Por Marcello Dantas
Tucano eleito para a Câmara dos Deputados avalia que sociedade está carente de representantes honestos. Delegado foi eleito com 274.625 mil votos em outubro passado
Pepista vai discutir redução de tributos e propor políticas de fomento para empresas estrangeiros na Câmara Americana de Comércio, em Nova York
Colegiado a ser presidido pelo deputado Bruno Peixoto vai funcionar por 90 dias. Intuito é dissolver colegiado da região, antes dirigido por Mizair Lemes Júnior
Fala veio em evento que comemorou 81 anos do ex-governador. Senador eleito disse que ainda aguarda posição do PMDB para as eleições municipais
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Paulo de Jesus, presidente do PSDB, diz que partido vai reforçar colegiados para eleições municipais | Foto: Jornal Opção/Arquivo[/caption]
De olho em 2016, o PSDB goiano inicia no próximo mês a preparação para eleições municipais. Ao Jornal Opção Online, o presidente da estadual do partido, Paulo de Jesus, disse que o foco é lançar candidaturas em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis, principais colégios eleitorais do Estado. A intenção, segundo ele, é emplacar no mínimo 80 prefeitos.
Para reforçar a atuação da legenda nas cidades, a sigla promove a renovação das presidências dos diretórios, em 15 de abril. No dia 26, será escolhido o novo presidente do colegiado estadual. Já o pleito nacional está marcado para 23 de maio. “Vamos começar 2015 fortalecendo o partido e buscando novas lideranças”, avaliou.
Paulo de Jesus adiantou que não permanecerá no cargo, até mesmo porque a legenda permite que um presidente ocupe apenas dois mandatos -- com uma reeleição.
Pré-candidatos tucanos Mané de Oliveira e JPré-candidatos Mané de Oliveira e José Vitti informaram que vão votar pela reeleição do atual presidente, Helio de Sousa (DEM)osé Vitti informaram que vão votar pela reeleição do atual presidente, Helio de Sousa (DEM)
Sigla foi o principal aliado do PSB nas eleições passadas, que lançou o ex-prefeito de Senador Canedo ao governo do Estado pela terceira via
Vereador por Goiânia é acusado de alterar cheques destinados para o recolhimento de INSS em extinta companhia da prefeitura. Ele irá recorrer em liberdade
Há quem não acredite, mas o deputado federal Vilmar Rocha não estaria mesmo disposto a participar do quarto governo de Marconi Perillo. Aos aliados, Vilmar Rocha tem sugerido que, mesmo sem mandato, está mais interessado em participar da política nacional.
Comentário de um jovem peemedebista: “O prefeito Paulo Garcia é o Vila Nova da política de Goiânia. O único problema é que o petista não tem como ser rebaixado”. Renato Monteiro, um dos publicitários goianos mais capazes, porque é estudioso e experimentado, deveria articular o movimento “Acorda, Paulo!”
O suplente Júlio da Retífica (PSDB), com a indicação de Lêda Borges (PSDB) para o governo, será efetivado na Assembleia Legislativa. Júlio da Retífica é o grande representante do Norte goiano na Assembleia Legislativa.
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Lêda Borges foi eleita deputada estadual | Foto: Marcello Dantas/Jornal Opção Online[/caption]
“Se não conseguir derrubar Lêda Borges da Secretaria de Cidadania, mesmo antes de ela tomar posse, Jovair Arantes muda de nome”, aposta um petebista. “Jovair Arantes não quer ficar com a imagem de que é o autêntico sr. Moleza e que o PTB está sendo mais respeitado em Brasília do que em Goiás.”
Um aliado de Jovair Arantes credita a indicação da deputada estadual eleita Lêda Borges para a Cidadania a uma conspiração “tramada” pela senadora Lúcia Vânia, Lêda Borges e pelo deputado federal eleito Célio Silveira.
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Júnior Friboi: “2015 vai ser um ano muito ruim na economia. Marconi Perillo acerta ao enxugar a máquina” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Ao abordar o empresário Júnior Friboi na sexta-feira, 19, o Jornal Opção percebeu que, inicialmente, estava mais interessado em discutir questões de economia do que de política. Aos poucos, mais descontraído, decidiu comentar alguma coisa sobre a política de Goiás. “O PMDB goiano vai passar por uma fase de grandes mudanças em 2015. Na eleição para o Diretório Regional, seja qual a data indicada, o partido terá de renovar-se, para garantir sua sobrevivência. Uma coisa é certa: Iris Rezende vai perder o comando do PMDB em 2015”, sublinha Friboi.
Embora pretenda trabalhar para derrotar Iris Rezende, Friboi posiciona-se da seguinte forma: “Meu interesse é renovar o PMDB para que possa ganhar eleição para governador de Goiás. Como pode um partido com a sua história não ganhar uma eleição para governador há 16 anos? Em 2014, não elegeu o governador, não teve candidato a senador e elegeu apenas dois deputados federais”. O empresário garante que não pleiteia o comando partidário para si. “Posso apoiar Daniel Vilela, Leandro Vilela, Sandro Mabel ou Pedro Chaves.” Aquele que se propuser a articular a renovação do partido, retirando-o das mãos do caciquismo, terá seu apoio.
Se Iris Rezende permanecer no comando, Friboi sai do PMDB? “Não acredito que Iris vai continuar dirigindo o partido e, por isso, não tenho a intenção a trocar de partido. Gosto do PMDB. É um partido grande e forte, com uma história positiva, com integrantes apaixonados e dispostos a lutar para melhorar o Estado e o País. Partidos pequenos têm dificuldade de formular alianças consistentes para uma disputa do governo do Estado. O PMDB e o PSDB são bem estruturados em Goiás e, daí, travam a ascensão de novos grupos. Não há espaço para a terceira via, por isso devo permanecer no PMDB.”
Mesmo optando por continuar no PMDB, Friboi tem sido assediado por alguns partidos, como o Pros e o PRB. “O PRB em Goiás, dirigido pelo bispo Fernando Mendes, quer a minha filiação e até sugeriu que, se eu quiser, poderei assumir o comando no Estado.”
Em 2016, nas eleições municipais, Friboi vai participar como integrante do PMDB. “Mas não vou disputar mandato, não. Vou focar mais nos meus negócios. Se disputar, o farei em 2018. Mas adianto que, depois de ficar quatro anos preocupado com política, não vou passar os próximos quatro anos obcecado com o assunto. Não sou profissional de política. Tenho muita coisa a perder. Me convidaram para organizar um projeto, e eu fiz a minha parte, mas o outro lado não cumpriu o que havia sido acordado. Pelo contrário, tentaram denegrir a minha imagem e a de minha família.”
Friboi diz que está numa fase de reflexão, observando a política e, sobretudo, a economia. “2015 vai ser um ano muito ruim e convém que todos se preparem. O governador Marconi Perillo está certíssimo ao enxugar a máquina logo no começo.”
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Marconi Perillo, governador de Goiás: tucano-chefe quer, de fato, que o Estado sirva ao cidadão, não a interesses particulares | Foto: Wesley Costa[/caption]
Nem Jayme Rincon tem sido informado com antecipação das escolhas dos novos secretários do quarto governo de Marconi Perillo? Há quem diga que “sim” e há quem diga que “não”. O tucano-chefe nunca mostrou-se tão reservado e chega a rir, segundo os íntimos, das especulações dos jornais e dos aliados. “As indicações estão sendo tratadas como segredo de Estado. Mas tem um denominador comum: são escolhas ‘de’ Marconi, e não dos aliados. Poucas vezes ele pôde escolher seus auxiliares sem pressões”, diz um aliado, do grupo íntimo. O lobby para a Secretaria da Fazenda, embora a “cota” fosse (é) do líder do PSDB, era poderoso. Havia pelo menos quatro nomes cotados, todos muito bem avalizados. Porém, o governador surpreendeu e indicou a economista Ana Carla Abrão Costa, especialista em mercado financeiro. Teria sido porque é filha da senadora Lúcia Vânia? Nada disso.
Ana Carla, além da competência comprovada, é uma profissional de perfil nacional, com amplos contatos. Não à toa que, ao saber de sua indicação, economistas de São Paulo e Rio de Janeiro disseram que se trata da “Joaquim Levy de saia”. Ao lado do governador, não vai atuar tão-somente como uma burocrata — costurando a necessária conexão entre receita-despesa, que, no setor público, é um pouco diferente da iniciativa privada. A economista vai ser decisiva para encontrar saídas para aumentar a arrecadação e a capacidade de investimento do governo.
Anteriormente, Marconi havia indicado o vice-governador José Eliton para a poderosa Secretaria de Desenvolvimento. Trata-se de um lance mais político do que técnico? Pode até ser, mas o objetivo é preparar o presidente do PP como gestor e fortalecê-lo politicamente. Lêda Borges, como secretária de Cidadania, tem um aspecto técnico, político e comportamental. A ex-prefeita de Valparaíso tem experiência como gestora, é tucana e, claro, é mulher.
Na semana passada, o deputado federal Jovair Arantes esperneou, criticou, até com aspereza, o governador, em conversas com aliados políticos. O supercargo da Cidadania, que absorveu outras secretarias, era apontado como um feudo do PTB. Não é mais — é o recado de Marconi. Ou melhor, o recado é mais amplo: não há mais feudos no governo. Os aliados não vão ser desprezados, deixados de lado, mas o Estado estará muito mais a serviço dos cidadãos do que de políticos e de seus interesses. Todos falam em modernidade, e apostam que ser moderno é positivo para todos, e por isso o tucano-chefe está levando a teoria à prática. No lugar de interesses pessoais, de grupos ou corporativos, Marconi está apostando suas fichas e energia num Estado de fato modernizador, o que, evidentemente, não agrada nem mesmo aqueles que, em tese, defendem a modernização.
Jovair Arantes permanece como um aliado leal, além de amigo, porém não vai mandar no governo. Os feudos acabaram — é preciso insistir. O “Estado para o cidadão” não rima com um “Estado de negócios”. Marconi está sugerindo aos seus aliados que é preciso deixar de lado a teoria e fazer um governo de fato moderno, transparente e que presta serviços eficientes para a sociedade, não apenas para setores localizados e grupos de pressão.
Percebe-se que poucos estão entendendo de fato a determinação de Marconi. Ele não está brincando. Está agindo seriamente e não vai recuar. Porque, legitimado pelos eleitores, vai enfrentar seus próprios aliados — que, em parte, querem cargos e mais cargos — para realizar um governo empreendedor. Em busca do “Estado necessário”, o tucano não está hesitando em desagradar parceiros, alguns até queridos do ponto de vista pessoal, e não vai hesitar. Vale a pena não desafiá-lo sem uma boa razão.
Tese do governador de Goiás, Marconi Perillo, cada vez mais em vigor: o patrão do político, sobretudo do gestor público, não são grupos políticos e corporativos, e sim o cidadão. Marconi pretende fazer um governo focado exclusivamente no cidadão, claro que levando em consideração certos penduricalhos, como as pressões de políticos. Mas não vai ceder às pressões pouco católicas. É um dos recados do tucano-chefe. Fica-se com a impressão de que políticos e até mesmo jornalistas não estão entendendo a “urgência” do governador Marconi Perillo. O tucano de anos atrás, que até fazia concessões, não existe mais. Quem lidar com o líder do PSDB pensando que está lidando com o político de quatro anos atrás estará perdendo tempo.

