Por Euler de França Belém
O recado preciso parece ser: a estrutura da OAB-Goiás deve ser utilizada em apoio à candidatura do presidente Enil Henrique à reeleição
O grande operador da adesão é o deputado federal Célio Silveira. O acordão se deu em reunião com o governador Marconi Perillo
Em julho, os computadores de José Eduardo Cardoso e do seu chefe de gabinete foram encontrados ligados. Especialistas só os deixariam ligados para mandar recado
Mas outro goiano, em caso de chapa pura, também é cotado para vice. Marconi Perillo está em ascensão no PSDB e é cobiçado por outros partidos, como PSD e PSB
O presidente da Assembleia Legislativa e três deputados persuadiram a economista de que a proposta da Sefaz prejudicava os funcionários e a base governista
O escritório que intermediou a venda de parte da Creme Mel abriu conversações com o empresário goiano
Um dos mais experimentados jornalistas do país, apontado como petista pela oposição, publica obra corrosiva sobre a Imprensa brasileira
Lamar Davenport deu 16 facadas em E’Dena Hines e gritava: “Diabo, vai embora em nome de Jesus e Deus”
Uma consultoria está fazendo um estudo sobre a viabilidade do novo Estado
Suspeita-se que a própria parlamentar não fique muito tempo no PDT
Projeto está na Assembleia Legislativa e a maioria dos deputados não quer aprová-lo. Só o farão se pressionados
A operação passaralho continua na Editora Abril. Ao extinguir a versão digital da revista “Info”, o grupo demitiu cinco jornalistas, três funcionários da área de TI e dois estagiários. A cobertura de informática ficará a cargo do site Exame.com. A “Exame” é, ao lado da “Veja”, uma das revistas mais lucrativas da Abril.
A direita venceu a esquerda no campo de batalha, entre as décadas de 1960 e 1970, mas perdeu a guerra da historiografia. Mas o grande derrotado talvez seja o Cabo Anselmo
[caption id="attachment_42914" align="aligncenter" width="620"]
Lula da Silva e Vagner Freitas: o policial bonzinho e o policial mauzinho | Foto: Roberto Parizzoti e Instituto Lula[/caption]
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, disse que pode ir às ruas “com armas nas mãos” com o objetivo de defender o mandato da presidente Dilma Rousseff, do PT. Na sexta-feira, 14, o ex-presidente Lula da Silva puxou as orelhas do líder sindical, com a “sutileza” de um populista de esquerda espertíssimo, tentando agradar plateias variadas. Num ato do Partido dos Trabalhadores sobre educação, o petista-chefe disse: “Quero dedicar esse meu discurso ao companheiro Vagner da CUT, que ontem cometeu uma frase que não queria cometer. Queria dizer para o Vagner que o Plano Nacional de Educação é a grande arma que a CUT tem que usar. Não existe nada mais importante do que a educação para fazer a revolução neste país”.
O PT, mesmo depois das depurações operadas por José Dirceu e Lula da Silva, para torná-lo mais realista, permanece como uma frente de esquerda, com setores radicais e moderados. Apesar dos rompantes, às vezes autoritários, Lula da Silva está entre os moderados. No caso específico, é provável que o PT usou a tática, não raro funcional, do policial bonzinho, Lula da Silva, e do policial mauzinho, Vagner Freitas. Ressalte-se que o líder da CUT queria dizer o que disse. Não há inocentes na política.
Ao “corrigir” o chefiado, o mestre Lula da Silva estaria sugerindo que a sociedade não precisa criticá-lo, por que o próprio PT, quer dizer, o ex-presidente — ambos se tornaram uma coisa só — antecipou-se e “corrigiu-o”.
A sexualidade alheia incomoda. A sexualidade dos homossexuais incomoda muito mais. Ao sugerir que o ex-jogador de futebol Raí e o jornalista Zeca Camargo, da TV Globo, mantinham um relacionamento afetivo, a jornalista Fabíola Reipert, blogueira do R7, talvez tenha manifestado um desejo inconsciente de se opor às relações entre pessoas do mesmo sexo. Mesmo sem provas de que os dois namoravam — se namorassem, não haveria nada de errado, porque o amor (e o prazer) é sempre belo —, a jornalista, como indica a decisão da Justiça, inventou uma “informação”.
Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de Fabíola Reipert. A jornalista terá de pagar indenização de R$ 72,4 mil reais ao ex-jogador. O R7 e, por ter republicado a “informação”, o jornal “O Dia” são corréus no processo.
Fabíola Reipert pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, em seguida, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Advogados hábeis certamente recomendarão que a jornalista encerre a questão e pague a indenização.


