Por Euler de França Belém

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Thiago Peixoto e Cleovan Siqueira defendem candidatura de Jayme Rincón a prefeito de Goiânia

Quem deve ser candidato a prefeito de Goiânia em 2016 pelo PSDB? “Jayme Rincón”, afirma o secretário de Planejamento do governo de Goiás, Thiago Peixoto. O presidente nacional do PL, Cleovan Siqueira, é enfático, como Peixoto: “Jayme Rincón é um candidato consistente, inovador, corajoso e, sobretudo, gestor. Se for candidato, vai derrotar as figuras tradicionais”.  

Até aliados de Cristóvão Tormin admite, em off, que Marcelo Melo deve ser eleito prefeito de Luziânia

É quase certo que, apesar do empenho do vice-presidente Michel Temer, o ex-deputado federal Marcelo Melo vai trocar o PMDB pelo PSDB ou pelo Pros. E é certíssimo que vai ser candidato a prefeito de Luziânia. Até aliados do prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin (PSD), começam a chamar Marcelo Melo de “prefeito”. A gestão modorrenta de Tormin faz o eleitor do município sentir saudade do ex-prefeito Célio Silveira, que, por sinal, apoia Marcelo Melo. Tese de um tucano: “Precisamos retirar Cristóvão Tormin da prefeitura antes que acabe com Luziânia. O prefeito é a verdadeira saúva do município”.

Ernesto Roller pede Tião Caroço na disputa pela Prefeitura de Formosa. E vice-versa

A parada vai ser federal na disputa pela Prefeitura de Formosa. O deputado Ernesto Roller, do PMDB, quer enfrentar Sebastião “Caroço” Monteiro e este quer enfrentar aquele. A boca de Caroço espuma de “ódio” quando ouve o nome de Roller. A deste não espuma, mas o deputado não fala de seu ex-padrinho político com apreço. Os adjetivos dos dois são impublicáveis. Quase sempre são acompanhados de advérbios poderosos.

PSD pode sair da disputa eleitoral de 2016 como o maior derrotado no Entorno do Distrito Federal

O PSD pode perder as três prefeituras mais importantes do Entorno do Distrito Federal. Em Formosa, o prefeito Itamar Barreto vai muito mal e tende a ser derrotado pelo deputado Ernesto Roller (PMDB). Em Luziânia, dada sua gestão ineficiente, o prefeito Cristóvão Tormin é visto como uma espécie de cabo eleitoral indireto do peemedebista Marcelo Melo. Em Cristalina, depois do desastre chamado Luiz Carlos Attié, conhecido como Tristié, o PSD tende a ser derrotado. Daniel do Sindicato é apontado como o nome forte das oposições. O prefeito Luiz Carlos Tristié não agrega e, como resultado, não tem um nome consistente para sucedê-lo. A tendência é que, a partir de 2017, ele não tenha mais nenhuma militância política.

Eleição da OAB em novembro pode ter pelo menos quatro candidatos a presidente

logo 2Pode ser uma missão suicida para quase todos os grupos. Mas quem não busca aliados e arromba portas abertas pode sair mais cedo do cenário. A disputa pela presidência da OAB, em novembro deste ano, poderá ter pelo menos quatro candidatos: Enil Henrique, Flávio Borges, Lúcio Flávio (ou Leon Deniz) e Djalma Rezende. Djalma Rezende é um outsider. Lúcio Flávio é tido como “excelente professor”, mas pouco advogada, segundo seus adversários. Enil, atual presidente, é forte e articulado. Flávio Borges deve ter o apoio de Miguel Cançado e Felicíssimo Sena.

Ilésio Inácio, da Construtora Consciente, é cotado para ser vice de Iris Rezende ou de Adriana Accorsi

Espécie de secretário informal do prefeito de Goiânia, Ilésio Inácio Ferreira, dono da Construtora Consciente, chega a participar de reuniões com alguns secretários formais. Se depender do prefeito Paulo Garcia, Ilésio deve ser o vice na chapa da possível candidata do PT a prefeita de Goiânia, Adriana Accorsi. O problema é que iristas também gostariam de ver o empresário como vice de Iris Rezende. Dois problemas: ele é sócio de Júnior Friboi e não tem interesse em disputas eleitorais.

“Sou contra a indicação de Joaquim de Castro para o cargo de conselheiro do TCM”, diz Cláudio Meirelles

O deputado estadual Cláudio Meirelles, do PR, diz que, mesmo sabendo que o governador Mar­coni Perillo está bancando Joaquim de Castro para conselheiro do Tribunal de Contas dos Mu­ni­cípios, posiciona-se contra. “Joa­quim ataca meus aliados, como a prefeita de Jussara, Tatiana Santos, e, se for indicado, não terá independência para julgar suas contas. Meu nome também está colocado para a disputa, embora saiba que minhas chances não são altas.  

Senador Wilder Morais compra barco luxuoso e faz sucesso no lago de Brasília

Wilder Morais está fazendo sucesso em Brasília, mas não é no Senado. O democrata comprou um barco sofisticado, quase um iate, e o colocou no lago da capital. Políticos do primeiro escalão da República já passaram pela luxuosa embarcação. Assim como algumas das mulheres mais lindas da cidade. Se sair a fusão DEM-PTB, o empresário não deve ficar na nova legenda. É possível que migre para o PL ou para o PSD de Gilberto Kassab. Em Goiás, Wilder planeja continuar na base política do governador Marconi Perillo. Detalhe: ele quer disputar a reeleição em 2018, mas sabe que, na aliança do tucano-chefe, não será nada fácil. Pode ser candidato a deputado federal.

Deputado federal Fábio Sousa pode disputar a Prefeitura de Aparecida de Goiânia

[caption id="attachment_29679" align="alignleft" width="620"]Fábio Sousa: comunidade evangélica é forte em Aparecida Fábio Sousa: comunidade evangélica é forte em Aparecida[/caption] O PSDB não vai pôr um anúncio nos jornais: “Procura-se um candidato a prefeito para Aparecida de Goiânia. Gratifica-se bem”. Mas o fato é que, devido ao sucesso administrativo e político-eleitoral do prefeito Maguito Vilela (PMDB) — que deve bancar o economista Euler Morais, doutor pela Universidade de Lancaster, para sucedê-lo —, os políticos locais não têm qualquer disposição para a disputa. A saída? Convencer um dos três deputados federais bem votados no município — Waldir Soares, Fábio Sousa e João Campos — a ser candidato. Todos são tucanos. João Campos quer? Não se sabe. Porque ele é sempre vago a respeito. Questionado pelo Jornal Opção, respondeu com uma pergunta: “Por que não me indaga sobre a Prefeitura de Goiânia?” O repórter inquiriu. O parlamentar titubeou: “Já me queimei uma vez”. Bem, sobrou para o Delegado Waldir. Porém o campeão de votos não quer. Sua aposta é Goiânia. Há um terceiro nome: Fábio Sousa. Ele quer? Um aliado de Fábio Sousa disse que sua preferência é por Goiânia. Mas um tucano sugere que uma conversa com o governador Marconi Perillo pode mudar a opinião do deputado. “Como o jovem político sonha com o Executivo, começar por Aparecida pode ser uma boa saída.”

Renan Calheiros banca Marcus Vinicius para ministro do STF. Mas Dilma Rousseff pode bancar um aliado

Untitled-1 Esquentou a batalha pela vaga de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Os favoritos da presidente Dilma Rousseff são o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams. Porém, como permaneceram no segundo governo, é provável que a petista-chefe negocie noutros fronts. O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, conta com o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do ex-presidente da República José Sarney. Heleno Torres, se indicado, o será pela competência jurídica. O ministro do STJ Mauro Luiz Campbell Marques conta com o apoio do ex-governador do Amazonas Eduardo Braga. Tarso Genro é a aposta do PT, mas não de Dilma Rousseff.

Magda Mofatto pode bancar seu marido, Flávio Canedo, para vice de Evandro Magal em Caldas Novas

[caption id="attachment_29675" align="alignleft" width="620"]Foto: Denise Xavier Foto: Denise Xavier[/caption] O prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal, do PP, é favorito na disputa pela reeleição. Dois empresários, dos ramos de hotelaria e imobiliária, pretendem bancar um candidato, com estrutura, para enfrentá-lo. A deputada federal Magda Mofatto (PR) pretende lançar seu marido, Flávio Canedo, presidente regional do PR, para vice do prefeito. Magda e Magal, a dupla Mag — os nomes deles contêm a vogal “a” duas vezes e três consoantes e começam com as mesmas letras, até a terceira letra —, são os principais políticos do município. Magda, portanto, tem força para emplacar o vice. Porém, Marquinho do Privê pode tentar manter a vice para um político do PSDB. O elemento aglutinador é, porém, o prefeito.

Jornalista Malu Gaspar escreve O Capital no Século 21 no Brasil segundo São Eike Batista

Livro prova, com riqueza de detalhes, que, mesmo antes de produzir já vendia ações no mercado financeiro, Eike Batista, criador do Grupo X, havia se tornado o sétimo maior bilionário do mundo

Philip Roth foi namorado da mulher do presidente John Kennedy, a elegante Jackie Kennedy

Jackie Kennedy: a ex-primeira-dama conquistou Philip Roth e o deixou atrapalhad

Philip Roth está escrevendo (ensaios) e diz que “Enquanto Agonizo” é o grande romance de Faulkner

O autor de “O Complexo de Portnoy” elogia Hemingway, frisa que “Absalão, Absalão!” é um romance poderoso e fala das grandes frases de Dostoiévski e Joyce

Doutor pela Sorbonne mostra como a imprensa apoiou a ditadura e criou imagem positiva para militares

9093662Doutor em sociologia pela Sorbonne, o gaúcho Juremir Machado da Silva é um intelectual que escreve muito e bem. Já publicou livros sobre Getúlio Vargas e João Goulart, sempre polêmico e acrescentando ideias que vale a pena serem examinadas, para além da bibliografia. Seu livro “1964 — Golpe Midiático-Civil-Militar” (Sulina, 159 páginas), apesar da discurseira típica de acadêmicos, é muito bom. O autor mostra, de maneira documentada, como a imprensa contribuiu para o golpe de 1964. Não só isso. Ajudou a formular a tese, que contribuiu para convencer as classes médias e as massas a aceitarem a queda do presidente João “Jango” Goulart, de que o perigo comunista era evidente. Não era. Não havia perigo comunista. De fato, parte da esquerda não tinha um projeto democrático — e também planejava implantar uma ditadura —, mas não tinha força política para se tornar hegemônica. Jango não era comunista, no máximo era nacionalista. A imprensa patropi, quando a ditadura estava em seus estertores, começou a reconstruir sua história. O “Estadão”, por exemplo, passou a lembrar que havia sido censurado e que colocava receitas de bolo nos espaços censurados. Mas não menciona que apoiou a ditadura com entusiasmo. Octávio Frias Oliveira e seus jornais apoiaram os governos militares, notadamente os mais duros, mas depois a “Folha de S. Paulo” passou a recordar, de maneira mais acentuada, que havia apoiado a campanha das Diretas Já. Apoiou mesmo — assim como deu sua contribuição para fortalecer a ditadura. O jornal dirigido por Otavio Frias Filho precisa “aceitar” as duas partes de sua história. Juremir Machado aponta, de maneira sólida e enfática, como a imprensa ajudou a bancar a ditadura e a construir uma imagem modernizadora para os governos militares. Depois, quando caiu, a ditadura passou a ser só “dos” militares — daí o uso de “ditadura militar”, quando é mais apropriado, com sugere o historiador Daniel Aarão Reis Filho, escrever ditadura civil-militar. Os militares não deram à luz sozinhos à ditadura que perdurou de 1964 a 1985. Civis, como donos de jornais, políticos e empresários, também devem ser considerados pais da Geni que, além de fardas, usava ternos bem cortados.