Por Alexandre Parrode

Governador explicou que transição já começou e secretária deve ficar até dezembro, depois voltará para São Paulo

Nova eleição também será realizada em Anápolis. Mais de 32,9 milhões de eleitores em todo o Brasil estão aptos a votar

Cartões do Novo Renda Cidadã serão entregues diretamente nos municípios e recursos para pagamento do benefício começam a ser liberados no dia 20 de novembro

Presidente do TSE afirmou ainda que espera que apuração do segundo turno seja concluído até as 20 horas deste domingo (30/10)

Com a colaboração de vários líderes políticos, o Jornal Opção elaborou uma lista dos expoentes políticos de Goiás — tanto do presente quanto para o futuro, como 2018.
1 — Adriana Accorsi/PT — Perdeu para prefeita de Goiânia, mas é um nome forte do partido.
2 — Alexandre Baldy/PTN — O deputado federal articula mais nos bastidores, na montagem de estrutrura, mas é eficiente. Prestigiado em Brasília.
3 — Andrey Azeredo/PMDB — Bem votado para vereador, será o nome de Iris Rezende na Câmara.
4 — Antônio Gomide/PT — É o grande político de Anápolis, independentemente do resultado das eleições. O eleitor o admira e o segue.
5 — Cristina Lopes/PSDB — A vereadora reeleita é o grande nome do PSDB em Goiânia.
6 — Daniel do Sindicato/PSB — Impôs uma derrota vexatória sobre o candidato do prefeito de Cristalina, Luiz Carlos Attié.
7 — Daniel Vilela/PMDB — Possível candidato a governador em 2018, articulou com habilidade no interior, fortalecendo suas bases.
8 — Daniela Carneiro/PSDB — Reeleita, a prefeita de Ipameri é uma nova força política do partido.
9 — Eduardo Machado/PHS — O goiano é presidente nacional do PHS. Articula, como poucos, tanto com o presidente Michel Temer quanto com o governador de Goiás, Marconi Perillo.
10 — Elias Vaz/PSB — Reeleito, é o vereador mais articulado da Câmara Municipal de Goiânia.
11 — Ernesto Roller/PMDB — Eleito prefeito de Formosa; do interior, é um das apostas do partido.
12 — Evandro Magal/PP — O prefeito de Caldas Novas foi reeleito. Pode disputar mandato de deputado federal em 2018.
13 — Fábio Sousa/PSDB — O deputado federal articulou bem no interior e ampliou sua base política.
14 — Francisco Jr./PSD — O deputado estadual sai consagrado como o autor da melhor campanha para prefeito de Goiânia. Não ganhou, mas há quem defenda que foi o “vitorioso moral”.
15 — Gilmar Alves/PMDB — Eleito prefeito de Quirinópolis, demonstrou que é o grande líder do município.
16 — Gustavo Mendanha/PMDB — Eleito prefeito de Aparecida de Goiânia, mostrou força política.
17 — Gustavo Sebba/PSDB — O pai, Jardel Sebba, não foi eleito em Catalão. Mas o deputado estadual está se revelando um articulador talentoso.
18 — Henrique Arantes/PTB — O deputado estadual e o pai, o deputado federal Jovair Arantes, mostraram força no pleito de 2016. São eficientes.
19 — Heuler Cruvinel/PSD — Perdeu em Rio Verde, mas consolidou-se como líder de um grupo político.
20 — Hildo do Candango/PSDB — O prefeito de Águas Lindas foi reeleito, ganhando dos potentados do dinheiro.
21 — Issy Quinan/PP — O prefeito é tão forte em Vianópolis que ninguém quis enfrentá-lo.
22 — Itamar Leão/PSDB — Eleito prefeito de Sanclerlândia, é cotado para disputar a presidência da Associação Goiana de Municípios.
23 — Jânio Darrot/PSDB — O prefeito de Trindade, provando que sua gestão eficiente foi aprovada, foi reeleito. Nome para voos mais altos.
24 — Jean Carlo/PHS — O deputado estadual conseguiu eleger vários prefeitos, em diversos partidos. Cotadíssimo para deputado federal em 2018.
25 — José Antônio/PTB — Eleito prefeito de Itumbiara, é apontado como uma revelação política.
26 — José Eliton/PSDB — O vice-governador revelou-se um articulador hábil e um gestor eficiente na Secretaria de Segurança Pública.
27 —Lêda Borges/PSDB — Elegeu o prefeito de Valparaíso, sai consagrada. Célio Silveira não elegeu o prefeito de Luziânia.
28 — Leonardo de Brito/PTB — O prefeito de Firminópolis enfrentou vários desgastes, mas fez o sucessor e está cacifado para voos mais altos.
29 — Lincoln Tejota/PSD — O deputado estadual elegeu sua mulher, Priscila Tejota, para a Câmara Municipal de Goiânia, e deve ir a deputado federal em 2018. É forte.
30 — Lucas Calil/PSL — O deputado estadual circulou bem na disputas eleitorais do interior, como em Inhumas.
34 — Pedro Fernandes/PSDB — Eleito prefeito de Porangatu, tende a despontar como um líder do Norte.
35 — Renato de Castro/PMDB — Se elegeu prefeito de Goianésia, enfrentando a família de Jalles Fontoura.
36 — Roberto Orion/PTB — Independentemente do resultado da eleição para prefeito em Anápolis, é uma nova força política.
37 — Rogério Troncoso/PTB — O prefeito de Morrinhos foi reeleito com quase 100% dos votos. É um gestor competente.
38 — Thiago Peixoto/PSD — É o grande nome do partido em Goiás, com presença competente na Câmara dos Deputados.
39 — Valmir Pedro/PSDB — Elegeu-se prefeito em Uruaçu, enfrentando um candidato endinheirado.
40 — Vinicius Luz/PSDB — Eleito prefeito de Jataí, consagra-se como uma força política do Sudoeste.
41 — Virmondes Cruvinel/PPS — Participou de 10 campanhas vitoriosas para prefeito.
42 — Zilomar Antônio/PSDB — Eleito prefeito de Jaraguá, derrotou um ícone da política local, Lineu Olímpio, do grupo de Jovair Arantes.

A cola que une sua ampla base política — com sete grupos que não se entendem — é exatamente o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Porém, como o tucano-chefe não disputa o governo em 2018, os grupos estão alvoraçados, prometendo voos solos. Separadamente, os grupos podem ser tornar presas fáceis para a oposição. Unidos, são fortes e ganharam cinco eleições seguidas para governador.
1 — O grupo do deputado federal Jovair Arantes, do PTB, saiu forte das eleições de 2016. Elegeu prefeitos de cidades importantes, como Águas Lindas e Itumbiara, e fincou um pé em Anápolis, com Roberto Naves. Se for eleito presidente da Câmara dos Deputados, cacifa-se para o Senado.
2 — O grupo da senadora Lúcia Vânia controla dois partidos, o PSB e o PPS (dirigido pelo deputado federal Marcos Abrão). Antes era integrante do grupo de Marconi Perillo, agora é líder de um grupo forte. Elegeu os prefeitos de Nova Veneza e Cristalina, entre outros. Objetivo: eleger Lúcia Vânia para o Senado. Dependendo do quadro, pode disputar até o governo.
3 — O grupo do vice-governador e secretário de Segurança Pública, José Eliton, do PSDB, está em expansão e tende a crescer a partir do fim de 2017. Ele vai assumir o governo em abril de 2018. Participam do grupo o deputado Giuseppe Vecci, os conselheiros do TCE Kennedy Trindade e Helder Valin, Jardel Sebba, Tião Caroço, entre outros. Objetivo número um: disputar o governo. Ambição: reunir toda a base. Articula com eficiência.
4 — O grupo de Vilmar Rocha e Thiago Peixoto, incluindo Francisco Júnior, dirige o PSD. Saiu fortalecido do pleito de 2016, pois elegeu mais de 20 prefeitos — um deles Cristovam Tormin, de Luziânia. Pleiteia duas coisas para obter uma: Vilmar Rocha para senador ou Thiago Peixoto para vice de José Eliton.
5 — Magda Mofatto, do PR, montou uma grande estrutura no Estado, independentemente de resultado eleitoral. Entre seus aliados estão os deputados Cláudio Meirelles e Waldir Soares. Só tem um objetivo: a disputa do Senado.
6 — O senador Wilder Morais, do PP, enfrenta problemas. O deputado federal Roberto Balestra e o prefeito eleito de Inhumas, Abelardo Vaz, não o apoiam. Tem duas metas: ser candidato à reeleição ou, se não der, ser suplente de Marconi Perillo.
7 — O grupo do deputado federal João Campos, do PRB, inclui vereadores em Goiânia e o apoio da Igreja Universal e da Assembleia de Deus. Quer ser senador.

O senador Ronaldo Caiado e Maguito Vilela poderão ser vistos pelos eleitores como forças tradicionais. Podem até sair na frente, mas tendem a se desidratarem

[caption id="attachment_62446" align="aligncenter" width="620"] Paulo Garcia: a história provavelmente o “absolverá” | Renan Accioly[/caption]
O julgamento justo da história se faz no futuro, não no presente, quando as emoções às vezes não permitem avaliações racionais, até frias. Paulo Garcia deve deixar a Prefeitura de Goiânia mal avaliado pela população. Trata-se de um julgamento justo e preciso? Não mais. A imagem cristalizada do petista não corresponde ao final de sua gestão — que melhorou muito.
Por que Paulo Garcia ficou com uma imagem negativa? Primeiro, porque comunica-se mal. O marketing só funciona quando o gestor acredita na ideia. A impressão que se tem é que o petista “basta-se”, não precisa ouvir ninguém. Não há profissional que consiga construir uma imagem iluminada para quem não acredita nos poderes da publicidade. Segundo, o prefeito passa a imagem de que é cínico, com seu sorriso irônico de raposa, quando, na verdade, é mais tímido do que cínico e arrogante.
Terceiro, ao não fazer a crítica de seu antecessor, por uma lealdade paga com deslealdade e oportunismo, acabou por assumir problemas que não foram gerados por sua gestão. O sucateamento dos caminhões que recolhem lixo se deu por que Iris Rezende acabou com a terceirização e não renovou a frota.
Um repórter do Jornal Opção colheu uma impressão curiosa e contraditória de um jovem que trabalha num restaurante nas proximidades da Praça do Sol, no Setor Oeste. O jornalista perguntou: “O que achou da reforma da Praça do Sol?” O garoto respondeu de maneira exclamativa: “Ficou belíssima! É uma das praças mais bonitas de Goiânia! Maravilha!” O repórter inquiriu: “Como avalia a gestão do prefeito Paulo Garcia?” O pós-adolescente respondeu sem hesitar: “Péssima! Uma das piores da história”.
Quer dizer: por mais que tenha trabalhado — os vereadores, inclusive os de oposição, reconhecem que construiu várias obras (o deputado Virmondes Cruvinel, do PPS, diz que recapeou a Avenida Flamboyant, no Parque das Laranjeiras, o que era uma reivindicação antiga) —, a população não reconhece seus méritos. Porque cristalizou-se uma imagem ruim, que se tornou pedra difícil de ser dissolvida. O fato é que, quando puder ser avaliado com isenção e sem as paixões do momento político, Paulo Garcia certamente serão mais bem-visto pelo goianiense. O petista deveria registrar em livro, com a inclusão de fotografias, o que fez em Goiânia. Será um primeiro passo para que possa ser avaliado com justiça, talvez até mais cedo do que imagina.

[caption id="attachment_78973" align="aligncenter" width="620"] Elias Vaz, Andrey Azeredo, Dra. Cristina e Wellington Peixoto | Fotos: Câmara Municipal e reprodução[/caption]
Os candidatos a presidente da Câmara Municipal de Goiânia já estão articulando, mas, para colocar o bloco na rua, estão esperando o término do segundo turno. O prefeito eleito terá um papel decisivo na escolha do dirigente do Legislativo. De qualquer maneira, há um consenso: se vão apostar na renovação dos métodos, na contenção do fisiologismo, é preciso arrancar Anselmo Pereira, do PSDB (ou do PG, Partido do Governo), da presidência. O tucano é a figura-símbolo que impede a mudança e a moralização no Legislativo municipal.
O PMDB está colocando três nomes na disputa: Clécio Alves, Wellington Peixoto e Andrey Azeredo. O terceiro, embora inexperiente em termos de articulação política, é competente tecnicamente. Conta com o trunfo de ser o vereador “de” Iris Rezende. Wellington Peixoto é irmão de Bruno Peixoto, um deputado hábil nas tratativas de bastidores. A aposta do PSB é Elias Vaz. A principal aposta do PSDB é Cristina Lopes. Se quiser mudar a Câmara, e não apenas encenar, o tucanato aposta na vereadora, que é ética e respeitada.

Peemedebistas do alto escalão mandam avisar ao senador Ronaldo Caiado, do partido Democratas, que só poderão apoiá-lo para governador de Goiás se ele se filiar ao PMDB, em 2017. Mesmo assim, ressaltam que não lhe darão garantia total de que será o candidato a governador. O que se comenta entre membros do Democratas é que Caiado, com o apoio de Iris Rezende, vai se filiar ao PMDB e vai trabalhar para convencer Daniel Vilela a ser seu vice.

O PSB nacional convidou o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, para se filiar a ser candidato a vice numa chapa com o PSDB na cabeça.
O candidato a presidente do PSB é o tucano Geraldo Alckmin, governador de São Paulo; Marconi e o político paulista, aliás, estão cada vez mais afiados.
Marconi, Alckmin e João Dória conversam com frequência sobre gestão e sobre política nacional. O PSD tem convidado Marconi Perillo com frequência para se filiar.

[caption id="attachment_77265" align="aligncenter" width="620"] Daniel, Maguito Vilela e Caiado[/caption]
No início da campanha de Iris Rezende, no primeiro turno, o presidente do PMDB em Goiás, deputado federal Daniel Vilela, ficou ligeiramente afastado. Porém, como percebeu que havia estagnado, o peemedebista convocou o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, e Daniel Vilela para ajudá-lo.
Articulado, Daniel Vilela aproximou-se dos iristas, no segundo turno, e começou fazer um trabalho de qualidade, ao lado de Maguito Vilela e Gustavo Mendanha, o prefeito eleito de Aparecida de Goiânia. Daí começou um ligeiro confronto com o senador Ronaldo Caiado, que, no momento, se apresenta como super-irista.
Ocorre que Ronaldo Caiado e Daniel Vilela querem disputar o governo em 2018 e, por isso, buscam se cacifar junto de Iris Rezende. Um procura enfraquecer o outro. Aliados do senador afirmam que, nas pesquisas de intenção de voto, Caiado está bem à frente de Daniel Vilela. A sugestão é simples: o mais jovem deveria abrir espaço para o mais velho, aceitando ser o seu vice. O problema é que Daniel avalia que Caiado tem teto e que ele, sim, tende a crescer, ao se tornar mais conhecido do eleitorado.

Um aliado do governador de Goiás, Marconi Perillo, afirma que a reforma político-administrativa que fará no governo será mais ampla do que os líderes dos partidos imaginam. O governador quer tornar a equipe mais produtiva e independente de suas ordens. A falta de dinheiro, por exemplo, não é desculpa para ninguém ficar parado. O tucano-chefe postula que, com um pouco de criatividade, se é possível fazer muitas coisas.

De um político paulista: “Depois que José Serra foi para a Suíça e Aécio Neves voltou para Minas Gerais, para resgatar um pouco do prestígio político que ainda lhe resta, só resta dizer: ‘Vá, Marconi, vá conquiatar o Brasil’”.
O que o paulista está dizendo é que com a debacle da liderança tucana, o político goiano precisa ocupar mais espaço na política nacional. O espaço está abertíssimo...

Tucanos dizem que, para atrapalhar a gestão do governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, o senador Ronaldo Caiado, do DEM, trabalhou para aprovar uma emenda “jabuti” a respeito das elétricas. A emenda obriga o governo a pagar dívida com União em vez de investir em obras em Goiás com o dinheiro arrecadado com a venda da Celg. O tucanato frisa que a emenda atenta contra os interesses dos prefeitos e da sociedade, que preferem benefícios concretos do que deixar a grana evaporar rumo aos cofres da União. Na ânsia de inviabilizar a gestão tucana, o senador pode pagar um preço alto: como explicar à sociedade e aos prefeitos que sua emenda impede o governo de fazer mais obras?