Bastidores

A ressalva é que Wilder Morais têm estrutura: dinheiro, avião, helicóptero. Kajuru só tem votos

Os candidatos do MDB, Daniel Vilela, e do DEM, Ronaldo Caiado, estão escondendo seus vices, Heuler Cruvinel e Lincoln Tejota, não se sabe por quais motivos. Segundo um emedebista, Lincoln Tejota tem sido útil, pois está carregando a maleta de Ronaldo Caiado. Se Ronaldo Caiado for eleito, vai ocupar sua chefia de gabinete. Já o governador José Eliton faz questão de apresentar para sua vice, Raquel Teixeira, e que fale nos eventos. Há a vantagem de a educadora ter conteúdo e experiência política (foi deputada federal por dois mandatos).

Suplente de Lúcia Vania, o presidente da Assembleia Legislativa, José Vitti, ganhou assento cativo no comando da campanha de José Eliton a governador. Ele está sempre presente e é conciliador. José Eliton, Marconi Perillo e Lúcia Vânia aprovam o seu comportamento proativo.

De um caiadista: “O principal ‘marqueteiro’ de Ronaldo Caiado é sua mulher Gracinha Caiado. Ela é inteligente, perceptiva e convenceu o senador a adotar a imagem de ‘Caiadinho paz e amor’”. Na verdade, Ronaldo Caiado tem marqueteiro. Mas ele ouve bastante sua mulher, Gracinha Caiado. Na parte jurídica, só ouve sua filha Anna Vitória, que é uma advogada competente. Portanto, é menos machista do que parece.

O senador Ronaldo Caiado disse que à TBC que não vai participar do debate na segunda-feira, 17. O candidato do DEM a governador pode não comparecer a mais nenhum debate. Ronaldo Caiado, segundo aliados, acredita que pode ganhar no primeiro turno e que a participação nos debates pode prejudicá-lo. Chegaram à conclusão que no primeiro debate, o candidato do MDB, Daniel Vilela, o acuou e o senador não soube escapar das críticas. Seu desempenho foi abaixo da crítica. Aliados de Ronaldo Caiado temem que o candidato seja acossado sobretudo por Daniel Vilela, do MDB, e Kátia Maria, do PT. Eles também não querem que, criticado, o senador perca as estribeiras e, daí, assuste os eleitores.

O jornalista Enzo de Lisita, craque, vai ser o mediador do debate entre os governadoriáveis na Televisão Brasil Central (TBC). Ele, que desmaiou no debate anterior, está bem. Enzo de Lisita, dada sua competência e serenidade, contribui para melhorar os debates.

Adriano do Baldy, candidato a deputado federal pelo grupo do ministro Alexandre Baldy, está trabalhando, em tempo integral, na sua campanha e na de Daniel Vilela. É mais uma prova do engajamento de Alexandre Baldy na campanha do emedebista. Entretanto, como parte da base de Adriano do Baldy apoia o candidato do PSDB a governador, José Eliton, o postulante a deputado trabalha, às vezes, de maneira discreta para Daniel Vilela. Para não contrariar suas bases.

Baldy, Balestra, Sandes, Adriano e Alcides seriam adeptos do Marvan

Marconi Perillo, do PSDB, Lúcia Vânia, do PSB, Vanderlan Cardoso, do PP, e Jorge Kajuru, do PRP, estão embolados na disputa para o Senado. Há um consenso de que uma das vagas deve ficar com Marconi Perillo — dada sua história política e capilaridade eleitoral em todo o Estado. A segunda vaga está sendo disputada, de maneira agressiva, por Lúcia Vânia, Vanderlan Cardoso e Jorge Kajuru. Há uma tendência a subestimar Kajuru, porque não tem estrutura partidária. Numa conversa com um repórter do Jornal Opção, o vereador disse que vai surpreender. “Estou cada vez mais conhecido no interior e vou ganhar a eleição para senador”, afirma. Subestimar o político do PRP pode ser um equívoco, sobretudo porque, embora tenha quase nenhuma estrutura, está empatado com Lúcia Vânia e Vanderlan Cardoso.

Líder do PP frisa que a senadora se comporta como sra. feudal no PSB

Recentemente, em Brasília, um jornalista perguntou ao candidato do PSL a presidente, Jair Bolsonaro: “Quem é seu principal representante em Goiás?” Bolsonaro respondeu na bucha, em questão de segundos: “O Delegado Waldir”. Mais alguém? Ele reafirmou: “O Delegado Waldir”. Waldir Soares e Bolsonaro, ambos deputados federais, se tornaram carne e unha em Brasília. Eles se fortalecem em Goiás. Na bolsa de apostas, o que mais se fala é que o delegado tende a ser o mais bem votado na eleição de 7 de outubro, daqui a menos de 30 dias, do que qualquer outro candidato.

O candidato a governador não vai revelar seu voto, mas, para agradar Lívio Luciano e José Nelto, sugere apoio a Álvaro Dias

Frederico Bispo, candidato a deputado estadual, mudou de malas, bagagens e eleitores para a companha de Daniel Vilela. “Encontrei apoio e parceria ao lado do candidato do MDB a governador.” O integrante do Patriota conta com apoio de setores da Igreja Quadrangular. O presidente do MDB de Anápolis, Márcio Corrêa, aposta na vitória de Frederico Bispo. Este deve apoiar aquele para prefeito do município, em 2020. Frederico Bispo afirma que os principais líderes do PSDB o deixaram na chapada. “Quem quer apoio precisa pensar também em apoiar”, frisa. “O MDB de Daniel Vilela e Márcio Corrêa me tirou da chapada.”

Santana Gomes apoia Flávia Morais (PDT) para deputada federal. Mas, para governador e senador, fica mesmo com José Eliton (PSDB) e Marconi Perillo (PSDB). Por uma questão de lealdade. Candidato a deputado estadual, Santana Gomes afirma que Flávia Morais é uma “grande política”. “A Flávia é uma força da natura. Trabalha em silêncio, atende bem suas bases e, quando abrem as urnas, aparece com mais de 150 mil votos. Ela é craque”, afirma o suplente de deputado.

O ex-deputado estadual Santana Gomes não é policial militar, mas conta com o apoio de centenas, talvez milhares, de policiais, sobretudo do setor administrativo. “Santana é um tenente honorário”, brinca um capitão da Polícia Militar de Goiás. Um coronel diverge: “Santana é um autêntico coronel sem farda”. Sem receio da turma do politicamente correto, Santana Gomes defende os policiais militares. “Eles trabalham duro, servem à sociedade e merecem o respeito de todos”, afirma o suplente de deputado. Santana Gomes é candidato a deputado estadual pelo PDT. A deputada Flávia Morais e o presidente do partido, George Morais, percebem-no como uma das esperanças do PDT para a Assembleia Legislativa.