Resultados do marcador: Futebol
Rodada desta quarta-feira, 20, também decidiu os dois rebaixados: Itumbiara e Novo Horizonte. Fase decisiva começa no domingo, 24
Com rodada completa na noite de quarta-feira, 21, o Campeonato Goiano encerrou a primeira fase com a definição dos classificados para as quartas-de-final e os dois clubes rebaixados. Goiás, Atlético, Goianésia e Crac decidirão a classificação para as semifinais em casa. Itumbiara e Novo Horizonte foram rebaixados.
O Goiás encerrou a primeira fase em primeiro lugar, com 31 pontos e apenas uma derrota. O time do técnico Maurício Barbiere teve 86% de aproveitamento. Na quarta-feira, venceu o Iporá, por 2 a 1, no Estádio Hailê Pinheiro. O Atlético, que venceu o Crac por 2 a 1, no Estádio Genervino da Fonseca, ficou com a segunda colocação, com 28 pontos.
A rodada também definiu os dois rebaixados. Mesmo empatando com o Grêmio Anápolis, em casa, o Itumbiara terminou a primeira fase com apenas 9 pontos, na penúltima colocação. O lanterninha da competição foi o Novo Horizonte, que perdeu para a Aparecidense e acabou com apenas 6 pontos.
Confira os resultados da última rodada da primeira fase: Goiás 2 x 1 Iporá; Crac 1 x 2 Atlético; Goianésia 1 x 0 Vila Nova; Anapolina 2 x 1 Goiânia; Aparecidense 1 x 0 Novo Horizonte; Itumbiara 2 x 2 Grêmio Anápolis.
As quartas-de-final terão os seguintes confrontos:
Sábado 23/03
Vila Nova x Crac - 16h
Anapolina x Atlético-GO - 16h
Domingo 24/03
Aparecidense x Goiás - 16h
Goiânia x Goianésia - 16h
Terça-feira 26/03
Atlético-GO x Anapolina - 20h30
Quarta-feira 27/03
Crac x Vila Nova - 20h30
Goianésia x Goiânia - 20h30
Goiás x Aparecidense - 21h30
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Um resumo da fase de grupos deste mundial que superou números importantes antes mesmo do mata-mata
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Rússia aplicou goleada de 5 a 0 na Arábia na estreia com golaço de Cheryshev[/caption]
De Samara, Rússia
Os confrontos das oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia já estão em andamento, mas é necessário relembrar como foi a fase de grupos do torneio a fim de explicar por que este mundial entrou para a história antes mesmo do início do mata-mata.
A Copa do Mundo deste ano é a sexta em que competem 32 seleções divididas em oito grupos de quatro e a penúltima neste formato que se iniciou em 1998, na França, já que, a partir de 2026, quando Canadá, Estados Unidos e México serão sedes em conjunto, o número de participantes será de 48.
Neste sentido, a escala de comparação do mundial da Rússia deveria se restringir às últimas cinco edições. Porém, recordes de muito antes também foram batidos. A quantidade de pênaltis marcados ajuda a exemplificar: os árbitros assinalaram 24 penalidades máximas nos 48 jogos da fase de grupos, das quais 18 foram convertidas — ambos os números já são maiores do que qualquer outra Copa do Mundo.
VAR
Alguns destes pênaltis podem ser colocados na conta do árbitro de vídeo (VAR, na sigla em inglês). A novidade da tecnologia já se faz presente em ligas europeias, como a italiana e a alemã. Em uma Copa do Mundo, é a primeira vez. É claro não está sendo perfeito, pois ainda precisa de aprimoração, mas os resultados, por ora, são positivos.
Ao todo, o VAR checou 335 incidentes — quase sete checagens por jogo — e corrigiu 14. Nas primeiras 24 partidas, o tempo de espera pela decisão do árbitro de vídeo foi de cerca de 31 segundos, enquanto cobranças de falta e de tiro de meta totalizam 10 minutos e 29 segundos, em média.
Em outras palavras, o VAR não atrasou o jogo. Além disso, não acabou com a típica polêmica no futebol, como muitos temiam — não há consenso, por exemplo, se Miranda sofreu falta ou não no gol da Suíça contra o Brasil. Enfim, a tecnologia chegou ao futebol. E veio para ficar — desde que continue em progresso.
Gols
Outro ponto positivo da fase de grupos foi o alto número de gols marcados. Com goleadas de 5 a 0 — Rússia contra Arábia Saudita — e 6 a 1 — Inglaterra contra Panamá —, 122 bolas foram parar nas redes — média de 2,5 gols por jogo. Apenas uma partida, entre França e Dinamarca, terminou em 0 a 0.
A propósito, a Copa do Mundo de 2018 foi a primeira da história em que todas as seleções marcaram pelo menos dois gols. A quantidade de gols que decidiram partidas nos acréscimos do segundo tempo também foi recorde: oito. E a última rodada da fase de grupos foi responsável por mais um feito histórico: o meia Fakhreddine Ben Youssef, da Tunísia, marcou o gol de número 2.500 de todas as Copas.
Mas nem todos esses 122 gols foram comemorados por quem deu o último toque na bola antes dela entrar. Afinal, o mundial da Rússia superou mais um recorde, desta vez o de gols contra: nove, deixando para trás os seis de 1998.
Outras curiosidades
Dos últimos 10 finalistas, isto é, de 1998 a 2018, apenas a França, em 2006, não terminou na primeira colocação de seu grupo. Falando em final, a deste ano só não será inédita se os finalistas forem Brasil e Suécia, que decidiram a Copa do Mundo de 1958 — a única em solo europeu vencida por uma seleção de fora do velho continente.
Em 2018, Uruguai, Espanha, França, Croácia, Brasil, Suécia, Bélgica e Colômbia venceram os seus grupos, enquanto Rússia, Portugal, Dinamarca, Argentina, Suíça, México, Inglaterra e Japão se classificaram em segundo — dez da Europa, cinco da América Latina e um da Ásia.
A definição do último grupo — o mais equilibrado de todos —, que contou com Colômbia, Japão, Senegal e Polônia, foi mais uma novidade no mundial da Rússia. Japoneses e senegaleses terminaram a fase de grupos com todos os critérios de desempate iguais — saldo de gols, gols marcados e gols sofridos, além do confronto direto.
O último critério antes do sorteio é o fair play. O Japão levou quatro cartões amarelos — dois a menos que Senegal — e, assim, avançou às oitavas, fase a partir da qual as partidas serão disputadas com uma bola diferente. Na verdade, muda somente uma cor — o cinza é trocado pelo vermelho — e a Telstar, o nome oficial da bola, ganha um apelido: Metchta, que significa “sonho” — em 2010 e 2014, também houve bolas diferentes, mas apenas para a final.
Seleção brasileira
Não só pelo fato de ser estreia — que, geralmente, é a partida mais tensa da fase de grupos —, mas o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo foi também contra o melhor adversário da chave. Não é à toa que a Suíça se classificou às oitavas.
O 1 a 1 deixou muitos torcedores frustrados. Outros, bravos. E o principal alvo de críticas era Neymar. Não pelo seu cabelo, mas sim pelo futebol jogado. É verdade que o jogador voltava de lesão e estava sem ritmo de jogo. Contudo, prendeu demais a bola, atrasando o jogo, sem ser objetivo e muito menos coletivo. Se não fosse o gol de Philippe Coutinho, a situação do Brasil teria sido pior.
No segundo jogo, contra a Costa Rica, o Brasil dominou a partida. Martelou até furar a linha de cinco da equipe adversária mais uma vez com Philippe Coutinho, já nos acréscimos do segundo tempo. Neymar deixou o seu logo em seguida, mas o craque do Brasil estreou mesmo diante da Sérvia.
Não foi uma partida do nível que se espera de alguém como Neymar, mas pelo menos o camisa dez parece ter entrado no ritmo de Copa do Mundo e jogou muito mais para o time do que para si. Com gols de Paulinho e Thiago Silva, o Brasil passou em primeiro para enfrentar o México nas oitavas.
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Neymar, criticado pelo seu futebol abaixo da média nas duas primeiras partidas, jogou melhor diante da Sérvia e é esperança para as oitavas[/caption]
É importante ressaltar que quatro jogadores diferentes marcaram os cinco gols da seleção brasileira até aqui, o que significa mais opções e menos “Neymardependência”, como foi em 2014. Destaca-se também que, dos 23 convocados, não entraram em campo os dois goleiros reservas, Ederson e Cássio, os zagueiros Marquinhos e Geromel, o volante Fred e o atacante Taison.
O Brasil melhorou, mas as lesões passaram a ser um problema. Antes mesmo da convocação final, a seleção perdeu o lateral direito titular, Daniel Alves. Durante os treinamentos pré-mundial, Renato Augusto e Fred se lesionaram. Já durante a Copa do Mundo, Marcelo, Danilo e Douglas Costa machucaram — este último já havia se apresentado com lesão, assim como Fagner.
Em relação aos mexicanos, trata-se de um adversário especialista em perder nas oitavas. O México avançou a esta fase nas últimas seis edições — e perdeu em todas elas. Aliás, Brasil e México são as únicas seleções que passaram de todas as fases de grupo desde 1994.
Se vencer, o México, além de quebrar a “tradição” de ser eliminado nas oitavas, vai se igualar à Hungria e à Itália. São estas as únicas seleções que venceram tanto Brasil quanto Alemanha em um mesmo mundial — em 1954 e 1982, respectivamente.
Vexame da campeã
A Alemanha repetiu o enredo de todos os campeões na era de 32 seleções, com exceção do Brasil. A França venceu em 1998 e, quatro anos depois, foi eliminada na fase de grupos. O mesmo aconteceu com a Itália em 2006 — campeã — e 2010 — eliminada na fase de grupos — e a Espanha em 2010 — campeã — e 2014 — eliminada na fase de grupos.
Em 2018, foi a vez da Alemanha, que venceu a Copa do Mundo quatro anos atrás no Brasil, dar o vexame. Com o quarto elenco mais caro da competição, os alemães terminaram em último lugar do grupo F, atrás de Suécia, México e Coreia do Sul, com uma vitória, duas derrotas, dois gols marcados e quatro sofridos.
A única vez que a Alemanha saiu na primeira fase foi em 1938, quando não existia fase de grupos. A seleção alemã jogou uma partida contra a Suíça, que terminou empatada em 1 a 1. Como ainda não havia disputa de pênaltis, foi jogada uma partida desempate, vencida pelos suíços, de virada, por 4 a 2.
Estreantes
A Copa do Mundo da Rússia teve a estreia de duas seleções em mundiais: Islândia e Panamá. A primeira conseguiu arrancar um empate contra a Argentina na estreia, mas não passou disso. Mesmo assim, fora das quatro linhas, a torcida islandesa fez uma festa à parte, apesar de o país de 330 mil habitantes ser a menor população representada na história das Copas.
Já o Panamá, que perdeu as três partidas da fase de grupos — assim como Egito —, foi a primeira seleção estreante a sofrer 11 gols desde os Emirados Árabes Unidos, em 1990. Mas isso não fez com que a torcida deixasse de vibrar com o primeiro gol do país em uma Copa do Mundo. Parecia que eles haviam ganhado o torneio. É esta a magia do futebol.
Jogo rápido
Melhor partida: Portugal 3x3 Espanha Gol mais bonito: Ricardo Quaresma, na vitória de Portugal contra o Marrocos Melhor equipe: Croácia Melhor jogador: Luka Modrić Melhor atuação individual: Cristiano Ronaldo, no empate de Portugal contra a Espanha Artilheiro: Harry Kane, com cinco gols Maiores goleadas: Inglaterra 6x1 Panamá e Rússia 5x0 Arábia Saudita Surpresa/zebra: Suécia Decepção: Alemanha (equipe) e Thomas Müller (jogador)

