Por Ton Paulo

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entrevista
“Não decidi voto”, diz Vanderlan sobre indicação de Dino para o STF

Afirmação foi feita durante entrevista no podcast Papo de Garagem

faltou dizer
Lula, meu caro presidente, o Congresso de hoje não é o de 2010

Um levantamento feito pelo jornal O Globo mostrou que das 75 proposições apresentadas pelo governo federal no Congresso neste primeiro ano do terceiro mandato de Lula, apenas 18 foram aprovadas. Conforme o jornal, trata-se do pior resultado em mais de 30 anos, incluindo os dois mandatos anteriores do petista. Mas mais preocupante para o governo do que a baixíssima taxa de aprovação das propostas do Planalto é justamente o esforço tremendo feito para ampliar a quantidade de votantes com o governo - esforço esse que parece ter resultado em uma base infiel e que joga conforme a maré.

A dança das cadeiras do governo foi grande e contínua, desde o início do ano, para acomodar as dezenas de indicações partidárias como condição dessas siglas para compor a base governista. Uma das últimas - e mais emblemáticas - foi a demissão de Ana Moser do Ministério dos Esportes para acomodar um indicado do pP, André Fufuca, e o remanejamento de Márcio França para acomodar Silvio Costa Filho na pasta de Portos e Aeroportos e, assim, sanar a sede do Republicanos.

Com a chegada do pP e Republicanos, o governo passou a contar, em tese, com cerca de 370 votos na Câmara (número não muito distante dos longínquos 2010, ano em que Lula fechou o segundo mandato com pouco mais de 380 votos). E mesmo assim, o governo parece ter receio da não aprovação das propostas mais simples.

O que Lula dá sinais de não entender - nem mesmo com o baixo índice de aprovação de matérias palacianas - é que o Congresso de hoje não é mais o mesmo de quase 15 anos atrás. Ao tratar como fidelizados os votos de partidos do Centrão angariados com a acomodação de indicados, Lula parece entrar na ilusão de estar, ainda, em 2010 quando sua taxa de aprovação beirava os 90% e o Parlamento dançava conforme a música tocada pelo Planalto.

Até no quintal petista as cismas e desconfianças parecem dar flores. Não nos esqueçamos do líder governista, Jacquer Wagner, que contrariando frontalmente a orientação do partido e do Palácio, votou a favor da PEC que proíbe decisões individuais do Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente lida hoje com um Congresso que vigia de perto cada passo, cada mínimo respiro que ele dá, e se o presidencialismo brasileiro é, em sua essência, refém eterno do Congresso, com Lula o cativeiro é mais embaixo.

Ou Lula se atenta para dar foco e forma para sua base, começando por definir um líder que, no mínimo, seja fiel ao governo no que se espera que seja, ou que se prepare para terminar o mandato com popularidade abaixo de zero ou, pior - nem terminá-lo.

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faltou dizer
O que Toguro tem a nos ensinar sobre o mundo dos influencers é difícil, mas real

Na última semana, viralizou na rede o vídeo em que o digital influencer Tiago Toguro, ou simplesmente Toguro, promove uma "boa ação". No vídeo em questão, o influenciador aparece comprando todos os cofres artesanais vendidos por uma criança. "Para ajudar o moleque, ajudar a quebrada", diz. A frase é dita, no entanto, durante uma pechincha. Cada cofre de gesso, segundo o menino, era feito por seu tio e custava R$ 20. Na "boa ação", Toguro pede um desconto e leva os seis cofres por um valor menor. "Faz por 100?”, pergunta, diante de um assentimento acanhado e até melancólico da criança. 

É claro, nem é preciso dizer que a chuva de críticas foi instantânea. “PQP! A cara que o menino faz já diz tudo. O maluco milionário pedindo desconto de 20 reais para o garoto pobre, é muita escrotidão”, escreveu um usuário do X (antigo Twitter). “O Toguro querendo lacrar, compra 6 cofrinhos a 20,00 e pede desconto de 20,00 pagou 100,00. Ridículo tirou o que pode ser o lucro do garoto carente”, publicou outro. 

Contra qualquer unanimidade, por óbvio houve também quem defendesse. “O importante é que ele ajudou”, “O menino está aprendendo a barganhar na prática. Qual o problema?”, “Preço no atacado é diferente do preço no varejo”, foram alguns dos comentários de internautas que tomaram partido de Toguro. 

O fato é que, tanto a situação viralizada quanto as reações na internet nos direcionam para uma única percepção: o mundo dos influencers não é o mundo real, e isso preocupa. Muito. 

Perceber a (grande) quantidade de pessoas defendendo o ato de Toguro sob o argumento de que ele estava, no final das contas, ensinando a criança a negociar e que aquilo não passava de uma transação comercial pura e simples, um mero acordo sob a égide do capitalismo, nos dá a consciência do impacto que a geração de influenciadores financeiros de redes sociais teve em nossa época.  

Somos bombardeados diariamente por publicações patrocinadas, vídeos e comerciais de influenciadores financeiros com o slogan padrão “Te ensino a ganhar dinheiro”, com a maioria deles (e aqui, destaca-se, não é justo generalizar) doutrinando seu público com uma linha de pensamento que leva a crer que é válido vender a própria mãe para obter lucro financeiro. Junte um pouco de carisma, uma boa retórica e um público desesperado para ganhar dinheiro fácil e voilà

E é justamente essa nova filosofia, nascida no âmago do mundo dos coaches, fruto da convicção de que não é preciso ter conhecimento técnico e empírico para nada, bastando uma boa câmera de celular e 10 mil seguidores ou mais no Instagram, que nasce a pedra fundamental do argumento que relativiza e, pior, naturaliza um milionário tirando lucro de R$ 20 em cima de uma criança. 

O que se faz aqui, vale enfatizar, não é um júri para determinar se Toguro é, ou não, uma pessoa solidária de verdade. Não o conheço e não me interessa conhecer. O que aqui se expõe e se discute é um exemplo esmerado de ato originado, embasado e motivado por uma “moderna” linha de pensamento que diz: Não importa se você é um influencer montado em uma motocicleta avaliada em mais de R$ 40 mil obtendo vantagem de R$ 20 em cima de uma criança que vende cofres de gesso na rua. O que importa, no final de tudo, é o like, é o view, é o “Se inscreva no canal”, é a grana, mesmo que desumana. 

Se a vantagem obtida por Toguro na transação comercial com o menino foi apenas isso mesmo – uma transação comercial -, então que não tenha a audácia hipócrita de chamar de “boa ação”. E aqui, nem falo mais de Toguro, falo da “fábrica’ da qual ele é apenas um produto. 

Fato interessante é: uma grande parte desses mesmos influenciadores que esbanjam uma vida de luxo nas redes, vez ou outra ostentando (esse é o justamente o termo) “boas ações”, citam constantemente Deus e a Bíblia. A quem, com gosto, serviu a carapuça, segue uma passagem bíblica que muito me apetece. Fica ali no livro de Mateus, capítulo 6, versículos 2 a 3: “Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita”. 

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Funcionários ficam feridos após guindaste cair em obra, em Goiânia

Três funcionários de uma construtora tiveram ferimentos leves após uma grua - tipo de guindaste - cair em uma construção no setor Marista, em Goiânia. O incidente ocorreu na tarde desta quinta-feira, 9.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as três vítimas são do sexo masculino e tiveram apenas escoriações devido a estilhaços atirados na direção deles com a queda da grua. Um deles foi levados para o hospital, e os outros dois foram atendidos ainda no local.

Em nota enviada ao Jornal Opção, a construtora City, responsável pela obra, declarou o que segue:

"A City Soluções Urbanas informa que a obra será suspensa nesta semana para realizar um levantamento de informações sobre a causa do acidente. Reforçamos que seguimos todos os procedimentos de segurança do trabalho, conforme laudo técnico aprovado e liberado por um engenheiro mecânico. Todas as manutenções preventivas da grua estão em dia, de acordo com as normas e o plano de manutenção, e os operadores e sinaleiros passaram por treinamentos adequados.

Também verificamos que, no momento do acidente, a carga transportada era menor que a capacidade da grua.

Os trabalhadores envolvidos no acidente sofreram escoriações leves, já receberam atendimento e serão acompanhados pela empresa.

Comprometida com a segurança, vida e transparência, a empresa implementou imediatamente medidas preventivas no local. Moradores e vizinhos foram prontamente informados sobre a situação, e a City está à disposição para prestar esclarecimentos adicionais sobre o incidente

Idpress Comunicação
City Soluções Urbanas"

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