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Poderia Dostoiévski ter imaginado um Raskólnikov no Cerrado?

[caption id="attachment_11014" align="alignright" width="620"]É  pouco provável que o escritor russo Fiódor Dostoiévski tenha imaginado que sua personagem se atrelaria à figura de Iris Rezende É pouco provável que o escritor russo Fiódor Dostoiévski tenha imaginado que sua personagem se atrelaria à figura de Iris Rezende[/caption] Após uma noite de sono agitado, Raskólnikov procura freneticamente em suas roupas por vestígios de sangue. Havia matado alguém na noite anterior. Em um bolso descobre os itens penhorados que ele roubou e tenta escondê-los. Imagina que seu julgamento está escapando dele. “Isso pode ser o castigo já começando? Certamente, é”, exclama a si mesmo. O trecho acima compõe a mais que famosa história de Raskólnikov, narrada com maestria pelo escritor russo Fiódor Dostoiévski em “Crime e Castigo”. E ela tem uma característica em particular: a mania de perseguição da personagem principal. O protagonista do romance, após matar duas mulheres, vive atormentado por uma paranoia sem fim, o que acaba lhe denunciando. E nesse ponto, é possível dizer que há também um Raskólnikov no Cerrado goiano. Não por ter matado alguém. Longe disso. Mas pela “mania de perseguição” que lhe assemelha ao herói da literatura russa. Ao dizer que a presidente Dilma Rousseff (PT) “encheu o Marconi [Perillo (PSDB)] com dinheiro, e deixou o [prefeito de Goiânia] Paulo Garcia sofrendo sozinho”, Iris Rezende (PMDB) assustou algumas pessoas. Isso porque a presidente é aliada — ou ao menos deveria ser — de seu partido. Assim, a tal “mania de perseguição” repercutiu não apenas entre os aliados — há um acordo pré-firmado de que PMDB e PT estarão juntos no segundo turno das eleições, caso haja um —, como nos próprios membros do partido. Tanto que o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, saiu em defesa da presidente, afirmando que ela “tem sido correta com Goiás”. Contudo, é necessário dar um desconto a Iris. O momento eleitoral é, de fato, tenso. Pode ter sido um rompante momentâneo, quem sabe. É provável que depois ele se lembre dos convênios assinados entre governo federal e municipal e que somam mais de R$ 300 milhões. Todos na área de mobilidade urbana. Assim, será possível que haja alguma reflexão quanto à “teoria da conspiração” suscitada pela fala — e que, para uma mente criativa, pode ser muito mais profunda. Mas voltemos a Raskólnikov, o russo: no fim do romance, ele alcança a redenção. Na Sibéria, mas alcança. Olha aí.

Frederico Jayme sobre um peemedebista: “Me indigno com um homem que apanha e não reage”

[caption id="attachment_10217" align="alignright" width="620"]Frederico Jayme: "Iris fala que saí do partido para ficar no TCE, como se esquecesse que para ser conselheiro não é permitido ser filiado [a partido político], e depois que saí do TCE, a pedido dele, retornei ao meu partido de origem” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Frederico Jayme retribui críticas a um membro irista do PMDB, mas deixa suspense sobre a identidade do atingido | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]O bate e rebate entre Frederico Jayme e seu partido, o PMDB, não acaba. Mais especificamente, o debate com Iris Rezende. Acontece que Iris resolveu disparar contra todos na última semana. E se sobrou até para os aliados, quem dirá para Jayme. Iris apareceu perguntando a jornalistas quem era Frederico Jayme. Disse que não o conhecia. O ex-deputado, por sua vez, respondeu a Iris que irá lhe lembrar quem ele é: um dos fundadores do PMDB, que deixou o partido para assumir cadeira no TCE, órgão que presidiu, e voltou ao partido, quando se aposentou do TCE, a pedido do próprio Iris e do agora prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Mas Jayme não tem sofrido ataques apenas de Iris. Chegaram a apresentar seu processo de expulsão do PMDB. Como dizem na linguagem coloquial, “não vingou”. E, assim, Jayme resolveu falar sobre outro peemedebista que o chamou de sem caráter: “Tenho tanto caráter que me indigno com homem que molesta mulher casada, apanha na cara, chora e não reage”. Quem será?

Gestão de Goiânia é questão superestimada no que diz respeito à eleição

[caption id="attachment_11010" align="alignright" width="620"]Paulo Garcia Legenda – Prefeito Paulo Garcia é pivô de debate, que não é feito sem os devidos cuidados | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Paulo Garcia Legenda – Prefeito Paulo Garcia é pivô de debate, que não é feito sem os devidos cuidados | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Muito se fala sobre qual será a influência da administração do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), nas eleições deste ano. As análises políticas dão conta de que o momento ruim vivido pela gestão de Goiânia será determinante na disputa pelo Palácio das Esmeraldas. Essa linha de pensamento, de fato, faz sentido, uma vez que a capital goiana é reduto eleitoral de seu ex-prefeito Iris Rezende (PMDB), padrinho político de Paulo Garcia. Em contrapartida, a cidade onde o governador Marconi Perillo (PSDB) tem maior rejeição é justamente Goiânia. Assim, os problemas vividos na cidade pode­riam afetar de maneira substancial a votação ao governo, se o eleitor atribuir a imagem de Paulo Garcia a Iris, o que atrelaria os problemas da capital à candidatura do peemedebista. A questão é: “se.” Não há dúvidas de que a influência dos problemas de Goiânia é negativa para Iris Rezende, mas não apenas para ele: Antônio Gomide, por ser petista, também leva um pouco da má imagem. Contudo, a discussão central aqui deve ser feita em torno do fator “consciência do eleitor”. Essa consciência deve ser relativizada, uma vez que não existe uma consciência tão apurada por parte do eleitor capaz de fazer essas ligações de modo tão intrincado. Existe, por exemplo, um porcentual certo de pessoas que votam em Iris Rezende. Esse porcentual pode variar um pouco, mas existe. O mesmo ocorre com o Marconi, pois são lideranças consolidadas, além de estarem vinculados a partidos com grande expressão. Ou seja, eles têm um eleitorado constante. Dessa forma, a disputa é pelos votos dos indecisos, que são muitos. E quem poderia capitalizar esse voto seria Vanderlan Cardo­so (PSB) e o próprio Mar­co­ni, muito mais conhecidos na capital que Gomide. Contudo, nesse caso, Marconi leva vantagem, mesmo tendo um nível considerável de rejeição. Isso acontece porque ele está no poder e, ao contrário dos outros candidatos, esteve em campanha o tempo todo. Tem obras e ações para mostrar. Por outro lado, ainda há tempo para a recuperação, pelo menos parcial, da imagem de Paulo Garcia. E se isso ocorresse, o que mudaria? Nada. Como bem ressalta o cientista político e professor Silvio Costa, as questões eleitorais serão definidas ao longo da campanha, que está apenas no início. A recuperação da imagem do prefeito, de certo, não beneficia a Marconi, mas também não atrapalha, uma vez que o governador, se crescer mais na capital, deverá fazê-lo junto aos eleitores sem posição tomada por enquanto. E esses eleitores, provavelmente, não farão ligações tão complexas em relação às alianças políticas. Portanto, o prefeito Paulo Garcia poderá, sim, ser relevante nas eleições, mas não determinante, como se tem colocado. Tanto é que ele tem se abstraído das questões eleitorais e focado naquilo que mais lhe interessa: a gestão de Goiânia.

Sem dinheiro, dificilmente se consegue o apoio de alguém

[caption id="attachment_10990" align="alignleft" width="300"]Antônio Faleiros: “Depois da saúde, minha bandeira no Congresso será a reforma política”  | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Antônio Faleiros: “Depois da saúde, minha bandeira no Congresso será a reforma política” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Eleição para deputado federal demanda altos investimentos, pois é necessário aglutinar muito apoio e formar bases pelo Estado. Isso é sabido. Porém, as bandeiras representadas pelos candidatos também são de suma importância. E é nesse ponto que um dos favoritos da base para a Câmara Federal, o ex-secretário de Saúde Antônio Faleiros (PSDB) tem apostado. Faleiros diz que as eleições atualmente têm um defeito: “profissionalizou-se a campanha, mas não a política.” Segundo ele, são poucos a dispensar apoio por puro entrosamento com as bandeiras levantadas pelo candidato. “Hoje, qualquer pessoa que tenha algum tipo de liderança só quer te apoiar se for para ganhar algo em troca. Assim, eu não quero. Por isso que, quando eleito, minha principal causa depois da saúde, será a reforma política”, diz. Faleiros está concentrando sua campanha principalmente em Goiânia, onde é mais conhecido, mas passará a dispensar algum tempo no interior também a partir de agosto. Com o apoio dos servidores da saúde, médicos, da Igreja Católica e de segmentos evangélicos e de militares, o ex-secretário tem a expectativa de conquistar 100 mil votos, o que é o suficiente para que ele se eleja, mesmo estando no chapão.

Frieza é que o povo tem a oferecer aos políticos

Aguimar Jesuíno (PSB), candidato ao Senado na chapa do também pessebista Vanderlan Cardoso, tem participado de viajado bastante nos últimos dias devido à campanha. E ele atesta: a população tem demonstrado muito frieza em relação à política e aos políticos. “A população está insatisfeita com a política de modo geral. E não é efeito da Copa. Isso vem de antes. Veja as manifestações do ano passado”, declara. E Aguimar afirma que essa insatisfação não é apenas da população, mas dele também. “Sou o único candidato a senador que pode fazer o discurso das reformas, pois sou o único, entre os grandes partidos, que nunca tive mandato no Congresso Nacional”, afirma se referindo a Vilmar Rocha (PSD), Ronaldo Caiado (DEM) e Marina Sant’Anna (PT). “Não tenho tempo de TV, nem sou tão conhecido da população quanto os outros, mas tenho discurso e falarei em nome da insatisfação do povo no horário eleitoral”, diz o senatoriável. O que pode ajudar Aguimar é a grande quantidade de indecisos. A última pesquisa Fortiori, por exemplo, mostrou que 80% do eleitorado não sabe em quem votar para senador.

Para Barbosa Neto, quem perdeu apoio foram os tucanos

Um dos coordenadores da campanha de Iris Rezende ao governo, Barbosa Neto tem evitado falar sobre divisão de partido ou mesmo a respeito do grande número de prefeitos peemedebistas que não apoiarão a candidatura de Iris em virtude de outros candidatos. Para ele, ninguém perdeu mais apoio do que o governador Marconi Perillo (PSDB). “O governador perdeu o líder nacional do DEM, Ronaldo Caiado, e o deputado federal Armando Vergílio (SD). O que fará o PMDB crescer é a falta de planejamento do governo atual. Apoios são questões menores”, diz. Para ele, o verdadeiro debate não são os apoios que cada um tem, mas a atual situação que o Estado vive, citando, entre outros temas, o imbróglio da Celg. “Esse é o debate. Porém, estão desvirtuando-o a todo o momento. Mas não deixaremos”, declara Barbosa.

PT avalia trocar as cores do partido. Pelo menos no DF

Durante o primeiro mandato do presidente Lula, o PT era considerado um dos partidos mais queridos do país. Mas depois das sucessivas crises tanto no cenário nacional quan­to nos Estados, o partido já não é tão bem visto assim. No DF, por exemplo, o governador Agnelo Queiroz tem uma rejeição de quase 70%. Isso, somado aos quase 30% de rejeição da presidente Dilma. É muita rejeição para um partido só. Tanto é que em Brasília materiais de campanha de candidatos petistas, como placas e panfletos, tem sofrido ataques de vandalismo. Por isso, o PT de Brasília tem pensado em variar um pouco suas cores nesta campanha. Em vez de usar o famoso “vermelho PT”, o partido quer usar mais o amarelo ou tons pastel. Será que cola?

Mas de dez mil votos em Goianésia para Marconi, garante peemedebista

Apesar de ser administrada por um tucano, Goianésia é, tradicionalmente, um reduto peemedebista. Por isso, Frederico Jayme (PMDB) foi enviado para trabalhar na cidade a favor do governador Marconi Perillo (PSDB). E ele garante que o governador terá mais votos do que obteve no segundo turno de 2010. Na ocasião, o governador teve 1700 votos na cidade. A garantia deste ano, segundo Frederico, é de que ele terá mais de 10 mil votos.

Alexandre Baldy capitaliza resultados que alcançou na SIC

Alexandre Baldy (PSDB) tem utilizado de sua bem-sucedida passagem pela Secretaria de Indústria e Comércio (SIC) em favor de sua campanha a deputado federal. Nas reuniões quem tem promovido, o tucano ressalta, por exemplo, os benefícios da aproximação com Estados convergentes, a exemplo de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segundo ele, o contato com esses locais resultou não apenas em muito aprendizado para ele, como também em retornos milionários para o Estado. Do Paraná vieram R$ 100 milhões em investimentos em Goianésia e R$ 50 milhões em Rio Verde, Campo Alegre e Luziânia. “Ganhamos apoio incondicional do Paraná, por meio da Secretaria de Infraestrutura, da Ferroeste, que será interligada à Ferrovia Norte Sul”, ressalta. De Santa Catarina vieram R$ 450 milhões, investidos em 15 cidades, entre Anápolis, Goiânia, Aparecida, Rio Verde, Valparaíso e Catalão. Fora os investimentos do Rio Grande do Sul. Mais R$ 285 milhões.

Nada de selfie entre Iris e Dilma no Templo de Edir Macedo

Iris Rezende (PMDB) é evangélico. Disso todos sabem. E, evangélico que é, irá visitar nesta semana o Templo de Salomão, em São Paulo. Foi convidado por Edir Macedo, o chefão da Igreja Universal. No mesmo dia, estará lá a presi­dente Dilma Rousseff (PT), a quem Iris tem dispensado fortes críticas. Por isso, é certo que nenhuma selfie será tirada pelos dois. Mas não só por isso. O polêmico Macedo criou um “manual de etiqueta” para quem for entrar no novo templo, uma obra mais suntuosa que os estádios da Copa do Mundo. E o manual proíbe, entre outras coisas, fotos dentro do templo. Uma pena para quem segue a presidente no TwitPic.

Campanha do PSol está de olho no Nordeste goiano

Weslei Garcia é o nome do PSol para disputar o governo do Estado neste ano. E, sem grandes recursos para fazer campanha, ele diz que o partido irá centrar esforços onde já há algum trabalho sendo realizado, caso dos assentamentos na região Nordeste de Goiás, em cidades como Flores de Goiás e Posse, lar do vice-governador José Eliton (PP). Além desses lugares, o PSol também fará campanha no Entorno do DF, onde Weslei mora, em Anápolis e Goiânia.

Grupo texano se reúne novamente com governo goiano para definir diretrizes do investimento

No dia 1º de agosto, haverá outra reunião entre a equipe técnica da Secretaria de Indústria e Comércio (SIC) e o grupo texano CCD Biofuels & Energy, LLC. A reunião será para tratar das intenções da empresa em investir quase R$ 4,5 bilhões em Goiás, atra­vés de uma usina de biocom­bustível a ser construída em Anápolis. A questão é delicada. São vários bancos envolvidos, inclusive o Banco Mundial. Mas as ex­pectativas são boas e o investimento é bom para o Estado.

Jorcelino Braga rechaça polarização das eleições entre PSDB e PMDB

O presidente estadual do PRP, Jorcelino Braga, rechaça a existência de uma polarização entre os governadoriáveis Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB). Braga é um dos coordenadores da campanha de Vanderlan Cardoso (PSB). “Foi por isso que nos candidatamos. Essa dita polarização irá cair”, analisa.

Ronaldo Caiado diz que apoios de Aécio Neves foram conseguidos por ele

A Associação Médica Brasileira (AMB) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) declararam apoio à candidatura de Aécio Neves (PDSB). A classe médica rompeu com a presidente Dilma Rousseff (PT), devido ao programa Mais Médicos. E quem articulou apoio conseguido foi o também médico e senatoriável goiano Ronaldo Caiado (DEM).

Quando pensar que começou, já acabou

O deputado federal Roberto Balestra (PP) acredita que a campanha eleitoral deste ano será curta. E por dois motivos principais: 1º) “O governador Marconi [Perillo (PSDB)] está no poder. Ou seja, está na ativa e tem trabalho para mostrar à população”; e 2º) “Ele teve o cuidado de fazer um trabalho de criação de bases. Abriu espaço em todos os municípios, sem olhar cor partidária. Isso motivou os prefeitos a estarem ao seu lado”, avalia o pepista.