Bastidores
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Maguito Vilela tem um objetivo nessas eleições: eleger seu filho Daniel Vilela deputado federal | Foto: Edilson Pelikano[/caption]
Todos sabem que o cérebro por trás da ex-candidatura de Júnior Friboi era o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Estavam juntos. Maguito queria Friboi como candidato, mas queria mais ainda seu filho, Daniel Vilela, como o principal nome à Câmara Federal. A primeira questão ele não conseguiu, mas ainda vale tentar a segunda.
Por isso (quase única e exclusivamente) é que Maguito está apoiando a candidatura de Iris Rezende ao governo. A análise é do peemedebista-marconista Frederico Jayme. Segundo ele, Maguito só dá um “aparente apoio ao Iris por uma questão partidária. Mas o principal motivo é que o Daniel é candidato a deputado federal e precisa de apoio. Tanto que Maguito só acompanha Iris nos municípios em que o filho tem boa receptividade”. Ou seja, para Jayme, Maguito está neutro na campanha majoritária.
Olavo Noleto é um dos principais nomes do PT para deputado federal. Tem feito um trabalho incessante no Entorno de Brasília, local onde os candidatos petistas têm contado com o apoio do “vizinho” Agnelo Queiroz e, no caso específico de Noleto, com uma atenção especial da presidente Dilma Rousseff. Mas não apenas isso. Noleto está confiante na votação que terá em Goiânia, cidade onde Dona Iris (PMDB) também deverá ter boa votação. A confiança do petista parece estar no fato de que a sua candidatura atrapalha a de Dona Iris na capital, visto que tem grande parte do funcionalismo da prefeitura a seu favor e trabalhando por ele. A expectativa de Noleto é ter pelo menos 50 mil votos em Goiânia.
O prefeito de Goianira, Miller Assis (PP), tem discursado nos eventos de sua cidade que o governador Marconi Perillo (PSDB), conseguiu um feito inédito: unir todos os ex-prefeitos e vices. Ele diz isso porque todos os seus predecessores deverão apoiar a candidatura do tucano, independente de partido. São: Edson Assis (PMDB), conhecido como Edão; Iron Dangoni (PSDB); Carlos Alberto (PSDB); Dirley Correia (PMDB); Ercy Rodrigues (PT); e Agnaldo Augusto (PT). Essa “salada” partidária é um fenômeno que, aliás, tem sido visto em grande parte das cidades goianas. Em Inhumas, temos uma visão interessante acerca dos apoios ao governo. O prefeito Dioji Ikeda, do mesmo PDT que apoia Marconi, anunciou apoio antecipado ao petista Antônio Gomide, mesmo que não seja um bom cabo eleitoral (a cidade tem vivido alguns problemas de gestão, ou ao menos assim apontam alguns moradores). Seu vice, Edivaldo da Cosmed (PHS), porém, segue a direção de seu partido e continua com o governador. Edivaldo, entretanto, desistiu de sua candidatura a deputado estadual para apoiar o (mais uma vez) candidato pepista a deputado federal, Roberto Balestra. Agora, o mais interessante caso de Inhumas é o PMDB. Sem candidato, o partido rachou e uma parte considerável deverá apoiar (abertamente ou não) a candidatura de Marconi. E essas confusões partidárias não são privilégio exclusivo dos candidatos ao governo. Os senatoriáveis também estão sendo atingidos pela mistura de legendas. Em Anápolis, por exemplo, Pedro Canedo, do PP que é presidido pelo vice-governador, José Eliton, deverá apoiar Ronaldo Caiado (DEM), considerado atualmente como “inimigo” pelos marconistas.
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Usina de biocombustível, se concretizada, deverá gerar 5 mil empregos | Foto: Divulgação[/caption]
Um grupo empresarial com sede em Houston, Texas, Estados Unidos, está se instalando em Goiás. Esses empresários vieram ao estado para instalar aqui uma usina de biocombustível, que produz combustível através de algas. Já acharam um local para instalar o investimento nas proximidades de Anápolis. Uma fazenda grande, plana e perto da água, o que facilitará a produção do produto final da usina. É certo que o grupo queria investir em Goiás, inicialmente, cerca de US$ 400 milhões, algo aproximado de R$ 1 bilhão. Uma quantia considerável, que poderá ser aumentada.
Os representantes do grupo vêm a Goiânia nesta segunda-feira para detalhar um acordo que, se feito, valerá ao Estado um investimento de US$ 2 bilhões, isto é, aproximadamente R$ 4,5 bilhões. Uma quantia muito considerável, fora a criação de empregos: cerca de 5 mil. O grupo parece ter já acertado um financiamento com o Banco Mundial, que irá financiar 93% do valor do investimento. Assim, os empresários pediram ao governo de Goiás auxílio para saber como conseguir cobrir os outros 7%, algo em torno de R$ 310 milhões.
O Estado conta com vários programas de incentivo, que poderão ajudar o grupo a conseguir arcar com a quantia. Entre os programas estão: o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), o Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO) — que é de responsabilidade da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) — e o próprio Fomentar (Fundo de Participação e Fomento à Industrialização do Estado de Goiás), principal programa de incentivos oferecido pelo governo estadual. Nesta semana, tanto os empresários quanto representantes do Banco Mundial vem a Goiás conversar com a equipe técnica da secretaria de Indústria e Comércio.
A primeira usina de biocombustível do Brasil foi instalada em Pernambuco no fim do ano passado com a intenção de diminuir a emissão de CO2 na atmosfera. Atualmente, os Estados Unidos continuam como o maior produtor de biocombustível do mundo. O Brasil é o segundo no ranking e, com a construção desse “parque verde”, como os texanos chamam, Goiás entrará de vez no mercado de biocombustíveis.
Vanderlan Cardoso (PSB) foi o primeiro candidato a colocar o “bonde para andar”. Ainda em março, ele já havia iniciado sua pré-campanha. Porém, se atrasou um pouco no que concerne às visitas nas cidades do interior quando a campanha virou campanha de verdade. Mas já está em dias. A fase de reuniões acabou e agora o governadoriável parte para as caminhadas, principalmente no interior. “Temos muita gente nos apoiando. E pessoas de todos os partidos. Vem gente do PMDB, do PSDB, do PP, entre muitos outros”, diz Vanderlan. E para fazer as passeatas livremente, o pessebista já está adiantando a gravação de seus programas eleitorais — que só serão veiculados a partir do dia 19 de agosto. Pelo que se sabe até o momento, Vanderlan será o mais objetivo possível e falará de propostas. Afinal, será algo em torno de apenas dois minutos de espaço. “Falaremos daquilo que propomos para o Estado. Temos o Banco de Leitos e Franquia da Saúde, por exemplo. Essa última funciona como um convênio entre o governo e os municípios, em que técnicos do Estado ensinarão aos municípios como captar recursos. Fiz isso em Senador Canedo e deu certo”, relata. O início das gravações aconteceu na sexta-feira, 18, e o objetivo de agilizar essa questão é ficar livre para viajar pelo Estado, fator que também já está definido.
Alexandre Baldy (PSDB) conseguiu mais um apoio a sua candidatura a deputado federal. Trata-se de Elione Cipriano da Silva, presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRC). Elione diz que o apoio se dá, entre outros fatores, pela defesa que Baldy tem feito de uma tributação mais simplificada. “Além disso, ele tem uma boa visão de desenvolvimento”, diz.
O PMDB de Inhumas vive uma situação parecida com a das bases do partido nos demais municípios goianos: sem candidato e dividido. A divisão se dá, entre outros motivos, devido às desavenças de José Essado, nome grande do partido na cidade, com João Antônio. Acontece que Essado “traiu” João nas últimas eleições para prefeito quando, no meio da campanha, declarou apoio ao atual prefeito Dioji Ikeda (PDT). Como a diferença de votos foi pequena (2.233), atribui-se a Essado uma grande participação na eleição de Ikeda. Assim, João teria feito de tudo para minar a candidatura do companheiro de partido. Além disso, uma boa parte da legenda foi com Maria José Pacheco, peemedebista e ex-presidente da Câmara Municipal, apoiar a candidatura de seu sobrinho Pacheco Júnior, candidato a deputado estadual pelo PP. Essado ainda ficou sem o apoio (recíproco) do prefeito. Logo, Essado desistiu da candidatura e é grande a possibilidade de o PMDB na cidade declarar apoio à candidatura do governador Marconi Perillo.
O vereador de Goiânia Anselmo Pereira (PSDB) diz que a má gestão em Goiânia irá, ao contrário do que dizem os peemedebistas, atrapalhar a candidatura de Iris Rezende (PMDB). Afinal, foi ele que avalizou Paulo Garcia (PT). “Goiânia está com muito entulho e isso enfeia a cidade”, diz o vereador, que também bate na qualidade do atendimento da saúde. Ironicamente, o vereador elogia Paulo, ao ressaltar que a prefeitura não tem portas fechadas para os vereadores.
Corre por Inhumas a seguinte questão: o líder do PP na cidade, o ex-prefeito Abelardo Vaz, pode perder espaço após as próximas eleições. Tendo desistido da candidatura a deputado estadual, a vaga foi preenchida por Pacheco Júnior. Se ele se sair bem, é possível que Abelardo perca o controle do partido, que já vive certa divisão. O grupo do ex-superintendente de Comércio Exterior da SIC, Ronnie Pessoni, por exemplo, está apoiando Vanderlan Cardoso (PSB) ao governo. As especulações ganharam força quando Abelardo não foi ao lançamento da candidatura de Pacheco, porque estava na praia com a família. Porém, o ex-presidente estadual do PP, deputado federal Roberto Balestra, afasta todas essas especulações ao afirmar que é Abelardo o coordenador da campanha de Pacheco, ao lado de Celsinho Borges – que deveria ter sido o candidato, mas que teve alguns problemas e, portanto, não quis assumir candidatura. “Ele [Abelardo] está de corpo de alma na campanha”, afirma Balestra.
Que o deputado federal Sandro Mabel não irá concorrer à reeleição, todos sabem. A questão é o motivo da “desistência”. Chegou-se a ventilar que ele quereria concorrer à Prefeitura de Goiânia em 2016. Ele, porém, desconversa. Diz não ter certeza se irá disputar ou não. Segundo ele, o motivo maior é querer descansar. “Minha saída da política estava planejada desde o último mandato. Só voltei para a política porque o Iris foi me buscar, mas já disse a ele que, terminando a campanha, eu vou embora”, disse ele em tom de brincadeira. Acontece que Mabel é o coordenador-geral da chapa peemedebista. E ele confirma que tem conversado com Iris Rezende para enxugar o discurso. “E ele tem gostado disso. Está animado. O discurso precisa ser mais objetivo e deixar as coisas velhas para trás”. Aliás, Mabel diz ter causado mudança no ânimo do pessoal: “As pessoas que estão na campanha estão aprendendo a levantar às 6 horas da manhã. E já vejo resultados, pois celulares que antes estavam desligados às 9 horas, agora atendem com o raiar do sol.”
O ânimo principal por parte da chapa peemedebista nestas eleições, aparentemente vem de pesquisas. O que circula pelos corredores do QG peemedebista, na Avenida 85, é que várias pesquisas qualitativas têm sido feitas e os resultados apontam para uma renovação. “Com 16 anos, qualquer governo se cansa. Com o PMDB foi assim e, por isso, o governador Marconi Perillo foi eleito em 1998. Agora não será diferente”, diz um aliado de Iris. Ele aposta, principalmente, na rejeição ao nome de Marconi para sair vitorioso neste pleito.
Os eleitores estão acompanhando tudo o que está ocorrendo, independentemente de estarem no interior ou na capital. É o que aponta o advogado e presidente do DEM em Crixás, Willian Xavier Machado. Ele afirma: “Não existe eleitor bobo mais. Aqui em Crixás, por exemplo, todo mundo está sempre conectado na internet e tem visto o quadro político se desenhar e eles irão ouvir o que os candidatos têm a dizer.”
Minaçu é uma cidade em que o PMDB tem importância histórica. Tanto que nas eleições passadas a cidade ficou com Iris por uma diferença de 8% dos votos. Contudo, este ano será mais apertado. Pelo menos, é a análise feita por Maurides Rodrigues (PSDB), prefeito da cidade. Ele reconhece que Iris é forte na cidade, mas acha que o governador deu uma atenção especial ao município durante este mandato e, por isso, o quadro de votos deve ficar equilibrado nessas eleições. Ele diz: “Não tem eleição fácil. O que temos que fazer é já entrar com o time em campo. Precisamos mostrar a nossa capacidade de governança aqui e fazer o povo ver a quantidade de obras que o Marconi tem feito.”
Na lista de processos de impugnação, divulgada pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), o PHS tem três nomes, todos candidatos a deputado estadual: Rui Figueiredo, Eliezer Borges e Alex Batista. Porém, o partido acredita que não perderá nenhum candidato. O diretório estadual está acompanhando de perto a questão. Dos três, Alex Batista é o favorito. Acredita-se que o ex-prefeito de Cidade Ocidental deva conseguir entre 10 mil e 12 mil votos nas eleições de outubro. Entre os favoritos, estão também: Jean Carlo, o Jean da Goiás Fomento, e Chiquinho de Oliveira.
Luiz Bacci se dirigiu a apresentadora da Record com imagem do Instagram que foi entendida por seus seguidores como provocação e reacendeu debate sobre a identidade goianiense


