Novo prefeito foi alvo de polêmica após pessoalmente conduzir maquinário para destruir parte das obras de construção da ciclovia do município

Reprodução/Facebook

O prefeito de Goianésia, o ex-deputado Renato de Castro (PMDB), concordou em suspender a desconstrução da ciclovia do município após reunião com o promotor de Justiça Luciano Miranda Meireles. No encontro, o representante do Ministério Público esclareceu a necessidade de suspensão, ao menos até que seja comprovado que a destruição da faixa especial para ciclistas não causará prejuízos ao município.

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Agora, o assunto será repassado aos promotores de Justiça que atuam nas áreas de patrimônio público e de mobilidade urbana para acompanhamento. A versão de Renato é que a ciclovia é uma obra “tecnicamente inviável”, tem prejudicado o comércio do centro da cidade e não teria sido aprovada pela maioria da população. Ele acrescentou ainda que a destruição da ciclovia foi uma promessa de campanha.

Conforme adiantou a coluna Bastidores, do Jornal Opção, o peemedebista acabou sendo alvo de inquérito policial por crime de dano ao patrimônio após informações de que o prefeito estaria em pessoa conduzindo maquinário para destruir parte das obras de construção da ciclovia do município.

Segundo apurou o Ministério Público, as obras da ciclovia são fruto de uma parceria entre o município e o Estado de Goiás, por meio da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop). Entre as ações previstas no Plano de Mobilidade Urbana para o município, que totalizariam investimentos estaduais de cerca de R$ 6 milhões, parte desse valor seria destinado à construção de ciclovia na cidade, que também contaria com verbas municipais.

De acordo com o município, até o momento, R$ 700 mil foram empregados na construção da ciclovia, que está inacabada. Por outro lado, as prestadoras de serviço paralisaram a construção, alegando falta de pagamento dos serviços já prestados. (Com informações do MPGO)