Resultados do marcador: Prefeitura
“A região Leste da capital ‘adotou’ Vanderlan Cardoso como seu candidato praticamente oficial. Há uma sintonia fina dele com os eleitores"
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Reprodução[/caption]
Políticos propositivos, os candidatos a prefeito de Goiânia pelo PT, Adriana Accorsi, e pelo PSD, Francisco Júnior, vão terçar forças, nos próximos oito dias, pela terceira posição — atrás de Vanderlan Cardoso, do PSB, e de Iris Rezende, do PMDB, os dois postulantes que deverão ir para o segundo turno.
Aliados de Adriana Accorsi apostam que, consolidada no terceiro lugar, se consagrará para a disputa de mandato de deputada federal ou à reeleição para deputada estadual. Francisco Júnior, que pretende chegar ao quarto lugar e, depois, tomar o terceiro lugar da petista, trabalha para se cacifar para um mandato de deputado federal ou estadual em 2018.
Trata-se de uma disputa entre postulantes consistentes e que certamente terão futuro na política de Goiás.
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Foto: Jornal Opção[/caption]
Não há a menor de que em Aparecida de Goiânia há dois fenômenos. Primeiro, o prefeito Maguito Vilela, do PMDB, que é uma espécie de deus laico para os aparecidenses. Segundo, o candidato a prefeito pelo PMDB, o vereador Gustavo Mendanha.
Gustavo Mendanha começou muito em embaixo, mas, aos poucos, foi subindo e, de repente, disparou. Parece que, a partir de determinado momento, os eleitores conseguiram identificá-lo integralmente com Maguito Vilela. Quanto mais a identificação é ressaltada, mais o peemedebista cresce.
No momento, é certo que Gustavo Mendanha irá para o segundo turno. Portanto, a discussão é outra. Quem vai enfrentá-lo? Primeiro, Marlúcio Pereira, do PSB, ou Alcides Ribeiro, do PSDB. Segundo, haverá mesmo segundo turno?
A questão é: se mantiver o crescimento acelerado, Gustavo Mendanha tem chance de, em oito dias, liquidar a fatura no primeiro turno. As pesquisas de intenção de voto mostram que o peemedebista cresce a partir dos votos dos indecisos, mas também retirando votos de seus adversários, o que prova que estes são extremamente vulnerários, porque seus eleitorados são voláteis, quer dizer, podem trocar de candidato, e estão trocando.
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Vinicius Luz e Victor Priori:[/caption]
Candidato a prefeito de Jataí pelo PSDB, Vinicius Luz, diz que, ao dizer que a Perdigão iria ser reaberta no município, sendo desmentido de maneira peremptória pela direção da empresa, o candidato do DEM, Victor Priori, “deu um tiro no pé”.
“O que se espera de um político que vai governar os destinos de milhares de pessoas? Que seja competente, criativo e não minta para as pessoas. Victor Priori não levou a sério a população de Jataí. A revolta é geral na cidade”, afirma Vinicius Luz.
Aliados de Victor Priori afirma que o recém-democrata continua na liderança nas pesquisas de intenção de voto. Mas o fato é que a aliança democrata-peemedebista teme mesmo uma virada eleitoral em Jataí. “Vou ganhar a eleição”, sustenta Vinicius Luz.
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Abelardo Vaz[/caption]
“Como diria Galvão Bueno, o locutor da Fórmula 1: ‘Abelardo Vaz não perde mais; pelo contrário, vai ser eleito prefeito com mais de 60% dos votos de Inhumas”, afirma Benitez Calil, presidente do PSL em Goiás.
Aliados de Dioji Ikeda sustentam que o prefeito “trabalhou muito”, mas divulgou mal o que fez em Inhumas. Deixou para divulgar na última hora e aí não funcionou mais, porque soou como propaganda política para atrair eleitores.
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Foto: Renan Accioly/ Jornal Opção[/caption]
O candidato do PSDB a prefeito de Anápolis, Carlos Antônio, tem dito que, depois que o governador Marconi Perillo apareceu no programa de TV apoiando sua candidatura, ele cresceu e pode até disputar o segundo turno contra o petista João Gomes.
Os aliados de Carlos Antônio diz que o deputado vai surpreender e, ao final, será eleito prefeito de Goiânia.
“Recentemente, em encontro com empresários, fui considerado o mais bem preparado para gerir Anápolis”, afirma Carlos Antônio.
Candidato à reeleição em Catalão, tucano também realizou comício em Pires Belo
O candidato do PSDB a prefeito de Uruaçu, Valmir Pedro, diz que é preciso “ficar muito claro a respeito de quem de fato representa a base governista no município. Sou o candidato do governador Marconi Perillo e tenho vídeos gravados com ele afirmando isto”. As palavras de Valmir Pedro são uma estocada no candidato Machadinho, do DEM. Na semana passada, o Jornal Opção publicou uma fotografia, na qual aparecem Machadinho, Benitez Calil, Lucas Calil e o presidente da Agetop, Jayme Rincón. “Na verdade, Machadinho é o candidato de Ronaldo Caiado e, em 2018, vai apoiá-lo para governador. Esclareça-se ao Lucas Calil que ele já tem candidato a deputado estadual em Uruaçu. Não dá para ficar fingindo que se pertence à base marconista quando, de fato, se pertence à base caiadista.” O deputado federal Thiago Peixoto esteve em Uruaçu e ficou impressionado com a campanha de Valmir Pedro. “Agora, entendi porque é o favorito. Quando vai fazer comício num bairro, antes visita todas as casas e conversa com todas as pessoas, com uma fineza de trato que impressiona. É muito bem recebido e toda a Uruaçu costuma dizer: ‘Agora é a vez de Valmir Pedro’. É o que vi, ouvi e percebi.”
Com menor rejeição entre os principais nomes, candidata do PV mostra força após o início do programa eleitoral e deixa o quadro indefinido com Raul Filho e Carlos Amastha
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Foto: André Costa[/caption]
A surpresa tem sido, nos últimos dias, a ascensão de Roberto do Orion, candidato do PTB a prefeito de Anápolis. Não é um crescimento que assuste Carlos Antônio, do PSDB, e Pedro Canedo, do DEM. Mas é fato que cresceu.
O espantoso mesmo é a queda de Carlos Antônio e Pedro Canedo, que, aos olhos dos eleitores, deixaram de ser uma alternativa ao prefeito João Gomes, do PT.
Miguel Marrula, vice de Pedro Canedo, é citado como aliado ou ex-aliado de Carlos Cachoeira
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Iris Rezende, Waldir Soares, Vanderlan Cardoso, Adriana Accorsi, Francisco Júnior, Flávio Sofiati e Djalma Araújo: candidatos | Foto: Reprodução[/caption]
A propaganda política sugere que os candidatos a prefeito de Goiânia estão, no geral, antenados com o que é televisão. Estão relativamente bem orientados.
A candidata do PT, Adriana Accorsi, é bonita e exala simpatia, com seu sorriso franco. Porém, no programa de sexta-feira, 26, apresentou-se de maneira sisuda, como se quisesse passar seriedade, mas acabou escondendo o seu forte — a simpatia. Num momento em que se fala que os políticos são homens de gabinete, que não conhecem os problemas reais da cidade, o marketing da deputada-delegada colocou-a sentada numa cadeira, quase imobilizada. Sua apresentação com movimento, se conectada à cidade, poderia render mais frutos. Faltou explicar ao eleitor por que o PT merece um quarto mandato em Goiânia. Resta saber, por fim, se vai se exibir como postulante do PT e candidata do prefeito Paulo Garcia, de maneira direta e não episódica.
Francisco Júnior, do PSD, andou pela cidade, a pé e de automóvel. Apresentou críticas à gestão de Paulo Garcia, mas com leveza. Fala bem, expõe as ideias com clareza. Estranhamente, porém, sua cabeça ficou parecida com uma pintura cubista de Pablo Picasso. Problemas de enquadramento da câmera.
Waldir Delegado Soares, do PR, andou pela cidade, em contato com populares. Está sempre de terno, o que impõe certo distanciamento dos eleitores, uma diferenciação, como se estivesse participando de uma sessão da Câmara dos Deputados, e não pedindo votos nas ruas. Um detalhe positivo é que não provoca indiferença e chama a atenção. Falou de investimento em segurança pública — não disse de onde vai retirar dinheiro para aplicar na área —, em creches noturnas e que, se eleito, vai passar Goiânia a limpo (em que sentido, não explicitou). Um de seus problemas é que parece não perceber que, como está entrando nas casas das pessoas, por meio da programação televisual, não convém gritar. Deveria falar mais serenamente, e não aos solavancos.
Flávio Sofiatti, do PSOL, e Djalma Araújo, da Rede, mal tiveram tempo para pedir o voto do eleitor. O tempo deles é muito curto.
Ao andar pela cidade, Vanderlan Cardoso, do PSB, apresentou-se e apresentou-a (com imagens plasticamente bonitas e música que remete mais ao passado rural do que à urbanização) com habilidade. Pôs o povo para reclamar das últimas gestões em Goiânia — referência a Iris Rezende, do PMDB, e a Paulo Garcia, do PT — e colocou pessoas para explicar como é o empresário e o homem. Conectou juventude e modernidade e andou pela cidade com seu vice, o jovem Thiago Albernaz, neto de Nion Albernaz. Fica-se com a impressão de que o programa, além de plasticamente bonito, foi o que comunicou mais.
Apesar de sugerir que fisicamente está ligeiramente alquebrado, talvez devido aos seus quase 83 anos, Iris Rezende circulou pela cidade, a pé e de automóvel, comunicando-se diretamente com as pessoas. Falou dos desafios da cidade e dos problemas de segurança e disse que sua vocação é ser político.
O alto tucanato organiza uma força-tarefa, com, entre outros, o deputado federal Célio Silveira e a secretária de Cidadania do governo de Goiás, Lêda Borges, para fortalecer a candidatura do vereador Pábio Mossoró a prefeito de Valparaíso.
Sem a força-tarefa, Pábio Mossoró pode perder a eleição para Afrânio Pimentel, apontado como único que pode derrotá-lo, dada a força do dinheiro do PR de Magda Mofatto. Roberto Martins, do PT — que conta com o apoio da prefeita Lucimar Nascimento (mal avaliada) —, e Iraquitan da Silva, do PC do B, são os outros postulantes.
Atual prefeito pode estar mal avaliado, mas é fato que fez mais que seu antecessor. Se população avaliar Iris pelo que ele fez à frente da Prefeitura entre 2004 e 2010, escolherá outro candidato para votar
Em Cristalina, após o rompimento do atual e desgastado prefeito Luiz Attié (PSD) com seu vice, o tucano João Fachinello, o PSDB corre só. Fachinello seria o candidato, mas não cresceu e acabou preterido. Lá, há três pré-candidaturas fortes: Daniel do Sindicato (PSB), que é apontado como o favorito, disputa contra o empresário Wanderlei Benatti (PMDB) e Maks Louzada (PSD), que é o candidato apoiado pelo prefeito Attié. Fred Bastos (DEM) também é pré-candidato a prefeito em Cristalina, mas deve desistir e compor com outro candidato, possivelmente o peemedebista Benatti. Aliás, Benatti surgiu como candidato devido ao apoio do deputado federal Daniel Vilela (PMDB) e busca o apoio de vários outros partidos. Pode surpreender.

