Por Euler de França Belém
O governador Marconi Perillo não aprovou a forma deselegante como Juarez Magalhães Júnior, ex-prefeito de Cristianópolis, foi demitido. Júnior, ligado ao chefe de gabinete do tucano-chefe, Frederico Jayme, é cotado para dirigir a Goiás Gás. O autor da deselegância recebeu uma advertência.
O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Sebastião “Caroço” Monteiro disse ao Jornal Opção que está verificando seu tempo de serviço para se aposentar com salário integral. “Até agora, os dados indicam que só posso me aposentar daqui a seis ou outros anos. Porém, meu advogado avalia que, se eu conseguir comprovar algumas informações, poderei me aposentar daqui a um ano e meio”, afirma Tião Caroço. “Mas o fato é que ainda não há nada certo. Os dados são preliminares.” O conselheiro do TCM garante que não pretende disputar a Prefeitura de Formosa, em 2016. “Estou com 64 anos e, por isso, não pretendo ser candidato. Eu já disse isto para o governador Marconi Perillo”, conta Caroço. O deputado estadual Ernesto Roller é, hoje, o nome mais forte para prefeito de Formosa, admite Caroço. “Mas é possível que surja um nome alternativo e o derrote. Está muito cedo para que se faça avaliações peremptórias.”
O PMDB não aprovou o deputado Adib Elias ter chamado os professores de Goiás de “preguiçosos”. Pode ser pá de cal na carreira política do político de Catalão. O PMDB é sempre moderno na arte de tratar professores. Em 1992, Sandro Mabel, candidato a prefeito de Goiânia, disse, se eleito, iria “adestrar” os professores da capital.
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Marconi e Ana Carla na posse da secretária: eficiente e competente | Foto: Wagnas Cabral[/caption]
Ana Carla Abrão Costa é a darling tanto do governador Marconi Perillo quanto de seus principais auxiliares. O que mais agrada na secretária da Fazenda é que não tergiversa; sua conversa é sempre franca e direta.
O trânsito de Ana Carla em Brasília, do Banco Central ao governo federal, passando pelos principais economistas do país, agrada ao tucano-chefe.
Quanto à falta de dinheiro nas secretarias, seus gestores que o problema não é de responsabilidade de Ana Carla. É que não tem grana mesmo.
O ajuste fiscal é, em larga medida, resultado do trabalho intenso e dedicado do governador Marconi Perillo, da secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, e do secretário de Gestão e Planejamento, Thiago Peixoto. A tese do trio é que tudo indica que será possível reordenar as finanças do governo sem a grana da privatização da Celg. Acredita-se que, como o governador Marconi Perillo começou a ajustar o governo já no fim de 2014, as contas do Estado estarão no azul entre novembro e dezembro de 2015.
O presidente do PSD, Vilmar Rocha, anunciou a permanência do vereador Roberto Tavares no comando do partido em Uruaçu, no Norte de Goiás. Vilmar Rocha sugeriu que as lideranças locais acompanhem o projeto de Roberto Tavares no município. O PSD tem dois vereadores em Uruaçu. O presidente da Faeg, o suplente de deputado federal José Mário Schreiner, teria tentado retirar o comando partidário das mãos de Roberto Tavares.
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Filiação do ex-secretário foi prestigiada pelo presidente do partido, Vilmar Rocha, e do deputado estadual Virmondes Cruvinel | Foto: reprodução / Facebook[/caption]
Na semana passada, na filiação do historiador e gestor Gilvane Felipe ao PSD, com a presença do secretário das Cidades e Meio Ambiente, Vilmar Rocha, chegou-se a comentar: “Qual é o deputado que está se filiando?”
É que o evento, na sede do partido, foi bem prestigiado. Gilvane Felipe vai coordenar a Fundação Espaço Democrático em Goiás.
A ala mais jovem do PSD ficou entusiasmada com a filiação de Gilvane Felipe, que, embora tenha passado dos 50 anos, mantém interlocução positiva com a garotada, talvez porque tenha sido secretário da Cultura do governo Marconi.
O alto tucanato tem dito que, na disputa para o governo em 2018, teme mais o deputado Daniel Vilela — que é apresentado como simpático e agregador, além do que pode simbolizar o novo — do que o senador Ronaldo Caiado. Caiado é apontado como tendo teto e, com 69 anos em 2018, dificilmente poderá ser apontado como elemento de renovação.
O CD Entre Tantos Entretantos revela uma cantora madura, afinadíssima, capaz de interpretações que reinventam as músicas
O livro “Nêmesis — Onassis, Jackie O, e o Triângulo Amoroso Que Derrubou os Kennedy” (Intrínseca, 384 páginas, tradução de Bruno Casotti), de Peter Evans, é teoria conspiratória de primeira linha. Ao contrário dos seres sisudos, admito que o mundo seria mais triste sem uma boa teoria da conspiração para animá-lo e explicar aquilo que às vezes é inexplicável.
O jornalista Peter Evans, sem apresentar informações convincentes, conta histórias do balacobaco — algumas não muitas novas, mas requentadas com certa mestria. Robert Kennedy e Jacqueline Onassis eram amantes? Há indícios de que sim (assim como Jackie e o escritor Philip Roth foram “namorados” por alguns dias). Mas a grande “fofoca” do livro, apresentada não como gossip, e sim como fato, é a história de que o armador grego Aristóteles Onassis mandou matar Bob Kennedy, quando este planejava ser o candidato do Partido Democrata a presidente dos Estados Unidos. Motivos? Onassis se sentia perseguido pelo irmão de John Kennedy e tinha ciúme da elegante Jackie. Evidências? Pra quê, se Onassis, numa conversa com uma amiga, admitiu que havia articulado o assassinato?
O brasileiro Fernando Meirelles vai levar a história — muito boa, de fato, ainda que não seja fato — ao cinema. Luchino Visconti, diretor de “O Leopardo”, adaptado do romance “O Gattopardo”, do italiano Tomasi di Lampedusa, com sua expertise para retratar a decadência aristocracia, certamente adaptaria a história com excelência. Mas morreu em 1976 (não foi assassinado, acrescento, rápido). A história dos Kennedys e de Onassis tem a ver com ascensão e decadência. Os Kennedys eram plebeus que ruíram, por incrível que possa parecer, quando ganharam ares de aristocratas, embora, na verdade, fossem burgueses. Nobres pelo dinheiro do pai burguês Joseph Kennedy, um escroque ligado à máfia que o dinheiro, com o tempo, “limpou”, ainda que não inteiramente. John Kennedy na presidência dos Estados Unidos era tudo aquilo que o sábio Vito Corleone queria para o filho Michael Corleone, com o objetivo de limpar os negócios e a história da famiglia. A América, terra das oportunidades, constituiu a primeira aristocracia plebeia da história — os Kennedys, tão belos quanto destrutivos.
Escritor se matou, em 1969, aos 31 anos. Seu romance “A Confederacy of Dunces” foi publicado postumamente graças aos esforços da mãe e do filósofo Walker Percy
Frases de impacto chamam a atenção, chegam a convencer incautos, mas nem sempre são verdadeiras
Livro de Osvaldo Peralva sobrevive como um relato vívido; e as ideias das esquerdas necrosaram
Portento poético e editorial — Ao pegar o livro “Meditações”, do poeta Jamesson Buarque, a primeira reação foi, digamos, provinciana: “Nem parece livro editado em Goiás”. Na verdade, a edição equipara-se às da Companhia das Letras e, ainda mais, da Cosac Naify. O trabalho da editora Martelo — inclusive com uma sobrecapa que é um cartaz com poesia (é possível colocá-lo num quadro) — é um sopro de civilização nos tristes trópicos. Mas o must são as poesias de Jamesson Buarque, plenamente maduras e cultas (cultura absorvida, não pedanteria). Críticos qualificados vão dizer, se tiverem acesso à obra, que se trata de um dos grandes lançamentos do ano. O livro é um portento poético e gráfico-editorial. Não deverir circular apenas nas livrarias de Goiás.
O filme “Estrada 47”, de Victor Ferraz, sobre a participação dos brasileiros na Segunda Guerra Mundial, já saiu de cartaz. Uma pena. Trata-se de um filme que trata a Força Expedicionária Brasileira (FEB) com respeito mas sem ufanismo.

