Bastidores
As pesquisas eleitorais publicadas no final de semana colocaram o grupo de Antônio Gomide (PT) com as barbas de molho. A 15 dias das eleições, o cenário para o governadoriável petista deixou de ser desanimador para entrar no terreno do desespero.
Além de confirmar que sua candidatura realmente não encantou o conjunto do eleitorado goiano, os estudos mostram algo pior: Marconi Perillo (PSDB)pode chegar ao final da disputa com mais votos que Gomide até mesmo em Anápolis.
Para tornar a situação mais desesperadora para o grupo do ex-prefeito, seu irmão, o deputado federal Rubens Otoni (PT), pode ter menos votos que Alexandre Baldy (PSDB) na cidade. É o que também apontam pesquisas recentes nos últimos dias.
O problema para Gomide e Otoni tem configurações diferentes. O candidato a governador, por não ter chance nenhuma, despertou o raciocínio do voto útil entre os anapolinos: se votarem em Gomide, ajudam a colocar Iris Rezende (PMDB) no segundo turno. Como se sabe, o peemedebista é rejeitado em Anápolis.
Para Rubens Otoni, a questão é outra. Pela primeira vez, encara um candidato a deputado federal que, além de ter uma campanha organizada e competitiva em todo o Estado, tem um perfil de empreendedor, que combina mais com a cidade. “Votar em Alexandre Baldy virou um movimento em Anápolis”, diz um observador.
No sábado, Marconi e Baldy reuniram uma multidão impressionante para a caminhada que fizeram pelas ruas da cidade. O clima foi tão festivo e descontraído que, durante um trecho, chegaram a andar em bicicletas cedidas por moradores. O sorriso dos dois, disse o mesmo observador, era sinal de vitória.
[Olavo Noleto, de terno escuro, e Rubens Otoni, à direita, de camisa branca: as principais apostas do PT de Goiás para a Câmara dos Deputados]
Vinte e dois petistas, ouvidos por um repórter do Jornal Opção, disseram, sob a proteção do off, o que efetivamente pensam sobre os favoritos do partido para deputado federal. Eles dizem que positivo mesmo, para o PT, seria a eleição de Rubens Otoni, Olavo Noleto, Mauro Rubem e Edward Madureira – políticos absolutamente qualitativos. Porém, admitem que isto é impossível. Por isso, sugerem que as energias e os parcos recursos financeiros do partido estão realmente concentradas em dois nomes – Rubens Otoni e Olavo Noleto.
O único de fato garantido, dada sua história política e intenso trabalho na organização do PT em todo o Estado, é o deputado federal Rubens Otoni. Ele é visto como hors-concours, como virtualmente eleito. Ninguém no partido acredita que pode perder a eleição. Rubens, frisam, é maior do que o PT goiano, com forte apoio até fora do partido. O PT acredita que, com muito esforço, será possível eleger um segundo deputado. O segundo nome preferido da máquina partidária é o de Olavo Noleto. O jovem petista tem o apoio do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, e do ex-prefeito Pedro Wilson. A candidata a senadora, Marina Santana, também está empenhada em sua campanha.
Rubens e Olavo, portanto, são a duas principais apostas do PT de Goiás para a Câmara dos Deputados.
Mauro Rubem é petista, respeitado pelas cúpulas, mas permanece, de algum modo, uma espécie de outsider, quer dizer, um político que não é controlado pelas principais tendências do partido em Goiás. É visto como “excessivamente independente”. Ele é apontado como o político que empurra do PT para uma linha mais independente, mais crítica e aguerrida. Não se trata, afirma os entrevistados, de um conciliador. Todos gostam dele, o admiram, mas mantém um pé atrás a respeito de algumas de suas posições. Acham-no ideológico demais, com um discurso meio passadista.
Edward está no PT, é respeitado pelos líderes do partido, mas não é visto integralmente como um petista. É percebido como um quase-petista. Os entrevistados argumentam que, para se tornar um petista de verdade, é preciso filiar-se ao partido e, ao mesmo tempo, a uma de suas tendências. Só assim alguém pode-se tornar um petista confiável. Não se entra no PT como se entra no PSDB, no PSD ou no DEM. O filiado casa-se com o partido e, principalmente, com uma tendência. São as tendências, e não exatamente o partido, que fazem as campanhas de seus membros.
A rigor, Mauro Rubem e Edward estão na disputa muito mais para fornecer quociente eleitoral para Rubens e, sobretudo, para Olavo. Os petistas não acreditam que possam ser eleitos, mas serão decididos para a eleição de, notadamente, Olavo. Rubens ganha praticamente sozinho.
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Misael Oliveira: em caso de segundo turno, o prefeito apoia o tucano-chefe Marconi Perillo | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Publicamente, o candidato do PSB a governador de Goiás, Vanderlan Cardoso, afirma que vai para o segundo turno, tirando Iris Rezende (PMDB) do páreo, e que vai enfrentar o governador Marconi Perillo (PSDB). Nos bastidores, seus aliados, embora respeitando o competente empresário, dizem exatamente o contrário: no caso de segundo turno, apostam, a disputa se dará entre o tucano-chefe e o peemedebista-chefe. Eles admitem que, ao menos nas eleições deste ano, não há espaço para terceira via.
Os vanderlanzistas dizem, com todas as letras, que Vanderlan Cardoso planeja apoiar Iris Rezende no segundo turno, repetindo o cenário de 2010. Entretanto, terá uma pedra, gigante, no seu caminho. Aliados importantes, como o prefeito de Senador Canedo, Misael Oliveira (PDT), e o presidente do PSC, Joaquim Liminha, em caso de segundo turno entre Marconi e Iris, vão ficar com o tucano. Misael e Liminha são amigos e aliados históricos de Marconi. Estão com Vanderlan por lealdade.
Há outro “drummond” no caminho de Vanderlan: dependendo do quadro político nacional, Marina Silva pode levar o PSB a apoiar Marconi no segundo turno.
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Agenor Mariano, vice-prefeito de Goiânia: “Eu sei que não será nada fácil os institutos de pesquisa ajustarem seus números ao quadro verdadeiro” | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano (PMDB), diz que a política goiana se tornou uma grande central de boatos. “Durante toda a semana, ouvi que o grupo do governador Marconi Perillo (PSDB) estava dizendo que havia ‘virado’ em Goiânia, porém sem apresentar dados confiáveis. A história de ‘pesquisas internas’, obviamente sem registro, é tão-somente para convencer e incentivar os aliados. Iris Rezende (PMDB) continua na frente em Goiânia e em Aparecida de Goiânia. Em Anápolis, Antônio Gomide (PT) lidera. Portanto, nos três municípios com maior eleitorado, Marconi não é o líder. Na capital, nas ruas 44, mais popular, e 136, mais elitizada, está difícil encontrar eleitores do governador.”
Agenor frisa que, “com uma estrutura gigantesca de campanha, na qual não faltam recursos, esperava-se que a frente de Marconi fosse maior. Mas não é. Há um quadro de estabilização do tucano e um ligeiro crescimento de Vanderlan Cardoso (PSB), mas que não ameaça Iris Rezende. O que se deve, e é preciso dizer, com todas as letras, é que Goiás terá segundo turno em 2014. Uma eleição com mais de quatro candidatos dificilmente termina no primeiro turno”.
Uma das teses de Agenor é que o eleitorado está começando a definir efetivamente seu voto agora, quando passou a observar com mais atenção os candidatos. “Assim, a tendência é que Iris se aproxime mais de Marconi, com a diferença entre ambos caindo para no máximo 5%. O que os diretores dos institutos de pesquisa dirão quando tiverem de mostrar que a diferença entre Iris e Marconi não é de 15%? Uma informação pouca divulgada é que Iris começa a crescer no Entorno de Brasília. Marcos Cabral, ex-prefeito de uma cidade do interior e ligado ao deputado federal Ronaldo Caiado, está muito ‘otimista’ com os números da região. Perdemos em poucos lugares, como Luziânia.”
O vice-prefeito avalia que a campanha de Iris, “ao centrar fogo na desconstrução do governo de Marconi, acertou o alvo em cheio. No primeiro turno, o tucano até pode fazer cara de paisagem, mas, no segundo turno, com uma crítica mais concentrada e direta, sem outros candidatos, terá de ‘enfrentar’ as críticas de Iris”.
O ex-prefeito de Goiânia, na opinião de Agenor, “é um político de palavra. Ele está dizendo que a de 2014 será sua última eleição. E será. Não é blefe. Nós percebemos que o eleitor gostou disso e quer dar uma nova chance, a última chance, para o candidato do PMDB ao governo. O eleitor certamente quer homenageá-lo”.
As alianças para o segundo turno, destaca Agenor, “serão discutidas no devido tempo. Agora, o importante é ir para o segundo turno. Mas, sim, nós acreditamos que vamos conseguir o apoio tanto de Vanderlan Cardoso (PSB) quanto de Antônio Gomide (PT). Com uma aliança ampliada, devemos eleger Iris para governador de Goiás, acabando com uma série de injustiças”.
Líderes do PMDB listam suas principais apostas para deputado estadual: Ernesto Roller, José Nelto, Waguinho Siqueira, Bruno Peixoto, Adib Elias, Paulo Cezar Martins e Nélio Fortunato e Lívio Luciano.
Para ser eleito, um candidato peemedebista precisa obter entre 25 mil e 30 mil votos. Um irista avalia que o PMDB tende a eleger de oito a dez parlamentares. É provável que surja alguma surpresa do interior, talvez do Sudoeste ou do Entorno de Brasília,
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Iris Rezende e Adriana Accorsi: a verdadeira chapa dos sonhos | Foto: Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção
do petista Paulo Garcia para a Prefeitura de Goiânia em 2016[/caption]
Como quase todos os políticos, o peemedebista Iris Rezende disputa uma eleição pensando na seguinte. Para fins eleitorais, como de praxe, agora está sugerindo que a de 5 de outubro deste ano será sua última eleição. O objetivo é comover o eleitorado, com o indicativo de que vale dar-lhe um mandato, pois será o último. Embora inverossímil, não é um marketing político de má qualidade. Na política, como na guerra, a primeira coisa que se sacrifica é a verdade.
Nos bastidores do PMDB, entre os “iretes” (tietes de Iris), começa-se a dizer, por enquanto discretamente, que, se perder a eleição para governador, o decano peemedebista disputará a Prefeitura de Goiânia, em 2016, aos 83 anos de idade. “Iris vai disputar eleições, quer queiram ou não os jovens do partido, enquanto estiver conseguindo andar e conversar”, admite um irista. “A única coisa que Iris sabe fazer é política”, acrescenta.
A tese do irismo está praticamente estabelecida. Os iristas vão dizer, para “convocar” o decano, que, depois da gestão problemática de Paulo Garcia, “só ele tem condições de derrotar o candidato do governador Marconi Perillo”.
Desgastado em Goiânia, o PT dificilmente terá condições de lançar candidato a prefeito com chance de ganhar as eleições. Portanto, o prefeito Paulo Garcia, do PT irista — Iris é uma espécie de chefe informal da Articulação em Goiás —, não deve lançar candidato em 2016.
É provável que Paulo Garcia force o PT a negociar, mais uma vez, com o PMDB irista e banque o candidato a vice. Especula-se que, para conter o grupo do deputado federal Rubens Otoni e do ex-prefeito de Anápolis Antônio Gomide — que pretende lançar o deputado estadual Humberto Aidar para prefeito de Goiânia —, Paulo Garcia vai tentar emplacar a delegada de polícia Adriana Accorsi, se for eleita deputada estadual, na vice de Iris. Trata-se de uma “chapa” consistente: o “velho” e experiente, Iris, alimentado pelo “novo”, Adriana Accorsi.
O ex-deputado Frederico Jayme (PMDB) ganhou uma missão do governador Marconi Perillo: “virar” a eleição em Anápolis. “Marconi esteve bem atrás no município e agora está quase empatado com Antônio Gomide. Mas, até o fim do mês, nós vamos conseguir ‘virar’. O anapolino admite que aprecia Gomide, mas acrescenta que, para Marconi ser eleito no primeiro turno, vai aderir ao voto útil.”
“O eleitor de Anápolis não acredita que Gomide vai para o segundo turno e sabe que, em caso de a disputa seguir adiante, Marconi e Iris Rezende é que estarão no páreo. O eleitor de Anápolis rejeita Iris, não o quer governando o Estado, e, por isso, pode ser decisivo para Marconi ser reeleito no primeiro turno”, afirma. Na semana passada, localizado em Goianésia, Frederico estava se preparando para participar de uma carreata. “Estou trabalhando ‘25’ horas por dia. Queremos mesmo ganhar no primeiro turno. Em Goianésia, Marconi deve obter de 55 a 60% dos votos. Nós vamos dar um banho.”
O Jornal Opção pediu a um dos auxiliares mais próximos do governador uma lista dos prováveis eleitos — só os da base governista — na disputa para deputado federal. “A lista”, frisa, “não tem qualquer valor científico. Confeccionei-a a partir de minhas informações sobre a campanha e ela não é nada ortodoxa”, afirma.
Eis a lista, por ordem alfabética:
1 — Alexandre Baldy (PSDB)
2 — Antônio Faleiros (PSDB)
3 — Célio Silveira (PSDB)
4 — Fábio Sousa (PSDB)
5 — Giuseppe Vecci (PSDB)
6 — Heuler Cruvinel (PSD)
7 — João Campos (PSDB)
8 — Jovair Arantes (PTB)
9 — Magda Mofatto (PR)
10 — Roberto Balestra (PP)
11 — Thiago Peixoto (PSD)
12 — Waldir Soares (PSDB)
O auxiliar do governador, um articulador político nato, ressalva: “Não descarto a possibilidade de um ou dois nomes da lista perderem e, no seu lugar, serem eleitos Sandes Júnior (PP), José Mário Schreiner ou Marcos Abrão (PPS)”. O auxiliar frisa que “Eurípedes Júnior (PROS) está fazendo uma campanha sólida e não se pode menosprezar a força da Igreja Universal, que está bancando Gilvan Máximo. Valdivino Oliveira também é muito articulado”. O auxiliar frisa que, ao final, a lista pode ser reduzida a 11 nomes.
Escaldado e ciente dos fatos, Maguito Vilela sabe que Iris Araújo “morde” e, depois, Iris Rezende “sopra”. É tudo combinadíssimo. O prefeito de Aparecida de Goiânia não é nenhum inocente útil. Não é o dr. Pangloss do Cerrado. É aquela típica história do policial bom e do policial mau. Iris Rezende não nada de inocente, mas às vezes é mais produtivo “culpar” Iris Araújo. *Leia Mais: Não convidem Maguito Vilela e Iris Araújo para a mesma picanha do Costelão do Gaúcho
Não convidem a deputada federal Iris Araújo, de 71 anos, e o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, de 65 anos, ambos do PMDB, para a mesma picanha do Costelão do Gaúcho, nas proximidades do Parque das Laranjeiras. Poderá sair muito sangue, depois das unhadas, e, evidentemente, não será da picanha. O fato é que Maguito Vilela, diplomata por natureza, não suporta mais as “grosserias” de Iris Araújo. *Leia Mais: Maguito Vilela sabe que Iris Araújo morde e Iris Rezende sopra. É um jogo combinado
Na semana passada, em conversa com o Jornal Opção, o ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Frederico Jayme estocou o candidato do PMDB a governador de Goiás, Iris Rezende: “Você viu a reportagem da revista ‘IstoÉ’ falando da fortuna do ex-prefeito? A publicação de São Paulo relata que ele prestou informações falsas à Justiça Eleitoral e teve de retificá-las”. Frederico afirma que a “‘IstoÉ” pode ter se equivocado ao avaliar o patrimônio real de Iris em 185 milhões de reais. “Consta que o patrimônio seja superior a 1 bilhão de reais.” O ex-deputado pergunta: “Iris Rezende e Iris Araújo são casados, mas, se fizerem declaração em separado, a fortuna do casal poderá ou não ser avaliada corretamente? Possivelmente, não”. O apartamento ao lado do restaurante Tribo, nas proximidades do shopping Bougainville, para ficar num exemplo, não foi arrolado pela revista. Ele vale mais de 1 milhão de reais e foi adquirido da construtora EBM.
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, tinha um sonho: ser eleito senador mais uma vez. Porém, depois de um longo diálogo com o deputado estadual Daniel Vilela, o peemedebista decidiu que, a partir de janeiro de 2017, estará aposentado politicamente. Aos 65 anos, Maguito decidiu abandonar a política, em termos de mandatos eletivos. Assim, Daniel tem o caminho aberto para disputar o governo em 2018. A amigos do PMDB, Daniel tem dito que, se for eleito deputado federal, não pretende disputar a reeleição. A partir de agora, seu objetivo número um é preparar-se para uma disputa majoritária. O peemedebista quer ser governador de Goiás e, quanto mais rápido, melhor. Provavelmente, em 2018, Daniel vai enfrentar, para governador, Giuseppe Vecci, José Eliton, Thiago Peixoto ou Alexandre Baldy. Um deles vai terçar forças com o político peemedebista.
Aviso aos navegantes: não há crise financeira alguma na campanha do candidato a deputado federal Alexandre Baldy, que deve ser um dos mais bem votados. Na verdade, o que houve foi uma correção de rumos. O candidato tucano vai articular uma campanha com menos gastos e mais produtiva. Há grupos políticos que dizem que estão apoiando um candidato, até usufruindo de sua estrutura de campanha, porém está trabalhando para vários candidatos. Baldy quer apoiadores mais comprometidos com sua campanha. Na semana passada, ele comemorava sua ascensão em Anápolis.
Um dos projetos do deputado federal Armando Vergílio, presidente do Solidariedade em Goiás, é disputar a Prefeitura de Goiânia, em 2016. Vergílio é jovem, afirma ter projetos para modernizar a capital. Mas não será surpresa, se o PT bancar Humberto Aidar e não aceitar coligação, se Armando Vergílio for lançado para vice de Iris Rezende.
Os grupos políticos do governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, e do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, estão cada vez mais integrados. Chiquinho Oliveira, do PHS, e Marlúcio Pereira, do PTB — ambos da base do tucano-chefe —, estão fazendo dobradinha com o candidato a deputado federal Daniel Vilela, do PMDB. Daniel é filho de Maguito. A convivência entre marconismo e maguitismo em Aparecida é extremamente civilizada e respeitosa — o que deixa Iris Rezende e Iris Araújo com os nervos à flor da pele.

