Por Euler de França Belém
A Prefeitura de Porangatu recebeu, na semana passada, o título de segunda melhor gestão de Goiás. A premiação da União Brasileira de Divulgação (UBD) é concedida aos prefeitos que aplicam corretamente os recursos públicos. O prefeito Eronildo Valadares (PMDB) diz que recebeu a Prefeitura de Porangatu com 30 milhões de dívidas. Já pagou 10 milhões. “Pago 500 mil reais por mês de dívidas, o que dificulta a construção de mais obras.”
O prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal (PP), foi considerado pela União Brasileira de Divulgação (UBD) o primeiro gestor de recursos públicos de Goiás.
O prefeito Eronildo Valadares afirma que não vai discutir a possibilidade de reeleição neste momento. “Estou mais focado na administração pública. Quero recuperar a máquina e reconquistar a capacidade de investimentos do município”, afirma. “O que posso dizer é que o PMDB vai eleger o prefeito de Porangatu, em 2016. Pode ser eu ou pode ser outro”, frisa Eronildo.
Há cinco nomes colocados para a disputa da Prefeitura de Porangatu, em 2016: o empresário Paulo Van Der Laan, da Casa do Criador; Ricardo Melo (PSDB), agrônomo, presidente do Rotary e filho do ex-prefeito Júlio da Retífica; Robledo Rezende (PMDB ou Pros), possivelmente apoiado por Júnior Friboi; José Osvaldo, ex-prefeito e empresário do ramo de hotelaria; e o prefeito Eronildo Valadares. (O advogado Júlio Sérgio Melo, filho de Júlio da Retífica, também é cotado.)
A prefeita de São Domingos, Etélia Vanja Gonçalves (PDT), terá uma pedreira pela frente, em 2016. O empresário Cleiton Gonçalves, PSDB, tem o apoio da deputada Magda Mofatto e é o favorito. Porque Etélia faz uma administração sem criatividade.
O PHS está preparando uma forte chapa de candidatos a vereador em Goiânia. Alguns nomes da lista: Capitão Wayne, Hugo Henrique, Black, Robinson Alves (do Sindimoto), Leandro Sena, Professor Dalson e Gustavo Roriz. “O PHS deve fazer três vereadores”, afirma Marcelo Augusto, que deve ser candidato a prefeito da capital.
Um deputado federal de Goiás teria usado laranjas para fechar suas contas de campanha. Se os laranjas forem investigados possivelmente dirão que não têm nada a ver com a campanha.
Autora das obras-primas “As Ondas, “Mrs. Dalloway” e “Orlando”, Virginia Woolf era depressiva e se matou, em 1941, jogando-se no Rio Ouse. Livro resgata a sua trajetória
Morte — “Tancredo Neves — A Noite do Destino” (Civilização Brasileira, 866 páginas), de José Augusto Ribeiro, não é a fonte mais rica sobre a morte do presidente que, eleito pelo Colégio Eleitoral, não pôde assumir o governo. O livro mais qualificado persiste sendo “O Paciente — O Caso Tancredo Neves” (Cultura, 381 páginas), de Luís Mir. Os problemas de saúde que levaram à morte do peemedebista são investigados a fundo.
Tancredo Neves não foi assassinado. Morreu devido a alguns erros médicos. O que surpreende mesmo é o fato de o exaustivo livro de Luís Mir não ter sido mencionado por José Augusto Ribeiro nenhuma vez.
A notícia não é nova: Giancarlo Civita, um dos donos, substitui Fábio Colletti Barbosa na presidência executiva da Abril Mídia. Segundo o Portal dos Jornalistas, “Fábio pediu desligamento com o objetivo de ter uma agenda livre para projetos dos quais já faz parte e outros nos quais gostaria de se envolver”. A mesma informação saiu em todos os sites que publicam notícias sobre jornalismo, mas nenhum quis sabe o que ela de fato diz. O Comunique-se informa: “Ele continuará participando das reuniões de pauta da revista ‘Veja’, atendendo a convite de Giancarlo e Victor Civita Neto”. É outra informação interessante que nenhum dos sites ousou esclarecer. O que faz um executivo como Fábio Colletti Barbosa, que não é jornalista, nas reuniões de pauta da principal revista do país? Ele apresenta ou veta pautas? O leitor não fica sabendo.
O “Estadão” publicou que o escritor e pesquisador Jason Tércio disse que Mário de Andrade não era homossexual. Fica-se, pois, a insinuação de que era heterossexual. O jornal não apresentou nenhuma outra nuance. “O Globo” acrescentou outra informação, e do mesmo biógrafo: Mário de Andrade era bissexual.
A biografia de Jason Tércio, que pretende ser ampla, sai até o fim deste ano. Dizê-lo “bissexual” — ou melhor, “não homossexual” — seria uma estratégia para impedir a possível publicação da obra? Talvez sim. Mas há indícios de que, embora manifestasse mais interesse por homens, manteve relacionamentos afetivos e sexuais com mulheres. O psicanalista Sigmund Freud não sugeriu que os seres humanos são mais bissexuais do que heterossexuais e homossexuais?
Enquanto não sai a biografia “exaustiva” de Jason Tércio, pode-se consultar “Eu Sou Trezentos — Mário de Andrade: Vida e Obra” (Edições de Janeiro, 256 páginas), de Eduardo Jardim. Trata-se de um dos mais importantes estudiosos da obra e da vida do pai da Semana de Arte Moderna de 1922 e espécie de guia espiritual dos avanços modernistas posteriores — tanto os de Carlos Drummond e João Cabral de Melo Neto. Drummond e João Cabral, juntos, talvez sejam mais importantes do que a Semana de 22.
A jornalista Gisa Macia lança em maio a biografia “Pepe — O Canhão da Vila” (Realejo). Ela é filha do ex-jogador. Pepe, segundo maior artilheiro do Santos, com 450 gols em 750 jogos, usava o pé como se fosse um canhão, tal a potência de seu chute. Ele jogou durante 15 anos no time “de” Pelé. Uma campanha de crowdfunding pretende arrecadar 25 mil reais para bancar a edição do livro. Quem quiser contribuir — com valores de R$ 15 a R$ 1 mil — deve acessar o site www.kickante.com.br. Os colaboradores poderão se encontrar com o ex-jogador, de 80 anos, ou receber, em sua residência, o livro autografado pela autora e artilheiro. Numa entrevista ao “Estadão”, Pepe lamentou “a pouca aptidão ofensiva “ de técnicos e jogadores. “Você vê jogos naEuropa com muitos gols e aqui a gente fica economizando, 2 a 0 é goleada. Precisa melhorar. Os técnicos ficam satisfeitos em jogar com dois atacantes. A gente jogava com cinco”.
Numa conversa com o cantor e músico Lobão, na internet, o filósofo Olavo de Carvalho, que mora nos Estados Unidos, disse que, na primeira vez que disputou a eleição para presidente da República, "Ronaldo Caiado não recebeu 5% dos votos".
Apontado como principal ideólogo da direita brasileira, Olavo de Carvalho frisou que, apesar "certa idade" — 66 anos —, Ronaldo Caiado "está se impondo" e teria, numa disputa presidencial, de 60% a 70% dos votos.
Talvez seja um exagero, mas Ronaldo Caiado de fato está se destacando nacionalmente e pode ser forte candidato a presidente da República, se quiser. Mas o que ele quer mesmo é disputar o governo de Goiás, em 2018.
(Olavo de Carvalho contou que está se recuperando de uma pneumonia.)
O romancista, contista e poeta Edival Lourenço lança na sexta-feira, 13, às 19 horas, o livro "Poesia Reunida (1983-2013)", numa bela edição da Editora Ex Machina, de São Paulo.
O lançamento será feito na sede da União Brasileira de Escritores-Seção de Goiás, na Rua 21, nº 262, Centro, ao lado do colégio Lyceu de Goiânia.
Edival Lourenço surpreende pela sua, digamos, polivalência. Há poetas que escrevem contos e romances, mas não com a mesma desenvoltura da veia poética. Assim como há prosadores que se aventuram pela poesia, mas nem sempre com a mesma qualidade.
Pois Edival Lourenço consegue a proeza de escrever bem tanto prosa quanto poesia. Fica-se com a impressão, aqui e ali, de que se tratam de autores diferentes. Mas há certo entrelaçamento entre a prosa e a poesia de Edival, mas claro que o autor percebe as duas "instâncias" como autônomas. Daí a impressão de que são duas personas por trás da prosa e da poesia.
O jornalista baiano Armênio Guedes morreu na quinta-feira, 12, aos 96 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Armênio Guedes foi dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e um de seus quadros intelectualmente mais bem preparados. Raro num comunista: era democrata, portanto contra a luta armada. Exilado no Chile e na França, Armênio Guedes, ao voltar ao Brasil, trabalhou na revista “IstoÉ” e no jornal “Gazeta Mercantil”.


