Em julho, os computadores de José Eduardo Cardoso e do seu chefe de gabinete foram encontrados ligados. Especialistas só os deixariam ligados para mandar recado

Se verdadeira a informação divulgada pela “Folha de S. Paulo” de que alguém pode ter entrado no gabinete do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e ligado seu computador, em julho deste ano, é sinal que as coisas vão mesmo muito mal para o governo da presidente Dilma Rousseff. O descontrole seria maior do que se pensa.

O jornal informa que, em julho, o Ministério da Justiça comunicou à Polícia Federal uma “suposta ‘violação de espaços restritos do prédio”, o gabinete do ministro José Eduardo Cardozo em Brasília. A invasão teria ocorrido no dia 26 de julho, num domingo. Servidores do ministério apontaram que os computadores do ministro e do seu chefe de gabinete, Márcio Lopes de Freitas, estavam ligados.

Não se tem certeza de nada, mas é possível especular. Especialistas deixariam rastros tão evidentes — como os computadores ligados e porta aberta? A resposta é não — exceto se quisessem indicar a vulnerabilidade do gabinete do ministro da Justiça. Algo assim como um recado. Amadores, assustados com a possibilidade de serem descobertos, seriam responsáveis pela suposta invasão? É possível. Os “invasores” queriam dados ou plantar alguma forma de controle nos computadores?

A “Folha” informa que “servidores do ministério e integrantes da Polícia Federal acreditam que pode ter havido o comprometimento de dados do computador do gabinete do ministro”.