Por Marcello Dantas
A quebradeira é geral nas prefeituras de Goiás. O prefeito de Minaçu demitiu a maioria dos servidores públicos. O prefeito de Alto Horizonte, devido à queda da arrecadação de 10 milhões para 6 milhões de reais, também vai demitir funcionários. O problema é que o mercado dos dois municípios não têm condições de absorver, de imediato, os afastados. Crise social à vista.
Folclore corrente em Rio Verde: dois políticos, um do PSD e um PSDB, conversam animadamente na porta da prefeitura quando um deles, de supetão, dispara: — Você está sabendo que o prefeito Juraci Martins vai ser condenado pelo Tribunal do Júri?” — Não estou sabendo, não. O que sei é que Juraci Martins, um homem de bem e extremamente pacífico, não matou ninguém. — Você está enganado. Ele matou sim, e todos já estão sabendo, exceto você. — Então, caro amigo, desembucha: quem, afinal, Juraci Martins matou. — Ora, caro amigo, ele matou uma cidade, Rio Verde.
De um hábil articulador político: “O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Anselmo Pereira, até agora não honrou os compromissos que garantiram a sua vitória”. O recado, meio enviesado, não explica exatamente quais foram os compromissos. “Nada de irregular”, garante a fonte. “São compromissos políticos.” Sabe-se que, sem o apoio deste articulador, dificilmente Anselmo Pereira teria sido eleito.
De um peemedebista irista linha ordotoxa: “Iris Rezende está no jogo para a disputa eleitoral de 2016. Mesmo que ele não dispute, a campanha vai passar por suas mãos. Mas posso garantir que ele estará fora do jogo em 2018. Neste ano, com 85 anos, ele estará aposentado, em definitivo”.
Pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PHS, o ex-presidente da Câmara Municipal da capital Marcelo Augusto frisa que quatro candidatos devem concorrer em 2016. “Iris Rezende deve ser candidato pelo PMDB. Vanderlan Cardoso tende a disputar pelo PSB, quem sabe com o apoio do PSDB. Adriana Accorsi é o nome mais cotado, por sua popularidade, para ser candidata pelo PT.” Marcelo Augusto, articulador político dos mais hábeis, sublinha que “Goiânia não resiste a mais uma gestão do PT”. “A campanha de 2016, aposta o líder do PHS, vai ser marcada pelo fato de que o eleitor vai querer, acima de qualquer coisa, expulsar o PT da Prefeitura de Goiânia. Quem estiver associado ao prefeito Paulo Garcia vai sair chamuscado, ele está contaminando todos os seus aliados. Por isso, aos poucos, o PMDB está se afastando. No momento apropriado, os peemedebistas vão chutar o balde e o próprio Paulo Garcia, dizendo mais ou menos assim: ‘Não temos nada com isso, não’”.
O Jornal Opção entrevistou 20 políticos, recentemente, e pediu que indicassem os 20 piores prefeitos de Goiás. O critério era a qualidade (ou a falta de qualidade) de suas gestões. O prefeito de Posse, o dentista José Gouveia (Pros), apareceu na lista. Na semana passada, um de seus auxiliares, Márcio Passos, entrou em contato com o jornal com o objetivo de expor a posição da prefeitura. O auxiliar afirma que “os 20 eleitores possivelmente não têm amplo conhecimento do que está acontecendo em Posse. Há buracos em algumas ruas? Sim há, mas pouquíssimos, e devido às chuvas. Mas muito menos do que em gestões anteriores. E há uma operação tapa-buraco em ação. Na área de saúde, nós vamos inaugurar, em 2015, três PSF [Programa de Saúde da Família”, afirma Márcio Passos. “Nós já havíamos inaugurado um. Este ano vamos inaugurar uma creche para 300 crianças. E vale dizer que as obras são de qualidade.” O Ambulatório Médico de Especialidades “já foi licitado. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) está licitada, com 1,760 milhão de reais já na conta”. José Gouveia, segundo Márcio Passos, “vai entregar 700 casas populares de qualidade para as pessoas mais pobres de Posse. As casas têm infraestrutura completa. São 40 milhões de reais de investimento, gerando mais de 200 empregos. A prefeitura deve entregá-las até 2016”. Márcio Passos afirma que “José Gouveia é um político do bem, que não briga com os adversários e está mais preocupado em servir à sociedade. Ele é leal. Na campanha passada, trabalhou forte para o governador Marconi Perillo”.
As discussões políticas em Posse começam a ficar acaloradas. O prefeito José Gouveia é candidato à reeleição e já está conversando com os aliados e planeja conquistar novos aliados, para ampliar sua base político-eleitoral. O advogado José Eliton Figuerêdo, pai do vice-governador José Eliton Jr., é uma das principais apostas do PP. Mas Humberto Silva também está colocando seu nome para a disputa. O PT pode bancar o empresário Ivon Valente.

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