Por Euler de França Belém
O analista de política, mesmo se entortar o cérebro, terá dificuldade para entender a atual fase do PMDB. De longe, fica-se com a impressão de que Iris Rezende é seu líder máximo. Porém, examinando de perto, fica-se com a impressão de que o verdadeiro líder é o senador Ronaldo Caiado. “Mas como?!”, certamente perguntará o analista, com interrogação e exclamação juntas, uma exigindo a outra.
Ronaldo Caiado, afinal, é presidente regional de uma legenda nanica, o DEM, que só tem um deputado estadual, escassos prefeitos e, claro, tem um senador (mas, no caso, a força é do político, não do partido).
Pois é assim mesmo: embora seja presidente do DEM, Ronaldo Caiado está agindo — e não por conta própria, e sim incentivado por Iris Rezende, José Nelto e Samuel Belchior — como verdadeiro presidente do PMDB. É como se presidisse dois partidos.
Por trás disso, a decadência da liderança política do PMDB, que envelheceu e não tem sucessores— ou melhor, não aceita os sucessores internos, como o deputado federal Daniel Vilela, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, e o empresário Júnior Friboi. Iris aceita Caiado comandando o PMDB, ainda que informalmente, mas não passar o bastão político para o trio citado.
Ao ser informado pelo Jornal Opção que a Comissão de Ética e Disciplina do PMDB vai se reunir na quinta-feira, 26, para examinar sua expulsão, o ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado Frederico Jayme (foto) disse que está esperando a oportunidade de se defender.
“A cúpula do PMDB terá de me convocar para que eu apresente minha defesa oral e por escrito. Quando for convocado, vou expor os motivos pelos quais não apoiei Iris Rezende na campanha de 2014”, afirma Frederico Jayme. O ex-deputado, líder histórico do PMDB — inclusive durante a ditadura, quando Iris Rezende estava cassado e não fazia nenhuma crítica aos generais-ditadores —, vai listar todas as razões pelas quais optou por apoiar o governador Marconi Perillo. Um dos motivos tem a ver com o patrimônio de Iris Rezende.
Por trás da tentativa de expulsão de Frederico Jayme está o ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende. José Nelto, um dos principais defensores da expulsão, estaria sendo monitorado por Iris Rezende. Numa reunião, José Nelto teria dito que expulsar Frederico Jayme será um recado para outros peemedebistas.
Na quinta-feira, 26, a Comissão de Ética e Disciplina do PMDB vai se reunir para analisar os pedidos de expulsão de Emival de Oliveira Santos, Frederico Jayme e Júnior Friboi (foto).
Um advogado ligado ao presidente da Comissão de Ética, Leon Deniz, diz que a maioria, orientada por Iris Rezende, tende a concluir pela expulsão, mas há resistência de pelo menos três integrantes. O presidente só vota em caso de empate.
É a Comissão de Ética que recomenda ou não a expulsão de integrantes do partido.
Uma visitante que percorreu a unidade do Campus da Universidade Federal de Goiás, nesta semana, ficou impressionado com a quantidade de alunos bebendo cerveja — e durante o período das aulas. O uso de álcool pode prejudicar o aprendizado e, ao mesmo tempo, piorar as relações entre professores e estudantes.
Sem contestação alguma dos funcionários e vigilantes da UFG, um jovem vendia cervejas para os estudantes — "estupidamente geladas", disse ao indicar uma caixa de isopor — com a maior tranquilidade e sem demonstrar qualquer receio. "Faço isso sempre", frisou, ao ser inquirido.
O reitor da UFG, Orlando Afonso Valle do Amaral, tomou medidas drásticas para combater o tráfico de drogas — maconha e cocaína — dentro do Campus. Vale a pena investigar o consumo de bebida alcoólica.
(A fotografia acima é ilustrativa, não tem a ver com os fatos.)
Vale a pena ler, abaixo, o depoimento da professora Tânia Rezende, do curso de Letras da UFG, postado no Facebook.
Post da professora Tânia Rezende, da UFG, no Facebook
“Há algum tempo, o uso desregrado de drogas e álcool vem me chamando atenção na universidade, não só entre os/as alunos/as, entre docentes também. Temos casos de professores/as que vão bêbados/as pras suas aulas e para reuniões.
“Os/As adolescentes e jovens deixam de viver para estudar e entrar para a universidade, uma vez na universidade sentem-se liberados/as para viver.
“O consumo de drogas e bebidas alcoólicas é um problema social geral, temos de encarar isso. Por outro lado, o consumo de drogas e álcool em centros de excelência como USP e Unicamp é muitas vezes maior que na periférica UFG. Não é o consumo de drogas e álcool que faz o merecimento e o conceito de uma universidade. Nosso falso moralismo e nossa hipocrisia irremediável contribuem muito para a manutenção desse quadro, somos todos/as responsáveis por isso.”
A jornalista Maria Golovnina [foto acima], de 34 anos, diretora de redação da agência Reuters para o Paquistão e o Afeganistão, morreu na segunda-feira, 23, em Islamabad. Colegas a encontraram desmaiada, na redação, e a levaram a um hospital da capital do Paquistão. Ainda não se sabe a causa.
Maria Golovnina trabalhava havia dez anos na Reuters e era considerada uma profissional experimentada. Escreveu reportagens sobre conflitos no Uzbequistão, no Tadjiquistão e na Rússia. A correspondente da agência no Paquistão, Katharine Houreld, lamentou a morte da colega: “Ela era ótima chefe. Calorosa, com um coração enorme. Uma pessoa que realmente se importava”.
O editor-chefe da Reuters News, Stephen Adler, corrobora a opinião de Houreld: “Todos nós da Reuters choramos a morte prematura de nossa querida colega Maria. Ela era uma de nossas melhores jornalistas, combinando destemor com um entusiasmo contagiante que inspirava confiança, respeito e afeição de todos ao seu redor. Ela deixará muita saudade”.
E. L. James, autora do romance “Cinquenta Tons de Cinza”, quer escrever o roteiro, ou pelo menos ser a autoridade final na elaboração, da segunda parte do filme homônimo. A notícia na “Variety”.
A Universal, dona dos direitos de filmagem da trilogia escrita por E. L. James, ainda não decidiu o que fazer, mas não aprova a excessiva intromissão da autora. Porém, a Universal assinou um contrato que beneficia a autora. O texto assinado garante o controle da história.
A diretora Sam Taylor-Johnson não aprova a interferência da autora e, por isso, não sabe se vai dirigir os dois próximos filmes.
Na primeira versão, E. L. James decidiu sobre a transcrição fiel dos diálogos e exigiu que as cenas de sexo fossem mais tórridas — o que certamente não desagradou Hollywood nem os espectadores.
Dada a posição intransigente de E. L. James, a sequência de “50 Tons de Cinza” deve atrasar. Deve chegar, se chegar, aos cinemas apenas no final de 2016 ou no começo de 2017. Hollywood está em polvorosa, porque o filme está rendendo uma bilheteria sensacional — com mais de 220 milhões de euros, num único fim de semana, em termos mundiais.
A única coisa certa: o filme será feito. Porque ninguém abandona uma mina de ouro devido a princípios.
O problema está nos livros “Prazeres Ilimitados”, do filósofo Fernando Muniz, e “Pecar e Perdoar”, do escritor Leandro Karnal
[Virmondes Cruvinel, Vilmar Rocha, Afif Domingos e Igor Montenegro, do Sebrae-Goiás]
O deputado Virmondes Cruvinel (PSD) passa esta manhã em Brasília para uma audiência com o ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos. Ele acompanha o secretário de Cidades, Vilmar Rocha, também do PSD.
O encontro será agora, às 11h desta terça-feira, 24, no ministério. Segundo Virmondes, seu objetivo na visita é registrar apoio ao esforço do ministro na redução da burocracia para o empreendedorismo.
“Também levaremos para a Assembleia as recomendações do ministério para melhorar a legislação estadual no que concerne ao tratamento dado às empresas de pequeno porte”, afirma Virmondes.
O jovem deputado preside a Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas na Assembleia Legislativa de Goiás. Há alguns dias, foi recebido pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eliton, para defender o segmento.
A “Folha de S. Paulo” publicou uma reportagem, “Subsidiária de estatal pagou R$ 3 mi a Collor, diz doleiro”, assinada por Estelita Hass Carazzai e Flávio Ferreira, na terça-feira, 24. O jornal afirma que não conseguiu ouvir o senador e ex-presidente da República Fernando Collor (PTB). Porém, quando da primeira denúncia, de que Alberto Youssef teria mandado entregar-lhe R$ 50 mil, Collor contestou-a. O depoimento de um dos chefes do esquema corrupto que assolou a Petrobrás foi concedido à Procuradoria-Geral da República.
Segundo a “Folha”, a propina de R$ 3 milhões resulta “de negócio da BR-Distribuidora, subsidiária” da Petrobrás. “Segundo o doleiro, a operação com a BR Distribuidora foi intermediada por um emissário de Collor e do PTB, o empresário e consultor do setor de energia Pedro Paulo Leoni Ramos. Nessa ocasião, segundo Youssef, Ramos trabalhou como um operador do esquema, intermediando suborno”.
Youssef, beneficiário de delação premiada, sustenta, de acordo a “Folha”, que “a propina resultou de um contrato no valor de R$ 300 milhões assinado em 2012 entre uma rede de postos de combustíveis de São Paulo e a BR Distribuidora. O negócio era para que a rede deixasse uma marca de combustíveis e passasse a integrar o grupo de revendedores da BR Distribuidora. (...) Em 2012, foi nesse tipo de operação que teria negociada a propina no valor de 1% do total do contrato, o que corresponde a R$ 3 milhões. O valor, segundo Youssef, foi arrecadado nos postos em dinheiro vivo, em três parcelas de R$ 1 milhão, e depois repassado a Leoni. O dinheiro era destinado a Collor, afirma o doleiro”.
O doleiro garante que “todos sabiam que Leoni era um emissário do senador”. “O empresário Pedro Paulo Leoni Ramos afirmou que desconhece o depoimento de Youssef e ‘nega qualquer envolvimento em esquema na BR Distribuidora’”, relata a “Folha”.
Sem avaliar o mérito da denúncia — por que o doleiro mentiria? —, há um problema na reportagem. A “Folha” diz que contatou a assessoria de Fernando Collor na segunda-feira, 23, e foi informada que “o ex-presidente ‘estava em deslocamento para Brasília”, por isso, “impossibilitado de atender a ligações telefônicas’”. É provável que tenha sido assim. Mas o jornal não teria o número de celular do senador ou não deveria ter insistido mais vezes, até o fechamento da edição?
Fernando Collor costuma apresentar-se como “vítima de uma campanha difamatória” da imprensa. Por certo não há uma campanha difamatória. Há, porém, uma certa má vontade da imprensa e do senador.
Entre os vencedores estão Marconi Perillo, Lúcia Vânia e Maguito Vilela
Cristiane Diógenes trabalhava no Ministério Público, no Sesi e era auditoria do Ipasgo
O jornalista Almiro Marcos está trocando a redação do “Correio Braziliense” pela chefia de comunicação setorial da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) do governo de Goiás. Almiro Marcos foi repórter de “O Popular”.
Almiro Marcos é tido como um profissional brilhante.
Se não se aposentar, Antonio Silva deixa, em definitivo, de ser Pezão para se tornar, para-oficialmente, Sacão de Pancada do UFC. Se tem alguém precisando retornar, não aos bons tempos, mas aos tempos medianos, basta chamar o Sacão, opa, Pezão. Ele se aposentou? Oficialmente, não. Porém, se for esperto o suficiente, o fará agora, antes que se machuque gravemente ou seja defenestrado pelo poderoso chefão do UFC, Dana Write.
As derrotas para Andrei Arlovski — recém-saído do túnel do tempo dos lutadores dráculas — e Frank Mir, dois atletas em franca decadência, mas absolutamente charmosos (“lendas”, como gostam de dizer os palavrosos, divertidos e imprecisos comentaristas-torcedores do canal Combate), foram vexatórias sobretudo porque Sacão-Pezão não lutou. Entrou no octógono como se fosse o personagem K., do romance “O Processo”, do tcheco Franz Kafka. Não sabia o que estava acontecendo e, depois do nocautaço, saiu do octógono sem saber se havia sido atropelado por uma Scânia ou por um trator. Havia sido atropelado por um Fusca, talvez da década de 1970, mas ainda com força nas mãos. Frank Mir, experimentado, percebeu que estava diante de um lutador que não reagia, que não queria luta.
Há um truísmo: nas lutas de MMA quem fica parado, inteiramente na defensiva, se torna, em poucos minutos, amigo preferencial da lona. Em menos de 2 minutos, Pezão estava no chão, meio desmaiado, sendo socado por Frank Mir. Desculpe, leitor, a linguagem algo grosseira, mas Pezão se tornou uma espécie de Viagra dos lutadores decadentes sem elegância do UFC. Agora só falta ser nocauteado por Roy Nelson.
A luta, se o termo apropriado é luta — passeio talvez seja menos impreciso —, entre Pezão e Frank Mir ocorreu, em Porto Alegre, na madrugada de domingo, 22, para segunda-feira, 23. O dia não foi bom para os brasileiros, que pareciam sonados e amantes da lota.
A dentista Cristiane Diógenes do Nascimento, de 38 anos, filha do jornalista Ary Diógenes, sofreu um AVC e está internada em estado gravíssimo no Hospital Amparo, no Setor Bueno, em Goiânia. Cristiane do Nascimento deu à luz uma menina há 16 dias e sofreu complicações pós-parto. Ary Diógenes é o decano dos jornalistas que cobrem as ações dos governadores de Goiás. É uma referência para todos que querem saber das histórias, fantásticas ou não, do Palácio das Esmeraldas.
O ex-baixista da Legião Urbana Renato Rocha, o Negrete, foi achado morto no domingo, 22, num hotel do Guarujá (SP). Ele, que tinha 54 anos, teve uma parada cardiorrespiratória. O corpo foi encontrado por Silvana Melky, amiga do músico. Deixa uma filha e um filho.
Dado Villa-Lobos publicou no Facebook: “Fica a melhor lembrança, encontrou a paz. E, há tempos, muita saudade”.
Em 1984, a Legião Urbana era formada por Renato Russo, Marcelo Bonfá, Dado Villa Lobos e Renato Rocha. O baterista Marcelo Bonfá relatou ao UOL: “O primeiro disco era para ser gravado com o Renato como baixista. A Legião começou com essa cozinha, eu na bateria e o Renato no baixo. A gente se identificava muito bem. Mas, nesse momento, o Renato cortou os pulsos dias antes de entrar no estúdio”. Por isso Renato Rocha entrou na banda. “Ele era uma figura louca, um cara gente fina.”
Renato Rocha é um dos autores de “Daniel na cova dos leões”, “Quase sem querer”, “Plantas Embaixo do Aquário” e “Acrilic on canvas”.
O programa “Domingo Espetacular” encontrou Renato Rocha, em 2012, como morador de rua, em São Paulo. Entrevistado pela TV Record, sustentou que não era dependente químico.
Em 2012, Renato Rocha foi assunto de reportagem do programa "Domingo Espetacular", da rede Record. O programa contava que o ex-baixista tinha virado morador de rua em São Paulo. Em entrevista, ele negou ser dependente químico e dispensou tratamento em uma clínica no Rio de Janeiro. “Ainda tenho um cérebro aqui dentro, estou lúcido, não uso drogas, não roubo, trabalho com música”, frisou.

