Por Ketllyn Fernandes

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Além de partidos antes aliados a Friboi, mais prefeitos do PMDB devem apoiar Marconi

Após a jogada de toalha do neopeemedebista Júnior Friboi, vários partidos nanicos que o apoiariam passaram a procurar o governador Marconi Perillo (PSDB) para possíveis composições. Houve assédio ao tucano entre quinta-feira e domingo. Na lista dos partidos que anunciaram que vão rever aliaças estão PCdoB, PROS, PPL e PRTB. O exemplo mais claro da debandada foi o Partido Ecológico Nacional (PEN), que na mesma data do anúncio da retirada da pré-candidatura ao governo divulgou nota declarando apoio à base governista. [relacionadas artigos="4812,4583"] Fonte palaciana ouvida nesta segunda-feira (26/5) dá conta de que entre 25 a 30 prefeitos peemedebistas estão a um fio de fazer o mesmo. Ao menos três desses nomes devem declarar apoio a Marconi nos próximos dias, como já o fez o prefeito de Truvelândia, Ailton Minervino. No mesmo caminho estão os chefes dos executivos municipais de Niquelândia, Goiatuba, São Luiz do Norte, Mara Rosa, Vicentinópolis, São Patrício, Porteirão e Pontalina. Os nomes são mantidos em sigilo para não atrapalhar as negociações. Como vem sendo dito tanto nas entrelinhas como escancaradamente por alguns aliados de Marconi Perillo, o tucano é o não candidato mais candidato que já se viu. No último domingo (25/5) Marconi e a primeira dama, Valéria Perillo, foram a pé do Palácio das Esmeraldas, sem seguranças, até uma pizzaria tradicional localizada na Rua 3, no Centro. Lá, tiraram fotos com os garçons (postadas nos perfis do governador no Twitter e no Facebook). O casal foi bem recebido também pelos demais clientes, sendo que a proprietária queria que o consumo fosse cortesia da casa, mas Marconi fez questão de pagar a conta. Na próxima terça-feira a tucano cumpre agenda em seis municípios goianos (Cabeceiras, São João D’aliança, Cavalcante, Teresina de Goiás, Alto Paraíso De Goiás e Cidade de Goiás, para abertura do Fica 2014). Hoje, o foco é a capital, com agenda pela manhã (Vapt Vupt Ambiental no Setor Universitário), inauguração do novo ambulatório no HDT e à noite coquetel de lançamento das obras do shopping América.

Operação Águas Profundas: PF prende mais 4 suspeitos de quadrilha que planejava construir submarino

Bando que atuava em mais de 30 países há cerca de três décadas também queria constituir empresa aérea. Líder que morava em Goiás segue foragido

Chapa de Marconi está cada vez mais aberta para Ronaldo Caiado

A volta de Iris Rezende ao campo de batalha, como possível candidato a governador pelo PMDB, empurra, em definitivo, o deputado federal para o lado do governador Marconi Perillo.

O tucano-chefe sabe que, se não puxar Caiado, e rapidamente, para seu lado, Iris poderá fazê-lo.

Se compor com Iris, Caiado deixará a chapa do PMDB-DEM muito forte. Primeiro, porque atrai votos para o peemedebismo. Segundo, porque, em campanha, bate duro e tem credibilidade.

Marconi é adepto da política como arte racional e, por isso, possivelmente vai se aproximar de Caiado. Este, que está mais moderado, também quer a aproximação e, lançado candidato, vai subir no palanque do tucano-chefe e vai apoiá-lo para governador.

Vanderlan Cardoso pode compor se Iris Rezende apoiar Eduardo Campos pra presidente

[caption id="attachment_2088" align="alignleft" width="300"]vanderlan cardoso_capa Vanderlan Cardoso: uma ponte entre Iris Rezende e Eduardo Campos?[/caption] O virtual candidato do PMDB a governador de Goiás, Iris Rezende, não definiu se vai apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Porque está mais interessado na política local do que na nacional. O peemedebista tem procurado Vanderlan Cardoso, pré-candidato do PSB a governador, por intermédio do marqueteiro Jorcelino Braga, a ponte entre ambos. Ele sugere que Vanderlan seja candidato a vice-governador ou a senador na sua chapa. O socialista autorizou as conversações com Braga, seu diplomata no escritório de Iris — o ex-secretário da Fazenda visita tanto o escritório do peemedebista que algumas pessoas chegam a pensar que se trata de um novo funcionário do ex-prefeito —, mas teria sugerido, mais do que dito, mais ou menos o seguinte: se Iris apoiar Eduardo Campos, com uma incisiva declaração pública, as conversações poderão avançar. Porém, sem o apoio ao presidenciável do PSB, nada feito. Iris trabalha com algumas alternativas. A chapa de seus sonhos inclui ele para governador, Van­derlan na vice e Antônio Gomide para senador. Se o petista não quiser compor, Iris gostaria de atrair Ronaldo Caiado para a disputa do Senado.

Listão de candidatos a deputado federal com mais chance de vitória

[caption id="attachment_5115" align="alignright" width="620"]bastidores1 Iris Araújo, Rubens Otoni, Daniel Vilela, Thiago Peixoto e Giuseppe Vecci: os favoritíssimos para a disputa eleitoral de 5 de outubro | Fotos: Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção - AGECOM/Mantovani Fernandes[/caption] O Jornal Opção ouviu líderes de vários partidos e pediu que elaborassem uma lista com os nomes de seus favoritos na disputa para deputado federal. Claro que podem ocorrer surpresas, sempre ocorrem duas ou três, mas a lista contempla, de fato, os nomes mais cotados e consolidados. Observa-se que, com a desistência dos deputados federais Sandro Mabel, Leandro Vilela, Leo­nardo Vilela, Armando Ver­gílio, Vilmar Rocha e Ronaldo Caiado (os dois últimos devem disputar o Senado), um volume de 800 mil votos está se movimentando nas bases eleitorais. A tendência é que com 100 mil votos um candidato seja eleito deputado federal (ficando no último lugar, possivelmente), isto, claro, se a coligação obtiver uma votação expressiva. Dado o cociente eleitoral, o político é eleito deputado com cerca de 162 mil votos. Os consultados sugerem como possíveis campeões de voto: Iris Araújo, Daniel Vilela, Giuseppe Vecci, Thiago Peixoto e Ru­bens Otoni. PSDB/PP/PSD/PPS/PR/DEM/PTB/PRB — 10 cadeiras 1 — Alexandre Baldy; 2 — Antônio Faleiros; 3 — Célio Silveira; 4 — Delegado Waldir; 5 — Gilvan Máximo; 6 — Giuseppe Vecci; 7 — Heuler Cruvinel; 8 — João Campos; 9 — José Mário Schreiner; 10 — Jovair Arantes; 11 — Magda Mofatto; 12 — Marcos Abrão; 13 — Roberto Balestra; 14 — Sandes Júnior; 15 — Thiago Peixoto; 16 — Valdivino Oliveira. Tendência: a base pode eleger de 10 a 12. Portanto, quatro ou seis da lista podem ser derrotados. PMDB — 4 cadeiras 1 — Daniel Vilela; 2 — Iris Araújo; 3 — Marcelo Melo; 4 — Paulo do Valle; 5 — Pedro Chaves. Melo e Valle disputam a quarta vaga. PDT — 1 cadeira 1 — Flávia Morais PT — 2 cadeiras 1 — Edward Madureira; 2 — Mauro Rubem; 3 — Olavo Noleto; 4 — Rubens Otoni; 5 — Tayrone di Martino. No­leto e Rubens são os franco-favoritos.

Frederico Jayme sugere que parte do PMDB pode compor com Marconi e diz que não apoia Iris

[caption id="attachment_5169" align="alignleft" width="620"]Frederico Jayme: “Que tal discutir o Caso Caixego, com todas as suas implicações, e as ações da Delta na Prefeitura de Goiânia?” | Foto: Arquivo/Correio Goiano Frederico Jayme: “Que tal discutir o Caso Caixego, com todas as suas implicações, e as ações da Delta na Prefeitura de Goiânia?” | Foto: Arquivo/Correio Goiano[/caption] O ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ex-deputado Frederico Jayme é, a um só tempo, peemedebista e anti-irista. Ele sublinha que, quando o empresário Júnior Friboi filiou-se ao PMDB com o objetivo de ser candidato a governador, alertou-o: “Você vai se decepcionar. Não deu outra”. Frederico, que o irismo chama de “marconista”, afirma que, “quando Iris Rezende desistiu da pré-candidatura e jogou ‘pedras’, falando do dinheiro do empresário, Júnior deveria ter reagido.” Recentemente, sustenta Fre­derico, “aconselharam Júnior a visitar Iris. Sugeri que não fosse. Ele foi. Disse ao cacique que o PMDB precisava marchar unido e frisou que, se quisesse, Iris poderia ser o candidato a governador. Júnior falou que sairia do páreo. No entanto, Iris disse: ‘O candidato é você. Mas vamos esperar até quarta-feira. Vamos ficar quietinhos. Aí vamos surpreender Goiás’. Porém, enquanto o empresário paralisava suas atividades, Iris trabalhava, em tempo integral, e organizava um movimento com o objetivo de bancá-lo para o governo. Por isso, decepcionado, Friboi escreveu e divulgou uma carta renunciando à pré-candidatura”. Entretanto, na opinião de Frederico, a “vitória” de Iris pode ter sido de Pirro. “O PMDB implodiu e não comporta remendos. Mas digo e assino: não acredito na candidatura de Iris, porque não tem a mínima receptividade. Hoje, digo, sem receio de errar, que Iris e o PMDB não falam a mesma linguagem. O PMDB avançou, mas Iris é um político que diz respeito ao passado, rancoroso.” Mas Iris será candidato a governador? A análise de Fre­derico: “Iris não tem saída e não tem outro nome no seu grupo. Ao defenestrar Júnior, é obrigado a ser candidato. Mas claro que vai ser uma campanha e uma candidatura esvaziada. O PMDB não vai para à luta por Iris. Sou da executiva do PMDB e sei disso. Os peemedebistas estão cansados de trabalhar para o projeto pessoal de Iris”. Muitos peemedebistas, revela Frederico, “querem apoiar a reeleição do governador Marconi Perillo, não para trair o PMDB, e sim como uma resposta a Iris. Quem verdadeiramente está fortalecendo Marconi é Iris, que arrebentou o PMDB”. Nas suas falas, Iris destaca que quer ser governador, mais uma vez, para “cuidar dos humildes”. Frederico contesta: “Iris nunca cuidou dos mais humildes. O setor de saúde de seus dois governos era precário. Ele nunca valorizou a educação. É um especialista em construir asfalto sonrisal e rodovias sem acostamento. O funcionalismo público sempre trabalha, de modo voluntário, contra sua candidatura”. Na opinião de Frederico, “a maioria dos peemedebistas vai cruzar os braços. Eu mesmo não apoio Iris para governador em nenhuma hipótese. Só a panelinha de sempre vai ficar com o cacique de quase 81 anos”. Frederico está entre os peemedebistas que vão apoiar Marconi? “Conversei com Júnior e vou pensar um pouco a respeito. Assim como eu, Júnior não deve apoiar Iris. Jamais vou apoiar Iris. A rigor, não tenho nenhum motivo para não apoiar Marconi. Ele é meu amigo, fui padrinho de seu casamento e sua mulher, Valéria Perillo, é minha prima.” Friboi e Frederico querem trabalhar para eleger deputados estaduais e federais. “Os peemedebistas se sentem frustrados, pois, com Iris, sabem que o PMDB não tem a mínima chance de derrotar Marconi. Iris é tão previsível que Marconi sabe como derrotá-lo com facilidade. Iris é certeza de derrota. Júnior poderia até perder, mas era esperança de renovação.” “Várias vezes”, afirma Frederico, “alertei Júnior de que seria ‘traído’ por Iris. Porém, aparentemente mesmerizado pelo cacique, ele me contestava com frequência”. “Iris tem denunciado corrupção na política de Goiás, mas não olha para sua própria história. Vale a pena examinar o que foi exatamente o Caso Caixego. Iris não tem condições de discutir o problema da Caixego e não tem como explicar o que a Delta fazia no seu governo na Prefeitura de Goiânia. A Delta em Goiás tinha uma ligação forte com o PMDB de Iris e com as prefeituras do PT”, ataca Frederico. O ex-presidente do TCE declara que Iris critica a longevidade de Marconi no poder, sugerindo que é preciso que se tenha alternância, “mas não olha para sua própria história. De 1982 a 2010, Iris disputou quatro eleições para governador e pretende disputar, este ano, a quinta eleição. Quer dizer, no universo de nove eleições [contando com a de 2014], ele disputou mais de 50%. Como pode falar em renovação, em alternância de poder, especialmente se não abre espaço para ninguém no PMDB?”

Aécio Neves teria feito injunções para Caiado figurar na chapa majoritária de Marconi. Tucano nada garantiu

[caption id="attachment_2174" align="alignright" width="620"]Aécio Neves: pressão em defesa do DEM | Foto: Reprodução/Veja Aécio Neves: pressão em defesa do DEM | Foto: Reprodução George Gianni /Veja[/caption] O DEM se tornou, no país, quase um partido nanico, mas com políticos ideologicamente consistentes. Não indicará o vice-presidente na chapa do tucano Aécio Neves — que prefere compor com um tucano de São Paulo, como José Serra. Comentou-se que o executivo Henrique Meirelles, do PSD, poderia ser o vice do tucano, mas o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, presidente do partido, decidiu apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Portanto, Meirelles está descartado. Porém, como terá o apoio do DEM, o senador mineiro quer atender a prioridade política número um do partido para 2014: ampliar sua bancada de senadores. Por isso, acatando pedido do senador Agripino Maia e do prefeito de Salvador, ACM Neto, Aécio sugeriu ao governador Marconi Perillo que apoie o deputado federal Ronaldo Caiado para senador. O democrata goiano quer aliar-se ao tucano-chefe porque seu partido já o apoia. Ocorre que, para indicar Caiado, Marconi teria de fazer uma reengenharia na chapa majoritária, hoje fechada com Vilmar Rocha para senador e José Eliton mantido na vice-governadoria. Esta é a chapa que o tucano-chefe quer. Pode até mudá-la, mas é a chapa que avalia como “da base”. Ao contrário do que se comentou, Marconi não disse a Aécio Neves que, sim, vai abrir espaço para Caiado. O tucano-chefe tem avaliado com seus companheiros se vale a pena ter um apoio circunstancial e conflituoso como o de Caiado. Uma vez eleito senador, mas a eleição para governador ficando para o segundo turno, o democrata faria campanha para o tucano? Não se sabe. O que se comenta, na base marconista, é que, para quem quer manter aliança, Caiado mostra-se tímido e, sobretudo, distante da base.

Rubens Otoni sugere que PMDB apoie Antônio Gomide para governador

[caption id="attachment_2868" align="alignright" width="300"]Rubens Otoni: "Para nós não há dúvida de que a candidata será Dilma” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção  | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O deputado federal Rubens Otoni (PT) afirma que, em crise e sem candidato a governador definido até agora, a quatro meses das eleições, “o PMDB pode apoiar Antônio Roberto [Gomide], do PT, para governador. O partido poderia indicar o vice e o candidato a senador. Uma coisa é praticamente certa: parte do PMDB deve apoiar nosso postulante”. Na opinião de Rubens, “a crise do PMDB abre mais possibilidades para alianças com Gomide. Nós estamos conversando com líderes de nove partidos — PC do B, PDT, PROS, Solidariedade, PPL, PHS, PRTB, PSDC e PTC. Por enquanto, são conversas, mas os líderes são simpáticos a Antônio Roberto, pois o veem como um candidato consistente em termos de conteúdo e ‘leve’ para carregar. Ele não tem arestas e restrições”. Uma coisa é certa, frisa Rubens: “Antônio Roberto será candidato. Ele está consolidado e, portanto, não há mais como apoiar outro candidato. O que estamos discutindo agora é quem vai nos apoiar. No segundo turno, se o PMDB não nos apoiar no primeiro turno, estaremos juntos, possivelmente contra o governador Marconi Perillo”. O deputado frisa que o PT goiano não mudou sua estratégia. “O que é mais interessante é que as portas estão se abrindo para nós. A sociedade aprecia ouvir o discurso sério e com conteúdo de Antônio Roberto. Anote: como agentes da mudança e símbolos do novo de verdade, nós vamos eleger o próximo governador de Goiás. Vamos subindo aos poucos, mas de modo sustentado, e, quando aquele que já se julga eleito, a despeito de não se ter campanha, acordar, nós estaremos no topo.” Rubens talvez seja o responsável pela avaliação mais precisa sobre Júnior Friboi, que desistiu, na semana passada, de ser candidato a governador. “Acredito piamente que Friboi saiu do páreo em definitivo. Porque ele não é político — é empresário. Iris Rezende voltou porque é político. Mas acredito também que, dada a crise com Friboi, Iris pode não disputar a eleição para governador. O principal beneficiário será, é claro, Antônio Roberto.”

Volta de Iris Rezende ao cenário da disputa para o governo prejudica Vanderlan Cardoso na Grande Goiânia

O pré-candidato do PSB a governador de Goiás, Vanderlan Vieira Cardoso, se apresentava como o político forte no Entorno de Goiânia. Isto quando Iris Rezende estava fora do páreo. Agora, com a possível candidatura do peemedebista a governador, Vanderlan tende a perder força na região metropolitana. Como Iris tende a desidratar Vanderlan, acredita-se que, brevemente, Antônio Gomide, do PT, tende a superá-lo nas pesquisas de intenção de voto.

Maioria dos partidos que Friboi havia “amarrado” negocia com Marconi, Gomide e Vanderlan

Por falta de estrutura financeira, Iris Rezende, virtual candidato a governador pelo PMDB, não vai conseguir segurar a maioria dos partidos que Júnior Friboi estava “amarrando politicamente”. Na semana passada, em pânico, líderes de pelo menos três partidos começaram a procurar o governador Marconi Perillo. O PEN, que passou meses articulando com Friboi, já está apoiando o tucano-chefe. O PTN de Francisco Gedda tende a apoiar Vanderlan Car­doso, do PSB, ou Antônio Go­mide, do PT. Flávia Morais, do PDT, teria se aproximado do governador Marconi Perillo. O PC do B, que havia fechado um pré-acordo com Friboi, reabriu conversações com Gomide.

Peemedebista Eronildo Valadares está disposto a conversar com Vanderlan Cardoso e Marconi Perillo

Júnior Friboi deve disputar o governo de Goiás apenas em 2018 (RETIRAR: Eronildo está disposto a conversar com Marconi

Em Rio Verde, Leonardo Veloso e Paulo do Valle mantêm suas candidaturas a deputado

Leonardo Veloso, pré-candidato a deputado estadual pelo PRTB de Rio Verde, afirma que, mesmo com a retirada de Júnior Friboi, mantém sua candidatura. “O PMDB e o PRTB mantêm uma ligação muito forte com Friboi e ele certamente nos apoiará. Paulo do Valle, pré-candidato a deputado federal pelo PMDB, me disse que não abre mão da disputa. Ele vai concorrer para ganhar, tanto que vai montar uma estrutura profissional, mas também quer desmarcar espaço, pois deve ser candidato a prefeito de Rio Verde em 2016.” Em Rio Verde, o vereador peemedebista Paulo Henrique, agora com Iris Rezende fortalecido, deve ser candidato a deputado estadual.

Grupo do PMDB sugere que, se Friboi não for candidato, pode bancar Leandro Vilela para governador

Pode-se dizer que Júnior Friboi perdeu uma batalha para Iris Rezende, mas não todas as batalhas. Na semana passada, depois de conversas entre Goiânia e Jataí, um grupo, com o apoio do empresário, pretendia lançar a candidatura de Leandro Vilela (ou de Daniel Vilela) a governador de Goiás. Em Jataí, comentou-se que Leandro Vilela seria lançado na segunda-feira, 26. Ele seria apresentado como o “novo”. O projeto do deputado federal, esboçado em parceria com seu tio Maguito Vilela, prefeito de Aparecida de Goiânia, era outro: disputar a Prefeitura de Jataí, em 2016. O fato é que o candidato dos sonhos do grupo Vilela e de parte do PMDB ainda é Friboi, dada à sua estrutura financeira e disponibilidade política. Leandro Vilela vai ser candidato a governador -- |Humberto Machado – segunda-feira

Família de Friboi teme que envolvimento político prejudique os negócios da JBS

As empresas familiares sempre têm um integrante que é dominante. No caso da JBS, o principal executivo é Joesley Batista. Ele é o mandachuva. Até seu pai, José Batista, ouve seus conselhos e ponderações. Recentemente, em conversa com um político goiano, ele disse que, mesmo a família tendo um império para gerir — um negócio que fatura mais de 100 bilhões de reais por ano —, o irmão Júnior Friboi optou para se envolver com as intrigas da política. Neste e-mail, por não ter experiência, Friboi se tornou uma sardinha no meio de tubarões e golfinhos. Sabe-se que Joesley e Wesley foram votos contrários à entrada de Friboi na política. Eles alegaram que, no primeiro confronto, os contendores atacariam a empresa, com armas limpas ou não, para atingi-lo. Mas, como está no mercado mundial, portanto super vista, a empresa é ampla e rapidamente atingida. Levada a discussão para o pai, José Batista, espécie de voto de minerva, decidir, ficou acertado que Friboi poderia disputar eleições, mas trabalhando para não “contaminar” as empresas do grupo. No momento, o próprio de Friboi quer vê-lo longe da política, considerando que as empresas, como a Friboi, pode ser prejudicada.

Dioji Ikeda diz que o novo vai surpreender a polarização de quase 20 anos entre Iris e Marconi

O prefeito de Inhumas, Dioji Ikeda (PDT), é um dos mais fieis aliados do pré-candidato do PT a governador de Goiás, Antônio Gomide. “Postulo que o líder petista vai ser eleito porque o novo costumar surpreender aqueles, depois de anos no poder, se acomodaram. A polarização entre Iris Rezende, do PMDB, e o governador Marconi Perillo, do PSDB, tem quase 20 anos. Entra eleição e sai eleição, e um deles é sempre candidato. Gomide pode romper com a polarização.” Ikeda afirma que Marconi irá para sua quarta eleição e Iris irá para a quinta eleição para o governo. “É provável que até eles já estejam cansados. Agora, imagine o eleitor.” Júnior Friboi, o pré-candidato a governador do PMDB que desistiu, “se bancar candidatos a deputado estadual e federal, vai acabar fortalecendo Iris Rezende, o virtual candidato a governador do partido”. Por quê? “Porque são os candidatos a deputado que fortalecem as candidaturas majoritárias. Se deixar para Iris a estrutura que criou, o veterano evidentemente para tirar proveito dela.