Partido dos Trabalhadores. Confira o histórico:

  • Darci Accorsi

Prefeito de Goiânia entre janeiro de 1993 a dezembro de 1996.

  • Pedro Wilson

Prefeito de Goiânia entre janeiro de 2001 até dezembro de 2004.

  • Paulo Garcia

Prefeito de Goiânia entre abril de 2010 a dezembro de 2012 (assumiu a Prefeitura com a saída de Iris Rezende)

Prefeito de Goiânia entre  janeiro de 2013 a dezembro de 2016, reeleito. 

O nome que representará os petistas em Goiás será a Deputada Federal Delegada Adriana Accorsi, que tem uma jornada na segurança pública e na política, além de resgatar a memória do ex-prefeito Darci Accorsi, seu pai. Caso eleita, seria a primeira mulher a ocupar o cargo na prefeitura de Goiânia.

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