Resultados do marcador: Prefeitura de Goiânia
Fernando Cavendish, dono da Deltra, pode fazer delação premiada para entregar cúpula do PMDB
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João Bosco Bittencourt: eficiência e diplomacia[/caption]
Um líder do PSB afirma: “O jornalista João Bosco Bittencourt tem desempenhado papel crucial nos bastidores da campanha de Vanderlan Cardoso. Não faz barulho, mas atua com competência nas missões a ele confiadas. É craquíssimo, um Messi do jornalismo que entende tudo de política”.
Falta recursos para o candidato do PMDB, que vê seu principal adversário, Vanderlan Cardoso (PSB), crescer nas pesquisas
Na pesquisa divulgada neste domingo (9/10), ex-prefeito teria 51,6% contra 48,4% do candidato do PSB
Vereador do PSB critica "mentiras" divulgadas por adversários e garante que empresário lidera projeto vitorioso na capital
Última pesquisa divulgada horas antes da eleição mostra candidatos do PMDB e PSB na liderança
De um irista (mais do que peemedebista): “Os deputados Jovair Arantes e Henrique Arantes, se a disputa de Goiânia for para o segundo turno, tendem a apoiar Iris Rezende”.
No início da definição das candidaturas, o deputado federal Henrique Arantes procurou uma aliança com Iris Rezende e tentou puxar Francisco Júnior, do PSD, para vice. Mas esbarrou na vontade férrea do presidente do PSD, Vilmar Rocha, e do deputado Thiago Peixoto.
O deputado federal afirma que ele e Francisco Júnior saíram do PMDB porque o chefe político peemedebista impedia a renovação
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Magda Mofato, Flávio Canedo, Thiago Peixoto, Francisco Júnior, Vilmar Rocha e Adriana Accorsi possivelmente apoiarão a candidatura de Vanderlan Cardoso no segundo turno. É a hora do anti-irismo[/caption]
A eleição para prefeito de Goiânia será realizada daqui a oito dias. Portanto, se as pesquisas de intenção de voto estiverem certas, o segundo turno se dará entre os candidatos do PSB, Vanderlan Cardoso, e do PMDB, Iris Rezende. Só não se sabe quem irá para a próxima etapa em primeiro lugar. Os iristas apostam no peemedebista, avalizados por sua história na capital. A ascensão fulminante do postulante do PSB sugere, para seus defensores, que pode superar Iris Rezende, indo para a etapa seguinte em primeiro lugar.
Com o quadro teoricamente definido, algumas campanhas começam a ser desaceleradas, até por que não compensa gastar dinheiro quando se sabe que o resultado será infrutífero. Em “on”, publicamente, nenhum dos postulantes, a partir do terceiro colocado, admite que vai apoiar Vanderlan Cardoso ou Iris Rezende no segundo turno. Em “off”, privadamente, alguns deles, além dos líderes dos partidos políticos, começam a pensar num rearranjo político.
O PR da deputada federal Magda Mofatto, uma política articulada e com forte presença no interior, tende a fechar acordo para apoiar Vanderlan Cardoso. Claro que tudo vai depender de uma conversa com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que, por certo, será o avalista do acordo político entre o PR e o PSB. Há, como se sabe, o fato de que o PSB terá candidata a senadora em 2018 — a senadora Lúcia Vânia — e Magda Mofatto já se apresenta como postulante a uma vaga na chamada “câmara alta”. Frise-se: no PR manda a deputada-empresária e seu marido, Flávio Canedo. Ninguém mais.
O PT, depois da debacle nacional, é um barco à deriva, em busca de um porto sobre o qual seus militantes nada sabem e não contam com bússola para localizá-lo. No segundo turno, tende a se dividir. A corrente do deputado estadual Luis Cesar Bueno — que teria Síndrome de Estocolmo em relação ao líder do PMDB na capital — tende a apoiar Iris Rezende. Mas Pedro Wilson, Olavo Noleto, Osmar Magalhães, Carlos Soares e Adriana Accorsi possivelmente apoiarão Vanderlan Cardoso. O motivo é simples: o peemedebista, com o apoio do vice-prefeito Agenor Mariano, faz o possível para descontruir a gestão petista.
O PSD do ex-deputado federal Vilmar Rocha, do deputado federal Thiago Peixoto e do deputado estadual Francisco Júnior — candidato a prefeito de Goiânia — não hesitará um minuto: vai apoiar Vanderlan Cardoso. Aliados do governador Marconi Perillo, os pessedistas, ao apostarem no postulante do PSB, estarão apostando na disputa de 2018, por isso não ficarão ao lado de Iris Rezende.
O resultado é que a massa de apoio a Vanderlan Cardoso vai crescer no segundo turno — encorpando sua campanha — e o grupo de Iris Rezende não deve crescer. Isto fará uma diferença enorme.
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Fotos: Fernando Leite e Renan Accioly/ Jornal Opção[/caption]
O Jornal Opção perguntou para dois pesquisadores: “Nas últimas pesquisas, o que de fato mais chamou sua atenção?”
Os pesquisadores sugerem que há um aspecto que desperta mais a atenção dos que trabalham com pesquisas: a simulação de segundo turno. Quando pesquisas mostram que Iris Rezende, candidato do PMDB a prefeito de Goiânia, e Vanderlan Cardoso, postulante do PSB, estão empatados — por exemplo, com 43% e 42% —, isto significa que a situação de Iris Rezende é das mais complicadas.
Iris Rezende, sublinham os pesquisadores, é um político “de” Goiânia e que tem fama de sempre ganhar na capital, tanto para o governo quanto para a prefeitura. Mas agora, de acordo com a simulação de segundo turno, o quadro mudou: os eleitores tendem a trocá-lo por aquele candidato que se pode nominar de “novo consistente”, ou seja Vanderlan Cardoso.
O que aconteceu com Iris? Esgotou-se politicamente, perdeu conexão com os eleitores.
A fama de não terminar mandatos é outro dos problemas incontornáveis de Iris Rezende. Parece que o eleitor goianiense percebe, ao menos agora, que o peemedebista é “fissurado” pelo governo do Estado. Antes, poucos eleitores observavam o nome do vice e suas peculiaridades. Mas, como o peemedebista não para, sempre se desincompatibilizando para disputar outros cargos, os eleitores, desta vez — e também devido a Paulo Garcia, do PT, o prefeito super reprovado da capital —, estão de olho no vice, o Major Araújo, e parece não aprová-lo. E sua desaprovação aumenta a rejeição de Iris Rezende.
Um dos principais problemas de Iris Rezende é que o eleitor o percebe como um político superado, que não se atualizou. Ao mesmo tempo, é apontado como aquele gestor que não vai além do arroz com feijão. Em termos políticos e de gestão, é visto como uma pessoa que não tem capacidade de renovar-se. Pode-se dizer, portanto, que acabou a lua de mel de Goiânia com Iris Rezende e que se tornaram espécies de Brad Pitt e Angelina Jolie, falando linguagens diferentes.
Ao mesmo tempo em que Iris Rezende perde sintonia com os goianienses, Vanderlan Cardoso aparece como líder, como um político forte e qualificado. Os pesquisadores frisam que o Vanderlan Cardoso de hoje não é o mesmo de 2014. Na opinião dos especialistas, ele é mais sólido, até falando com mais firmeza e precisão. Seu programa eleitoral, apresentando-o nas ruas, sugere que mantém contato com a cidade e os seus problemas reais.
Por ser mais jovem — tem 30 anos a menos do que Iris Rezende, que tem idade para ser seu pai —, Vanderlan é notado como mais contemporâneo dos moradores da cidade.
Outro fator positivo para Vanderlan é sua rejeição baixa. A rejeição é um limitadores do crescimento de Iris Rezende
Candidato do PSB disse que levantamentos diários já mostram seu nome como o mais citado pelo eleitor de goianiense
Candidato do PSB tem 27,1%, atrás 8 pontos percentuais de Iris Rezende (PMDB), que marca 35,7%
Considerando que o 2º turno está praticamente assegurado, a ordem dentro do comitê do candidato do PSB é encostar no peemedebista nas pesquisas
Candidato do PSB surpreende e está a um ponto do decano peemedebista. É também o menos rejeitado
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Delegado Waldir e Vanderlan Cardoso | Fotos: Renan Accioly/ Jornal Opção[/caption]
O objetivo número um da aliança que apoia Vanderlan Cardoso, candidato do PSB a prefeito de Goiânia, nos próximos dez dias, é passar o candidato do PR, Waldir Soares. Aposta-se que, superado o segundo colocado, que está caindo — mais precisamente, estagnado; é possível que esteja sendo “canibalizado” eleitoralmente por Iris Rezende, do PMDB —, se criará uma nova “expectativa de poder”. Não só: avalia-se que, “removido” o delegado, Vanderlan Cardoso tende a crescer e a se aproximar do postulante peemedebista. Há a tese de que Waldir, além de não crescer, está segurando a possibilidade de outro candidato crescer e se aproximar do líder.

